O Dida Bar e Restaurante vestiu-se, quinta-feira, de festa para celebrar os 70 anos de sua matriarca, Dida Nascimento. Foi uma noite de samba e ancestralidade no coração do Rio. Na Praça da Bandeira, o restaurante ficou pequeno para tamanha celebração. Reconhecido como Patrimônio Cultural, Gastronômico e Imaterial do Rio, o Dida Bar e Restaurante é muito mais que um espaço de convivência: é um quilombo urbano, onde cada prato, cada roda de samba e cada abraço reafirmam a memória e a resistência do povo negro.
Ivanir dos Santos ao lado de Dida Nascimednto (Foto: Divulgação)
E foi exatamente lá que Dida Nascimento, referência da gastronomia afro-brasileira e símbolo de resistência cultural, comemorou como mais gosta: com samba no pé, mocotó no prato e cercada de filhos, netos, amigos e parceiros históricos da luta antirracista. O Quintal do Dida Bar, um dos espaços mais disputados da noite, foi o palco de uma quinta-feira marcada por calor humano, emoção e força ancestral. No menu mocotó, calulu, feijão fradinho com camarão defumado e o famoso bolinho de feijoada com vinagrete de laranja e crispys de couve, pratos que carregam histórias de resistência e pertencimento.
