Fernando Machado

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Tributo a Mauro Mota

Parte do crème de la crème da literatura pernambucana bateu o ponto, ontem, na Academia Pernambucana de Letras, para prestigiar a sessão solene em homenagem ao notável poeta Mauro Mota, que no próximo dia 16, se vivo fosse, estaria completando 100 anos. O encontro foi organizado pela acadêmica Fátima Quintas aconteceu no auditório construído por Mauro quando presidente da APL.

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Marly Mota ao lado de Sérgio, Tereza, Mauricio, Roberto e Eduardo Mota (Fotos: Fernando Machado)

Foi um final de tarde repleto de nostalgia, de história e acima de tudo de respeito aquele a quem Gilberto Freyre o chamou de poeta, poetíssimo. Quanto mais os palestrantes falavam mais a platéia gostava, e tome glamour literário. A viúva do homenageado, Marly Mota, estava très chic de preto.

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Margarida Cantarelli e Fátima Quintas

Sentaram à mesa o presidente da Casa Carneiro Vilela, Waldenio Porto, os acadêmicos Nelson Saldanha, Antonio Correia de Oliveira e Rostand Paraiso, a desembargadora federal Margarida Cantarelli e os filhos do escritor das Elegias, Roberto e Eduardo Mota. Quem abriu os trabalhos foi Waldenio e anunciou que a cadeira 26, que pertenceu Estefania Nogueira, será realizada no próximo dia 29. E os candidatos são Leonardo Dantas Silva e Paulo Gustavo Cunha.

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Tereza Mota, Cristina Carvalho e Ana Lúcia Belo

Quem primeiro saudou Mauro Mota foi Nelson Saldanha lembrando que era uma pessoa que gostava de ajudar, apesar de lírico era melancólico. Depois Antônio Correa deu um show afirmou que todas as homenagens para Mauro Mota não corresponde ao seu mérito. Para ele, Mauro não é imortal. É imortalíssimo. Na sequencia temos o filho Roberto Mota, visivelmente acanhado confessou que o pai não era religioso, apesar de não gostar de Marcel Proust seus romances apresentam uma percepção do tempo.

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Os academicos Fred Pernambucano, Abdias Moura e José Paulo Cavalcanti Filho

O penúltimo a homenageá-lo foi o filho Eduardo traçando um perfil magnífico do pai, e que entre os seus méritos era o fazer amigos e conservá-los. Lembrou que gostava passar trotes nos amigos e era conservador. E encerrando tivemos o speech da viúva, Marly passeando pelos depoimentos de escritores e intelectuais sobre o escritor que sentou nas Academia Pernambucana de Brasileira de Letras. E finalizou: “Viva Mauro!”. A platéia foi ao delírio.

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Leonardo Dantas, Tereza Magalhães Melo e Roque de Brito Alves

Era enorme a concentração de inteligência no Auditório Mauro Mota. Seria impossível citar todos os nomes que foram prestigiar o autor de O Cajueiro Nordestino, além de vários acadêmicos e da família destacamos Ana Lúcia Belo, Ada Borrione, Sonia Freyre, Norma Lozada, Tereza Magalhães, Lourdes Sarmento, Marilourdes Ferraz, Ana Cristina Carvalho, Fátima Parahym, Miriam Fernandes, Dorany Sampaio, Paulo Gustavo Cunha, Leonardo Dantas, Albuquerque Pereira, Jomard Muniz de Brito.

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Os netos de Mauro Mota: Maria Eduarda, Maria Digna, Mauro e Francisco Mota

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