Fernando Machado

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Crise na Segurança II

O fato de o comandante da PMPE ter tentado entregar um documento ao governador passando por cima do secretário de Defesa Social torna a situação de um deles insustentável. Ou a situação dos dois. Fontes do Quartel do Derby, sede do comando geral da PMPE, dizem que o coronel José Lopes teria tentado falar com o secretário Servilho Paiva, a respeito da defasagem salarial entre as duas polícias, mas não foi atendido, mesmo tendo passado quase duas horas esperando para se chamado.

No rastro dessa descortesia para com o comandante de um dos principais órgãos do sistema de defesa social, surgiram comentários sobre outros problemas enfrentados pelo coronel José Lopes, dentre eles o fato de um secretário ter se referido a ele, ao chefe do Estado Maior coronel Daniel Lima e ao diretor de operações coronel Tavares Lira, em reunião conjunta na SDS como os Três Patetas.

Nota nesse sentido foi publicada em um grande jornal do Estado e nunca desmentida pela SDS. O comentário desastrado do secretário também foi criticado severamante em editorial do jornal da Associação dos Oficiais da Reserva, mas também não desmentida pelo governo.

Alguns oficiais também se referem à rispidez como o secretário trata o comandante e a um episódio que teria acontecdo após o desfile do Galo da Madrugada do ano passado, quando o comandante José Lopes teria sido chamado de “pinto molhado” pelo secretário por ter permanecido na chuva que caiu ao final do desfile, além de ter oferecido bebida alcoólica ao motorista e ao segurança do comandante, o que foi prontamente recusado.

Os críticos do secretário admitem que grande parte da culpa cabe ao comandante, que não rechaça “brincadeiras” desse tipo como deveria. Outros atribuem a culpa a alguns colegas que, segundo eles, vivem bajulando o secretário, com convites para cafés da manhã em seus batalhões e outras gentilezas.

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