Fernando Machado

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A Cor da Sapatilha

Há 13 anos, Ingrid Silva saía do bairro de Benfica, no Rio de Janeiro, para uma das maiores companhias de balé dos Estados Unidos. No livro A sapatilha que mudou meu mundo, Ingrid divide com o leitor sua trajetória desde que entrou no projeto social que mudaria sua vida até se tornar referência para tantas meninas e mulheres e a Primeira Bailarina de um dos corpos de dança mais importantes do mundo. O balé é conhecido por ser um espaço elitizado e na maioria branco. Mas foi ao entrar para a Dance Theatre of Harlem que Ingrid se deparou com uma questão de pertencimento e representatividade: a cor da sapatilha. Os acessórios e figurinos do balé, criado na Europa, servem como extensão das linhas do corpo do bailarino.

Ingrid Silva e seu livro (Fotos: Divulgação)

O tom rosa é próximo à pele branca e, por isso, sua companhia passou a adotar a customização da cor da sapatilha de acordo com o tom de pele de cada dançarino. Por onze anos, Ingrid pintou suas sapatilhas até que, após uma longa negociação com fabricantes, o modelo usado por Ingrid passou a ser produzido para seu tom de pele – o que gerou notícia no mundo todo, tornando Ingrid uma importante voz de sua geração. Hoje, as sapatilhas que costumava pintar integram o acervo do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana Smithsonian, nos Estados Unidos. Ao longo de sua vida, Ingrid venceu obstáculos, sofreu preconceito e está no livro toda a sua caminhada até aqui. O livro está em pré-venda nas livrarias físicas e online e será lançado em agosto, nas versões impressa (R$44,90) e digital (R$29,90).

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