Juvenal, meu alter ego, ouviu uma história que, por ser verdadeira, merece ser contada neste agradável espaço do amigo Fernando Machado. Em uma cidade pequena do interior do Rio, um jovem motoqueiro paquerava, com sucesso, uma loira bonita do local. Feliz com a conquista ele convenceu levá-la para casa na sua possante moto.
Mesmo estranhando o caminho que levava às proximidades do cemitério – um local que lhe dava arrepios – mas considerando que a loira merecia, ele acelerou. Ao passar pela porta do cemitério, a loira disse no seu ouvido: – “pode parar, é aqui que eu moro.”
Ele não sabia que a belezura era filha do coveiro e morava numa casinha simples lá nos fundos do local e a passagem era por dentro do cemitério. Mas o medroso não quis saber. Assustado, largou a moto no chão e saiu correndo até a cidade onde chegou esbaforido e foi gozado pelos amigos ao contar a história. Juvenal morreu de rir. Texto de Luiz Carlos Costa.