Juvenal, meu alter ego, voa em sonho até o Recife para participar do maior e melhor carnaval do mundo. É de fazer chorar de emoção lembrar os 30 anos fantásticos vividos por lá na festa que o pernambucano faz e vive com orgulho, alegria e criatividade sem limites. É de fazer chorar, mas Juvenal mistura as lágrimas com o riso, ao lembrar-se dos nomes sugestivos dos blocos: Bulindo no Caldinho, Me rega que eu brilho, Rapariga Véia, Du nada a gente sai, Me Solta Carai, Sibito Baleado, Se me der eu como, Tumamu no papeiro, México Peru, Tá qui pro’cês, Coveirinhos da Folia (que sai do cemitério), Segura a Coisa e outros mais famosos como o Elefante de Olinda, Eu Acho é Pouco com sua versão infantil Eu Acho é Pouquinho, Enquanto isso na sala da Justiça. O Homem da Meia Noite e A Mulher do Dia, Vassourinhas, Pitombeira dos Quatro Cantos e o divertido Bacalhau do Batata que desfila sozinho na quinta-feira após o carnaval, por volta do meio dia, com os garçons e copeiros que trabalharam durante a folia. É de fazer chorar, saber que estão lá, no cardápio do carnaval pernambucano, mais de 50 blocos fantásticos, e que tudo ficava triste, muito triste e emocionava o Juvenal, quando se cantava o hino da despedida: É de fazer chorar, quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar, Oh! Quarta-feira ingrata, chega tão depressa, só pra contrariar. É de fazer chorar! O texto é do professor e consultor de marketing, Luiz Carlos Costa.