Neste domingo de segundo turno das eleições municipais Juvenal, meu alter ego, lembrou que no Rio de Janeiro, no bairro de Marechal Hermes, onde morava, tinha o Coronel Farias, uma figura simpática que era candidato a vereador em todas as eleições, mas nunca conseguiu se eleger. Passado o pleito e com votos à míngua, a cada amigo que o Coronel Farias encontrava na rua, dizia com toda franqueza: “Não sei se estou falando com um amigo ou com um filho da puta”. Juvenal pensa então em como é bom que o voto seja secreto. Como temos muitos amigos candidatos, somos obrigados a dizer, a cada um, que votamos nele, mesmo que fique em dúvida se somos um amigo, ou aquilo que o Coronel Farias chamava. O texto é do professor e consultor de Marketing Luiz Carlos Costa.