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Fernando Machado

Garrincha: O Anjo das Pernas Tortas

Garrincha o anjo das pernas tortas (Foto: Fifa)

Hoje se encerra mais uma Copa do Mundo e um nome que me vem à cabeça é o de Garrincha, sem dúvida alguma o maior jogador de todos os tempos. Até o New York Times, publicou no dia 10 de julho um obituário atrasado dele. O poeta e compositor Vinicius de Moraes o apelidou como Alegria do Povo. Também escreveu o poema O Anjo de Pernas Tortas, por ter esse defeito, publicado no jornal Ultima Hora em 1962. Na obra, Vinicius descreve o jogador como um anjo torto e exalta o encanto que ele despertava nos torcedores.

Garrincha com o terno oficial da seleção de 1958 (Foto: O Cruzeiro)

Nasceu em Pau Grande, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 1933, como Manoel Francisco dos Santos, e morreu também na Cidade Maravilhosa em 20 de janeiro de 1983, muito pobre. Tão diferente dos atuais que têm assessores e ganham em dólares. Mané Garrincha, como era carinhosamente conhecido, é de uma época onde os jogadores remetiam aos seus times. Quando um jornalista esportivo, remetia ao Botafogo todos se lembravam de Garrincha.

Ele não era caçado, pois era um caçador (Foto: Divulgação)

Sua primeira Copa do Mundo foi a de 1958, por sinal a primeira que o Brasil foi campeão. Na de 1962, quando fomos bicampeões, por conta de uma contusão de Pelé, tornou-se o principal atleta do time brasileiro. Fazendo quatro, dos 14 gols do Brasil, sem esquecer das duas assistências. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bola de Ouro, a Chuteira de Ouro e o Troféu Copa do Mundo numa mesma edição. Por conta disso, a Copa do Mundo de 1962 é conhecida no Brasil como A Copa do Garrincha.

O gênio do gramado ouvindo o técnico Gentil Cardoso (Foto: O Cruzeiro)

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