O jornalista e imortal da Academia Pernambucana de Letras, Raymundo Carrero de Barros Filho, nasceu em Salgueiro, Pernambuco, no dia 20 de dezembro de 1947, faleceu, ontem no Recife, deixou um vazio muito grande na nossa literatura. Trabalhou no Diário de Pernambuco durante 25 anos. Era uma pessoa na dele, mas um amigo a toda prova. No dia 11 de outubro de 2004 foi eleito para a cadeira 3 da Academia Pernambucana de Letras. Seu livro Somos Pedras foi incluído entre os dez melhores de 1995, escolhido pelo jornal O Globo. Em 2000 ganhou o Prêmio Jabuti na categoria contos pelo livro As Sombras Ruínas da Alma.
Raymundo Carrero na posse de Jô Mazzarolo na APL (Foto: Fernando Machado)
Raymundo Carrero escreveu várias obras, entre contos, ficção e ensaios. Também escreveu a biografia do também acadêmico Orlando Parahym. No dia 14 de janeiro deste ano, na posse de Jô Mazzarolo, na Academia Pernambucana de Letras, quando fui fotografá-lo, disse que eu tinha sido o melhor estagiário que ele conheceu. Fiquei em estado de choque, foi quando a Presidente da APL, Margarida Cantarelli, cochichou “hoje você não vai dormir, né”. O autor de “O ser humano é não mais do que um cemitério dos passados, dos vários e misteriosos passados”, é um Nome que a História Guardou.
