A sexualidade das pessoas com síndrome de Down ainda é um tabu para a sociedade. Apesar do aumento da expectativa de vida, da melhoria dos indicadores de saúde e da gradativa inclusão social, o sexo ainda é um assunto pouco debatido ou visto com preconceito até mesmo pelas famílias. Nícolas Cayres, ginecologista e professor do curso de Medicina do CEUB, esclarece que – apesar desses indivíduos terem graus variados de déficit cognitivo, dependência e infantilidade – os hormônios seguem em pleno desenvolvimento. O especialista explica que o surgimento da curiosidade e do desejo acontece para eles naturalmente, como para qualquer outro jovem e adolescente.
O ginecologista Nícolas Cayres (Foto: Divulgação)
Segundo a recomendação da Organização Mundial da Saúde, um indivíduo não deve ultrapassar a ingestão diária de 50g (cerca de 10 colheres de chá) ou 10% de açúcar da alimentação, levando em conta uma dieta de 2.000 calorias. Extrapolar os limites diários recomendado acaba sendo maléfico à saúde. Isso porque o pâncreas, órgão que tem o objetivo de produzir a insulina, hormônio responsável em controlar os níveis de glicemia no sangue, fica prejudicado. Informa nutricionista e professora do Centro Universitário dos Guararapes, Alyne Nunes.
