Fernando Machado

A Quadrilha de Cataplásticos

Juvenal, meu alter ego, lembra que há uns 25 anos passados, foi inspirado por um gesto do Cleo Nicéas, ex-diretor da Globo Nordeste e falecido recentemente, aliás uma das figuras mais fantásticas que o Recife já conheceu. Cleo tinha o hábito de recolher bem cedinho, na praia de Boa Viagem, os plásticos deixados pelos mal-educados na tarde do dia anterior. Juvenal se juntou então ao gesto do Cleo e com saco de lixo em punho, lá estava diariamente recolhendo os plásticos da praia como se uma terapia fosse. Certo dia, durante esta jornada, Juvenal encontrou outro amigo querido, o Jayme Lielson, orgulhosamente acompanhado do filho João Miguel com idade entre 6 e 8 anos que se apaixonou pela ideia e começou a fazer a mesma coisa.

Em casa, João Miguel falou entusiasmado para a irmã Flávia que se juntou a quadrilha e um dia, na praia, quando Juvenal lhe disse que ela havia salvo uma tartaruga marinha, ficou envaidecida, talvez mais do que se envaidece hoje, como CEO de grande empresa em SP, com pós em marketing digital, falando 4 idiomas, porque Flavinha ainda tem, na lembrança, e com orgulho, aqueles fatos simples do passado. E Juvenal afirma que em todos os momentos da vida, tenha a idade que tiver, vale a pena montar uma quadrilha de gestos tão nobres. Ao Cleo Nicéas, nossa saudade. Ao João Miguel e Flavinha, um abraço colossal. Do Juvenal. O texto é do professor e Consultor de Marketing Luiz Carlos Costa.

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