Juvenal, meu alter ego, que foi criado na cidade, mas bajulado pela vovó, tem verdadeiro pavor de perereca, aquela rãzinha pequena que fica pulando de um lado para o outro e quando encosta na gente é meio gelada. Um horror. E ontem à noite, depois de um dia de chuva, Juvenal entrou no seu quarto, acendeu a luz e lá estava ela: a perereca. E o grito que saiu de sua boca foi estranho, muito estranho, acompanhado de um pulinho: UUUUIIIIIIIIII!!! Ele parou e pensou: Caramba! O grito era comprometedor, mesmo diante de um cenário terrível para Juvenal. O bichinho já ganhou até música interpretada pela Dercy Gonçalves, “a perereca da vizinha”. Mas, pelo menos aquela perereca da vizinha estava presa na gaiola.
E novamente o Juvenal, que conhece algumas histórias sobre a perereca, conta que uma amiga que tem, também, pavor do bichinho alugou uma casa no interior e se reuniu com amigos. Na hora do banho, quando se sentou no vaso sanitário antes de entrar no chuveiro, lá estava uma perereca e ela não viu. E quando a perereca pulou na homônima dela, o grito foi assustador. A amiga do Juvenal saiu como louca do banheiro do jeito que estava. Era ela correndo na frente dos outros, completamente nua e o noivo atrás com uma toalha para cobri-la. E Juvenal, com seu espírito alegre, entrou no banheiro a gritar: xô perereca, xô perereca! O texto é do professor e consultor de Marketing Luiz Carlos Costa.