Tania Carneiro Leão e Demazinho Gomes (Foto: Fernando Machado)
O palacete do século XIX, que pertenceu a Augusto Frederico de Oliveira, filho do Barão de Beberibe, tornou-se sede própria do Museu do Estado de Pernambuco a partir de 1940. No começo do século XX, o prédio foi modificado com o acréscimo do segundo pavimento e, em dezembro de 1951, foi incorporado ao patrimônio do Museu um novo pavilhão, denominado de Anexo I, batizado de Espaço Cícero Dias, ampliando o espaço cultural para novas atividades.
Maria Helena e Nenen Brennand (Foto: Fernando Machado)
O Museu ocupa uma área de 9.043m², com amplo estacionamento e jardins ornamentados com esculturas e vasos de cerâmica portuguesa. A entrada principal é guardada por dois grifos de bronze: cabeça de águia, corpo de leão e cauda de serpente. Estátuas de zuavos, soldados da infantaria francesa made in Argélia, ladeiam a escadaria que nos leva ao terraço frontal do Museu, onde estão, em mármore, as Musas, que presidem as Artes.
Geralda Farias e Tânia Carneiro Leão (Foto: Fernando Machado)
No terraço lateral um canhão holandês, de bronze, com três metros de comprimento e, atrás do Museu quatro canhões da artilharia portuguesa, complementam a coleção de armaria. Uma noite, sem dúvida, espetacular onde se pode admirar um artista completo e com peças impactantes. As telas enormes nos davam impressão que os personagens queriam falar.
Carlos Henrique Barbosa e Lourdes Brennand (Foto: Fernando Machado)
Pois bem, o Museu encerra 2025 celebrando a trajetória da artista plástica e escritora Tânia Carneiro Leão com a abertura da exposição ColeTânia – Memória, Traço e Cor, tem como diretor Rinaldo Carvalho. A mostra, que ocupa todo o Espaço Cícero Dias, reúne mais de 170 obras, incluindo desenhos, painéis, mini quadros e gravuras, destacando diferentes fases e temas explorados pela artista ao longo da vida.
Carlos Trevi, Tânia Carneiro Leão e o neto Carlos Souto Pena (Foto: Fernando Machado)
O projeto também marca o lançamento do livro ColeTânia, que traz memórias afetivas e relatos bem-humorados sobre personagens que passaram pela casa de Tânia, além de experiências vividas em outros lugares e no exterior. A publicação reforça a conexão entre a escrita e a pintura da artista, unidas pela observação do cotidiano.
Eduarda e Nina Moraes (Foto: Fernando Machado)
A exposição tem curadoria do artista plástico Carlos Trevi e reforça a importância de Tânia no cenário cultural pernambucano. A abertura aconteceu quinta-feira, à noite, com um publico de mais de 100 pessoas, entre artistas e amigos. A mostra ficará aberta para visitação até o início de janeiro.
Lidiane Pessoa e Rinaldo Carvalho (Foto: Fernando Machado)






