Juvenal, meu alter ego, conta a história engraçada e verídica do seu amigo Cid, lá de Brasília que, na juventude, paquerou uma colega de trabalho e começou o namoro. A namorada, Claudinha, resolveu levá-lo um dia para conhecer sua família. Os pais, tradicionais, educados, católicos, receberam muito bem o pretendente da filha, um publicitário de futuro promissor. Conversa vai, conversa vem, cachacinha vai, cachacinha vem, e o candidato a genro ficou completamente bêbado. Começou a fazer umas danças esquisitas sob o olhar surpreso dos sogros e lá pelas tantas pediu uma toalha porque precisava tomar um banho.
Foi para o banheiro, ligou o chuveiro e como estava trêbado, sentou-se no chão tapando o ralo. Dormiu profundamente até que umas batidas fortes na porta o acordaram e ele viu, desolado, que o banheiro estava todo inundado, assim como o corredor, a sala, e os outros quartos. Um desastre. Cid pediu mil desculpas e foi desculpado, tanto que voltou algum tempo depois para pedir a mão da Claudinha em casamento. Eles se casaram tem dois filhos lindos e vivem felizes, queira Deus, para sempre. Juvenal não sabe, mas desconfia que este fato incentivou o Cid a ser um dos melhores cachaceiros do centro-este ao produzir a famosa cachaça Remedim, um dos bons produtos da região. O texto é do professor e consultor de Marketing Luiz Carlos Costa.