Fernando Machado

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Os notáveis Barbosa & Theda Bara

Este 7 de abril me remete para dois mitos. Um do futebol, o goleiro Moacir Barbosa e o outro do cinema, a atriz Theda Bara. Barbosa morreu no dia 7 de abril de 2000 e Theda no dia 7 de agril de 1955. Barbosa nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 27 de março de 1921, e Theda Bara, Theodosia Burr Goodman, em Ohio, nos Estados Unidos, em 29 de julho de 1885.

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O deus de ébano Barbosa (Fotos: Divulgação)

Ele começou a carreira como ponta-esquerda no extinto Comercial de São Paulo. Quando foi atuar no Ypiranga também em São Paulo, já era goleiro. Ela foi uma atriz do cinema mudo e aposentou-se após ter feito a comédia  Madame Mystery (1926), onde parodiava sua imagem vamp. Barbosa foi considerado um dos maiores goleiros de sua época. Em 1945 foi para Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, onde imperou até 1956. Pelo clube, ganhou foi campeão carioca de 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958.

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Theda Bara como Cleopatra (Foto: Divulgação)

Theda Bara é a famosa a ter uma porcentagem mais elevada de filmes perdidos em comparação com outros atores de Hollywood. Sempre viveu com a familia em Nova Iorque até que foi para Los Angeles, filmar o épico Cleopatra (1917). Este filme tornou Theda Bara um grande hit. Nenhuma cópia conhecida de Cleopatra existe atualmente, mas fotografias numerosas de Bara no traje como a rainha do Nilo sobreviveram.

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Os paredões Barbosa, Castilho e Gilmar (Foto: Divulgação)

Barbosa teve também ativa partipação na conquista do Campeonato Sul-Americano de Campões, atualmente Libertadores da América, em 1948. Ele também jogou pelo Santa Cruz (1955), Bonsucesso e Campo Grande do Rio de Janeiro. Foi bicampeão brasileiro pela seleção carioca em 1950 e campeão sul-americano em em 1949. Reinava na Seleção Brasileira, até o Brasil perder para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950.

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Theda Bara da linha vamp a infantil ((Fotos: Divulgação)

Theda Bara era uma das atrizes mais populares do cinema de sua era, além de ser um símbolo sexual dos mais adiantados do cinema. Seus papéis de mulher fatal deram-lhe a alcunha de Vamp, que logo transformou-se em termo popular para uma mulher de ares predatórios. Dos mais dos 40 filmes que estrelou, entre 1914 e 1926, apenas seis chegaram aos nossos dias: Coração de tigre (1917, Cleopatra (1917), Quando a mulher peca (1918), Mulher libertina (1924).

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O Santa Cruz, quando não era genérico, com Barbosa como goleiro (Fotos: Divulgação)

O cronista Armando Nogueira resumiu sua trajetória: “Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenedas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera!”

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Theda Bara como Julieta e Harry Hillard como Romeu (Foto: Divulgação)

Theda fez seu debut na Broadway com a peça The Devil (1908). Ela perdia em popularidade apenas para Charlie Chaplin e Mary Pickford. Seus mais conhecidos papéis foram os que ela interpretava em estilo “vamp”, embora muitas vezes ela tentasse também interpretar heroínas, como no filme Under Two Flags e Her Double Life. Sem dúvida, dois nomes que a história guardou.

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