Fernando Machado

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Nos tempos das Passarelas

O jornalista e missólogo, Muciolo Ferreira, é outro que perdeu o interesse nos concursos de Miss Brasil. E elenca alguns dos motivos: “marmeladas, cartas marcadas e muita grana rolando no bolso dos coordenadores,  essa mania de que miss tem que ter corpo de manequim e com cara de boneca Barbie não cola e nem desperta a ida das pessoas a nenhum local, onde aconteça o  concurso ou assisti-lo pela televisão”.

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Martha Rocha, Ieda Vargas e Martha Vasconcellos (Fotos: O Cruzeiro e Manchete)

E Muciolo lembra que brasileiro de um modo geral, ainda curte e gosta, de mulheres com curvas, coxas e ancas fartas. “A chamada “boazuda”, tesuda, de encher os olhos e aguçar a libido dos marmanjos”, argumenta ele. E prossegue na sua análise: “Caso aconteça, em qualquer cidade brasileira, num mesmo dia e horário dois concursos aberto ao público, um para a escolher a miss e outro para selecionar a mulher-fruta, não tenho a menor dúvida de que este último vai arrasar quarteirão”.

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Zaira Pimentel, Sonia Maria Campos, Dione Oliveira e Maria Edilene Torreão (Fotos: Arquivo)

E lembra que  até hoje as misses mais lembradas pelo brasileiro são Martha Rocha, Marta Vasconcelos, Vera Fischer, Iêda Vargas. Das pernambucanas, Edilene Torreão, Dione Oliveira, Sônia Maria Campos, Zayra Pimentel, Eunice Mergulhão, Ângela Agra, Ana Maria Costa, Raiolanda Castelo Branco. Das brasileiras magerrimas, Deise Nunes só é lembrada pelo fato de ter sido a primeira negra eleita Miss Brasil Universo. Mas esse ponto de vista não circula nas redes sociais.

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Ana Maria Costa, Raiolanda Castelo Branco, Eunice Mergulhão e Angela Agra (Fotos: Arquivo)

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