Fernando Machado

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De Volta para o Passado

A São Pedro dos Clérigos nos ano 20 e atualmente (Fotos: Iba Mendes e Divulgação)

Há 235 anos, era inaugurada no Recife, a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, projeto do arquiteto Manoel Ferreira Jácome.

Há 150 anos, nascia em Pernambuco, o jurista Solidônio Leite, que morreu no dia 11 de dezembro de 1930.

Há 135 anos, nascia nos Estados Unidos, o líder político Franklyn Delano Roosevelt, que morreu no dia 12 de abril de 1945.

Há 105 anos, nascia no Rio de Janeiro, o compositor Herivelto Martins, que morreu no dia 17 de setembro de 1992.

Há 85 anos, acontecia o Bal Masqué no Clube Helio Tennis de Tejipió. Ornamentação de Renato Mello e Orquestra do Maestro Reynaldo Silva.

Há 85 anos, chegava ao Recife o encouraçado São Paulo, da Marinha de Guerra do Brasil.

Há 80 anos, era encenado do Teatro de Santa Isabel, a peça de Silvino Lopes, Petrônio. No elenco Raul Prysthon, Luiz Maranhão, Oswaldo Barreto, Luiz Carneiro, Ary Guimarães, Luiza Oliveira, Lecticia Flora, Amália de Souza e Carmen Lima.

Aurora Ferreira, Adelina e Alfredo Abranches, Maria Sá Pereira e Arminda Vieira (Foto: Diario da Manhã)

Há 80 anos, acontecia no Português jantar em torno de um grupo de artistas portugueses, da Cia de Revistas Eva Stachinio, que viaja pelo Vapor Siqueira Campos. Eles rumam para Europa, depois de se apresentado no Rio de Janeiro. No grupo destacamos Adelina e Alfredo Abranches, Aurora Ferreira, Maria Sá Pereira, Esilia Costa, Arminda Vieira e Sascha Pitzch.

Há 70 anos, era inaugurada em Olinda a Troça Carnavalesca Pitombeiras dos Quatro Cantos.

Há 65 anos, nascia em Pernambuco, o executivo Dennis Wilson Noronha, que morreu no dia 27 de maio de 2006.

Há 55 anos, acontecia no Clube Internacional a prévia carnavalesca Bal Masqué. Os vestidos de Lucia Helena de Lima Cavalcanti e Norma Ramiro Costa foram considerados os mais bonitos da noite.

Há 35 anos, acontecia no Clube Português do Recife, o X Baile da Saudade coordenado pelo jornalista Leonardo Dantas Silva.

Há 10 anos, morria nos Estados Unidos, o escritor Sidney Sheldon, que nasceu no dia 11 de fevereiro de 1917.

Há 10 anos, morria em Pernambuco, a ex primeira dama Virginia Borba Guerra, que nasceu no dia 18 de dezembro de 1918.

Maria Digna e Ricardo Pessoa de Queiroz

Há 60 anos subiam ao altar da Concatedral da Madre Deus, uma relíquia do estilo Maneirista, a Diva Maria Digna, filha de Thereza e Ruy de Lima Cavalcanti, e Ricardo, filho de Lucila e José Adolfo Pessoa de Queiroz. A cerimônia religiosa foi presidida pelo Padre Antonio Abranches e a parte musical com uma orquestra de violinos.

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Padre Abranches casando Ricardo e Maria Digna (Fotos: Arquivo)

Maria Digna que estava deslumbrante num modelo de cetim drapeado grifado por Dodô Santos Dias e mantilha assinada por Olga Asta from Italy, teve como padrinhos o Príncipe e senhora Marco Antonio Ruspli (ela Lúcia Pessoa de Melo), os casais Fernando Pessoa de Melo, Antonio Dourado Neto, Valfrido Pessoa de Melo, Luiz Inácio Pessoa de Melo com Maria Angela Monteiro Santos.

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Maria Digna de Lima Cavalcanti e seu vestido de Dodô Santos Dias

O noivo, Ricardo muito elegante de fraque made in Italy, teve como padrinhos Terezinha e José Pessoa de Queiroz, Dulce e José Vasconcelos, além dos casais Jaime Ferreira Santos e Arnaldo Magalhães, este último representado por Guiomar e Gustavo Adolfo Magalhães.

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Maria Digna e Ricardo no palacete dos Lima Cavalcanti, nas Graças

Após a cerimônia aconteceu uma irrepreensível recepção para 150 convidados no palacete dos pais da noiva, na Rua Confederação do Equador, nas Graças. O bufê foi do Restaurante Leite. Detalhe: Os homens usavam fraques e as mulheres, claro, vestidos longos. Pense na elegância dos convidados.

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O bolo de noiva repousa na mesa e sobre ele o lustre de Bacarat

Maria Digna namorava Ricardo quando a família mandou-a estudar na Suíça. Nesse período Ricardo, que ficou no Recife, chegou a enviar uma carta acabando o namoro. Acontece que a carta nunca chegou à destinatária. O casamento reuniu as famílias Lima Cavalcanti e Pessoa de Queiroz que estavam rompidas desde a revolução de 30.

O Concerto do IAHGP

A presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Margarida de Oliveira Cantarelli, está de parabéns pela curta, mas bem elaborada programação para festejar os seus 150 anos de fundação da enditade. O encerramento aconteceu domingo às 17h, na Concatedral da Madre Deus, com o notável concerto da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música.

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Accioly regendo a Orquestra na Madre Deus (Fotos: Fernando Machado)

O templo do século XVIII, no estilo Maneirista cujo altar-mor é deslumbrante recheado de talhas barrocas, estava lotado. A orquestra sob a regência do Maestro José Renato Accioly apresentou um programa para todos gritarem Bravo! Primeiro tivemos a abertura da ópera Os Mestres Cantores de Nuremberg, de Richard Wagner e Valsa Verde de Capiba com arranjo de Marco César.

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José Renato Accioly, Margarida Cantarelli e Sidor Hulak

Na segunda parte somente peças do Maestro Clóvis Pereira, como Mourão, No Reino da Pedra Verde e Prinspo Alumino. Na terceira parte obras de Inaldo Moreira, e teve como solista, o clarinetista Davi Campos. Primeiro Concertino para clarineta e orquestra, Abertura, Tapioca com Coco, a valsa Tapioca com Catupiry e encerrou com o frevo Beethoven Comendo Tapioca, por sinal fantástico.

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Davi Campos e Inaldo Moreira

O público ovacionou a Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, formada por 75 músicos, para orgulho do diretor Sidor Hulak, que estava lá, prestigiando seus artistas. Tanto que a Orquestra voltou para executar a Rapsódia Pernambucana de Clóvis Pereira. Foi de arrepiar. Margarida que além de desembargadora federal é uma excelente pianista, estava radiante.

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Marieta Borges, Alaide Rodrigues e Ieda Lucena

Entre as presenças lembramos Waldenio Porto, Ramires Cotias Teixeira, José Luiz da Mota Menezes, Arno Wehling (presidente do Instituto Histórico Brasileiro), Nelly Carvalho, Marieta Borges, Ieda Lucena, Creusa Aragão, Alaide Rodrigues, Silvia Carvalheira, Lúcia Marques, Heliana Coutinho, Paulo Maranhão, Maria Betania e Willem Muller.

Momento de Reflexão

Não será surpresa para esta coluna se a Igreja da Madre Deus, do Recife Antigo, se transforme em Catedral e a atual, a Sé de Olinda, fique como Concatedral. Sem dúvida um golpe de mestre do nosso arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido.

Frei Rinaldo Pereira já marcou para o dia 8 de maio, na Arcádia do Paço Alfandega, o próximo Jantar das Flores, com renda para o Convento dos Capuchinhos. E por falar no assunto, o corpo de Frei Damião atualmente no Convento dos Capuchinhos deverá ser traslado para o Memorial de Frei Damião Bozzano que está sendo construído em Caruaru.