Fernando Machado

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Notícias de Sergipe

A Subsecretaria de Estado do Patrimônio Histórico e Cultural coordenará a confecção do tapete religioso em São Cristóvão, na procissão de Corpus Christi. O objetivo da parceria com comunidades religiosas, grupos paroquiais e moradores – existente há cinco anos – é a preservação e difusão das tradições culturais da quarta cidade mais antiga do país – Patrimônio da Humanidade. A entidade pretende levar cada vez mais conhecimento e prática de produção com a composição do tapete, aos sancristovenses.

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Linda a cerimonia de Corpus Christ em São Cristóvão (Foto:  (Secom)

Para a confecção do tapete é preciso cautela e cuidado de todos os envolvidos. Boa parte desta matéria-prima (como a casca do sururu e massunim) é extraída da pesca realizada pelos habitantes e, ofertadas a paróquia. É com este tipo de mobilização que a tradição de cobrir as ruas, na quinta-feira santa, segue viva no município sergipano. A festa católica de Corpus Christi será realizada no próximo dia 19, em São Cristóvão. O rito exalta o Mistério da Eucaristia – sacramento do corpo e sangue de Jesus Cristo – e será iniciado às 15h, com missa na Igreja Nossa Senhora da Vitória. Após a missa, será a vez do préstito religioso tomar as ruas do Centro Histórico.

Sou Santa Cruz de Corpo e Alma

Estamos a 46 dias da comemoração dos 100 anos do Santa Cruz. E como estou fazendo até o dia 3 de fevereiro, data magna do tricolor do Arruda. Hoje estendo o tapete vermelho para dois jogadores que marcaram nos anos trinta: Walfrido e Zezé Fernandes.

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Walfrido (Foto: Jornal A Cidade)

Walfrido foi um dos jogadores que deram ao Santa Cruz o seu primeiro título em 1931, e tricampeão (1931, 1932 e 1933), não foi campeão em 1934 porque o Santa Cruz foi suspenso, mas em 1935 voltou a colocar no peito a faixa de campeão.

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Zezé Fernandes (Foto: Jornal A Cidade)

Zezé Fernandes também formou no time que Santa Cruz ganhou o primeiro campeonato chegando ao tricampeonato (1931 e 1932). Depois trocou os gramados pela política chegando a ser deputado estadual.

I Love New York

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Asres do High Line (Foto: Fernando Machado)

Ontem, à tarde, fui conhecer o projeto de restauração de uma antiga ferrovia, em Manhattan, que merece ser vista pelos brasileiros, pois a Big Apple não é somente compras. Estamos nos referindo ao High Line. Geralmente os parques são retangulares ou quadrados, mas este é um verdadeiro tapete de 2,2 quilômetros.

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As obras de Arte do High Line (Foto: Fernando Machado)

A High Line começa Gansevoort Street, no Meatpacking District, atravessa Chelsea alcançando a W 30th St, com a 10th Avenue, mas última parte, ou seja até a W 33rd St, somente será concluída no outono de 2014. A high Line é ladeada por jardins e obras de arte. A eterna cônsul dos Estados Unidos no Nordeste, Maria Sanchez-Carlo, a colunista Flávia de Gusmão e eu, percorremos o trecho no sentido inverso e com isso fomos beijados com um cheiro dos jasmins.

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O tapete chamado High Line (Foto: Fernando Machado)

Parabéns, José Menezes!

O blog deita o tapete vermelho hoje para um dos maiores maestros de Pernambuco, pois muitas de suas músicas eternizaram os carnavais do Recife. Depois de Nelson Ferreira foi ele quem incluiu versões de músicas de sucesso nos bailes dos nossos carnavais. Em 1968 no Carnaval do Internacional levou os foliões à loucura tocando Pata Pata, de Miriam Makeba. Estamos nos referindo ao maestro José Menezes que nasceu em Nazaré da Mata dia 12 de abril de 1923. Portanto hoje este ícone pernambucano apaga 80 velinhas.

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Capiba, Gillene e Carlos Costa com José Menezes (Fotos: Arquivo)

Incursionou na música aos oito anos de idade. Até 2002 tinha gravadas 64 composições. Em março de 1943 veio para o Recife a convite do maestro José Maria de Padua Walfrido passando a atuar na Jazz Band Acadêmica de Pernambuco. Em 1949, foi convidado pelo maestro Nelson Ferreira, para integrar como saxofonista, clarinetista, e arranjador na Orquestra da Rádio Clube de Pernambuco. Ai começa sua vida profissional como músico.

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José Menezes sendo entrevistado por Bibi Ferreira, em segundo plano José Sales e Dirce, em 1968 

Em 1954 estagiou na Rádio e Televisão Tupi em São Paulo. De volta ao Recife fundou sua banda que posteriormente virou orquestra. Menezes compôs em 1949 seu primeiro frevo, Sofrendo é que se Aprende e em 1953, seu primeiro frevo-canção, Boneca, em parceria com Aldemar Paiva, foi gravado. Além da música José Menezes enfrentou outro desafio o de estudar Direito, formou-se em 1980 pela Faculdade de Olinda. Com o diploma foi nomeado Procurador da Sunab onde ficou até se aposentar.

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José Menezes com Doris Sandra e sua Orquestra em 1967

Em 1960 estréia com sua orquestra no réveillon do Clube Internacional do Recife. Depois alternou com a Orquestra de Zacarias do Rio de Janeiro, no Bal Masqué. A partir de 1973, o clube deixou de contratar orquestras do sul para colocá-lo no comando das suas festas. Também animava as prévias do Cabanga Iate Clube (Baile em Preto e Branco, Carnaval começa no Cabanga e Carnaval em Tecnicolor).

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Menezes na Orquestra de Nelson Ferreira, em 1950 

A partir de 1974 a Orquestra de José Menezes troca o Internacional pelo Português a fim de animar seus carnavais, algumas vezes se dividindo o palco com a Orquestra Tabajaras, de Severino Araujo. Enquanto sua orquestra existiu tocou em todos os Bailes Municipais do Recife, ao lado das de Guedes Peixoto e Fernando Borges. Participou do I Vôo do Frevo, no Rio de Janeiro promovido pelo Clube Internacional, quando foi entrevistado nos programas de Flávio Cavalcanti e Bibi Ferreira.

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Raimundo Campos, Luiz Gonzaga, Sivuca, Capiba, Menezes e Luiz Bandeira, em 1987

Também participou do Vôo do Frevo de 1996, em Las Vegas, do de 1997 em Miami e com direito a uma festa a bordo do transatlântico Ecstasy durante o cruzeiro pelas Bahamas. Em 1999, por proposta do vereador José Neves Filho foi Cidadão do Recife e em 2000 foi o homenageado do Carnaval do Recife. Seus 80 anos não foram lembrados pelo Governo do Estado, Prefeitura do Recife, Cabanga, Internacional e Português. Recife é realmente uma cidade muito ingrata.