Fernando Machado

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Categoria literatura

Uma noite de memória global

Caco Barcellos e Tadeu Schmidt (Foto: Rogerio Fidalgo)

O livro Correspondentes – Bastidores, histórias e aventuras de jornalistas brasileiros pelo mundo, transformou a livraria Travessa do Shopping Leblon, quarta-feira, numa redação. Na obra estão experiências e os desafios do trabalho de Caco Barcellos, César Tralli, Edney Silvestre, Ernesto Paglia, Ilze Scamparini, JOrge Pontual, Lucas Mendes, Luís Fernando Silva Pinto, Marcos Losekann, Marcos Uchoa, Pedro Bial, Renato Machado, Ricardo Pereira, Roberto Feith, Roberto Kovalick, Rodrigo Alvarez, Sandra Passarinho, Sérgio Motta Mello, Silio Boccanera e Sônia Bridi.

Renato Machado e Sandra Passarinho (Foto: Rogério Fidalgo)

Infelizmente alguns não foram, mesmo assim tinha muitos repórteres da TV Globo no pedaço que resultou num sucesso colossal. Esse jornalistas tem mais de 40 anos de cobertura na Vênus Platinada. Na fila para os autógrafos tínhamos ícones que somente poderemos ver na telinha. Atentem para os nomes que pintaram na Livraria Travessa de Ipanema: Ilze Scanparini, Sandra Passarinho, Caco Barcellos, Marcos Uchôa, Sérgio Motta Mello, Renato Machado. São os imortais de uma academia que ainda não foi criada, quem sabe num futuro.

Tony Ramos e Washington Olivetto (Foto: Rogerio Fidalgo)

Os prêmios de literatura da CEPE

A CEPE lança a primeira edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Juvenil, assim como o IV Prêmio CEPE Nacional de Literatura. Os editais dos dois certames já estão disponíveis e as inscrições poderão ser feitas no período de 2 de abril a 17 de maio exclusivamente por meio digital. Informações no e-mail premioinfantojuvenil@cepe.com.br. Os vencedores das categorias Infantil e Juvenil receberão como prêmio R$ 10 mil e terão as obras publicadas pela Cepe Editora.

O Prêmio Cepe Nacional de Literatura 2018que contempla as categorias Romance, Conto e Poesia, as inscrições serão pelo e-mail premiocepenacional@cepe.com.br. Os prêmios são nos valores de R$ 20 mil aos vencedores de cada categoria. O resultado será anunciado até o dia 30 de novembro e publicado no Diário Oficial de Pernambuco, portal da Cepe (www.cepe.com.br). O acesso aos editais estão no (http://bit.ly/Editalpremios).

Reinaldo Oliveira, do bisturi ao Palco

Amanhã, às 19h, na Academia Pernambucana de Letras, será lançado o livro Reinaldo Oliveira, do bisturi ao Palco escrito por Antônio Edson Cadengue, sobre o médico, ator e acadêmico Reinaldo de Oliveira, editado pela CEPE, pela Coleção Memórias. Para Cadengue, pesquisador de teatro e psicólogo, a medicina e dramaturgia sempre atuaram juntas na trajetória de Reinaldo de  Oliveira.

Reinaldo e seu pai, Valdemar de Oliveira (Foto: Reprodução)

Reinaldo que no próximo dia 28 de junho fará 88 anos, respira desde criança teatro, pois seus pais Valdemar e sua mãe Diná de Oliveira, eram artistas do grupo Gente Nossa e depois criaram o Teatro de Amadores de Pernambuco. Para eles não existia vida sem arte, sobretudo a arte teatral. O livro de 260 páginas é movido pela admiração de Cadengue por Reinaldo, “esse homem que foi tão bom no palco e tão comprometido como médico”, diz o autor.

A peça o Peru encenado pelo Teatro de Amadores de Pernambuco (Foto: Reprodução)

A obra traz um recheio rico de fotografias históricas de personalidades e fatos públicos e privados de meados do século 20 que permeiam o caminho de uma das mais importantes figuras do teatro pernambucano e grande defensor do TAP. O legado aprendido desde a infância de Reinaldo com seu pai, Valdemar. Como diz Cadengue, “há alguma poesia nessa prosa”.

Dinah, Reinaldo e Valdemar (Foto: Reprodução)

Muitas vezes, Reinaldo precisou ocupar funções como a de iluminador, por exemplo. Mas tal como Valdemar, trazia a arte como rumo de vida, e também transitou pela música e literatura. Diz ele: “Bisturi que se reveza com a pena, não sabendo eu, hoje, se o bisturi escreve ou se a pena corta”. Cadengue conclui que “usei muito do olhar e da experiência dele para escrever o livro; Reinaldo tem uma memória prodigiosa”.

Pausa Poética

“Atravesso as pontes do Recife, / Acompanho o rio / Capibaribe veloz e caudaloso, / Rasga a cidade / Por todos os lados”. Sonia Gonçalves de Lima