Fernando Machado

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Réquiem à Marta Henriques

A coluna amanheceu chorando. Encerrou-se, hoje, uma das mais interessantes páginas da história social do Recife, com a morte de Marta Henriques. A diva que ajudou a escrever alguns momentos mais elegantes do Recife glamoroso. Marta foi bater o ponto no céu, onde está sua amiga a diva Helena Pessoa de Queiroz Gomes. Conheci Marta nos idos de 1972, na Casa Goiaba de Helena e Demazinho Gomes, na Avenida Boa Viagem. Foi uma amizade daquelas que a gente não encontra palavras para definir. E hoje principalmente. Assim que soube de seu falecimento fiz uma viagem no tempo.


Marta Henriques partiu para eternidade (Foto: Fernando Machado)

Lembro da Marta chique como jurada de um dos Bailes Municipais. Lembro da Marta alegre nos almoços que promovia na sua casa. Agora vou lembrar sempre da Marta como a mulher lírica, pois amiga querida você morreu logo no dia do Encontro dos Blocos Liricos. O Recife social está triste e bote tristeza nisso. E vou encerrar com esse frevo, de Aldemar Paiva, já que estamos no segundo dia de carnaval: “Saudade, é isso que a gente sente / Saudade, é falta que faz a gene / Alguém que partiu / Alguém que morreu / Alguém que o coração não esqueceu”.

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