Fernando Machado

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Viva o Emilinha Borba!

Os apresentadores Vinicius Oliveira, Naval e Marta Lane (Foto: Fernando Machado)

Dóris Monteiro, Paulo Nunes e Ellen de Lima (Foto: Fernando Machado)

O Baile da Cinelândia acontece diante da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Praça Floriano Peixoto, é um dos eventos mais característicos do Carnaval Carioca. Nele temos o Palco Emilinha Borba (1923/2005), aquela cantora que levava multidão para Radio Nacional. Criado há 27 anos, pela Riotur, via o radialista Osmar Frazão. A homenageada sempre encerra o espetáculo. A primeira foi Emilinha Borba que cantou até o carnaval de 2004, na seqüência vieram Virginia Lane (1920/2014) e Adelaide Chiozzo.

A cantora Eymar Fonseca, filha de Ademilde Fonseca (Foto: Fernando Machado)

Ana Andrade, Amaury Rocha, Jorge Luiz Celestino e Marcelo Brandão (Foto: Fernando Machado)

Eu revivi a época de ouro do rádio brasileiro, respirando a belle époque na Praça Floriano. Atualmente afastados da mídia alguns astros e estrelas voltam a brilhar cantando marchinhas e sambas no carnaval. Na segunda-feira de Carnaval subiram ao Palco de Emilinha as Orquestras Tupy regida pelo maestro Bruno Rodrigues e a Som Nascente regida pelo maestro Perazio Sterque; os cantores Paulo Nunes, Reginaldo Bessa, Ataulfo Alves Junior, Márcio Gomes, Ellen de Lima, Dorina, Doris Monteiro, e Adelaide Chiozzo.

Um grupo de Batebola passeando na Floriano (Foto: Fernando Machado)

Outro grupo de Batebola em tempo de Emilinha Borba (Foto: Fernando Machado)

O Palco Emilinha Borba fica diante da Câmara, ou Palácio Pedro Ernesto, à côté Teatro Municipal. Antes dos apresentadores Naval, Vinicius Oliveira e Marta Lane apresentarem as atrações e juro que ouvi Emilinha Borba cantando “Chiquita Bacana lá da Martinica / Se veste com uma / Casca de banana nanica / Chiquita Bacana lá da Martinica / Se veste com uma / Casca de banana nanica / Não usa vestido, não usa calção / Inverno pra ela é pleno verão / Existencialista (com toda razão!) / Só faz o que manda o seu coração”.

A cantora Dorina by melindrosa (Foto: Fernando Machado)

O Batebola Lincoln Batista outra presença que causou na Praça (Foto: Fernando Machado)

Enquanto viveram, as cantoras Emilinha Borba (1923-2005) e Marlene (1922-2014) eram atrações frequentes no baile, fazendo o público sentir um pouco do clima do auditório da Rádio Nacional, da qual elas eram as grandes estrelas. Adorei ouvir Ellen de Lima cantar Festa no Interior, Balancê e “Bandeira Branca, Amor / Não Posso Mais / Pela Saudade / Que Me Invade / Eu Peço Paz (Bis) / Saudade Mal De Amor, De Amor / Saudade Dor Que Dói Demais / Vem Meu Amor / Bandeira Branca / Eu Peço Paz”.

Luciene Franco, Ataulfo Alves Filho, Ellen de Lima, Adelaide Chiozzo, Doris Monteiro e Eymar Fonseca (Foto: Fernando Machado)

Maestro Bruno Rodrigues da Orquestra Tupy (Foto: Fernando Machado)

Depois surge Doris Monteiro, Rainha do Radio de 1957 e 1958, que cantou Nega Maluca, Zum-Zum e “Maria Candelária / É alta funcionária / Saltou de páraquedas / Caiu na letra “O”, oh, oh, oh, oh / Começa ao meio-dia / Coita da Maria / Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó oh, oh, oh, oh A uma vai ao dentista / As duas vai ao café / Às três vai à modista / Às quatro assina o ponto e dá no pé / Que grande vigarista que ela é”.

Maestro Perazio Sterque da Orquestra Som Nascente (Foto: Fernando Machado)

Marcelo Brandão, Deuslene Napoleão, Amaury Ferreira e Naval (Foto: Fernando Machado)

Uma pena que não ouvi a apresentação da cantora Adelaide Chiozzo, pois era quase meia-noite. Todavia me emocionei quando a Orquestra Tupy tocou Vassourinhas, de Mathias da Rocha e Joana Batista. Eita musica arretada de boa. Fiquei deslumbrado com vários grupos de bate-bolas circulando naquele lugar histórico. Quero agradecer ao compositor Naval (Josué C. da Silva), por ter me dado muita assistência para que pudéssemos escrever esta matéria. Merci, Naval. No próximo ano estarei ai novamente, se Deus quiser. E tenho certeza que Ele vai querer.

Márcio Gomes e Marta Lane, ela é filha de Virginia Lane (Foto: Fernando Machado)

Este Batebola e deus de ébano maravilhou a praça (Foto: Fernando Machado)

Deixei o Baile da Cinelândia com o barulho de fogos de artifícios e  cantarolando “Se a canoa não virar, / Olê olê olê olá / Eu chego lá / Se a canoa não virar, / Olê olê olê olá / Eu chego lá / Rema, rema, rema, remador / Quero ver depressa o meu amor / Se eu chegar depois do sol raiar / Ela bota outro em meu lugar / Se a canoa não virar, / Olê olê olê olá Eu chego lá”.

O cantor Reginaldo Bessa (Foto: Fernando Machado)

Olha um símbolo do nosso frevo, na multidão, reverenciando Emilinha Borba (Foto: Fernando Machado)

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