Fernando Machado

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Um Nome que a história guardou

O blog hoje evoca um nome que a história guardou. Estamos nos referindo ao Maestro e regente Mabel Bezerra, ou como era mais conhecido M. Bezerra, que nasceu em Sergipe no dia 8 de dezembro de 1922 e falaceu no Recife domingo. Era uma figura humana muito respeitada no mundo musical. Hoje, às 19h, será realizada na Basilica de Nossa Senhora do Carmo, sua missa de sétimo dia. Foi regente do Coral do Carmo muitos anos. Antes da cerimonia religiosa vamos ter uma apresentação de vários corais e claro que o do Carmo, tendo à frente o maestro Josias Gouveia.

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Josias Gouveia numa conversa de musica com M. Bezerra (Fotos: Arquivo)

Sobre ele disse a historiadora Marieta Borges: “Conheci M. Bezerra a minha vida toda. Ele era um dos maiores amigos da minha casa, do meu marido e, no casamento de uma das minhas fillhas, sabendo que o Coral do Carmo ia cantar e que eu estava muito triste por não cantar para minha menina a Ave Maria Brasileira, que costumava (e costumo ainda) cantar para todos os parentes e amigos mais chegados, nas festas e casamentos, Bezerra me deu um presente único, amoroso e lindo: um arranjo da música para ser cantada pelo Coral do Carmo com um solo meu…”

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M. Bezerra com o Coral do Carmo, em Lisboa, em 1972

A Prefeitura do Recife lançou dois livros só de arranjos e composições dele. Recebeu o titulo de Cidadão de Pernambuco numa festa linda, na Assembléia Legislativa, com uma plateia quase só de cantores. Bezerra estava concluindo o terceiro livro de músicas, próprias e de muitos compositores, com arranjos bem no seu estilo. Josias Gouveia prometeu a Marieta que fará de tudo para editar essa obra, como uma homenagem póstuma a ele. E quem sabe isso não seria no 8 de dezembro, quando ele completaria 90 anos.

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