Fernando Machado

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Noticias do Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte apresentou domingo ao Brasil e ao mundo 30 santos por meio da Canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. O estado tornou-se, desde aquela data, o único a ter 30 santos declarados pela Igreja Católica. Milhares de pessoas de vários países estiveram na Praça São Pedro, no Vaticano, na missa celebrada pelo Papa Francisco. O governador Robinson Faria, e a primeira-dama do Estado Julianne Faria, entre os que prestigiaram o grande momento.

A programação de fim de semana dos projetos culturais atendidos pela Lei Djalma Maranhão, da Prefeitura do Natal, é vasta e atende todos os gostos e idades. No sábado no Espaço Cultural Jesiel Figueiredo em Gramoré, às 19h, tem mais uma Batalha do Vinho. Trata-se de um duelo entre MCs e DJs que reúne diversas tribos de artes urbanas na Zona Norte de Natal. No domingo o Bosque Encena apresenta As Caçadoras de Histórias, espetáculo do grupo Clowns de Shakespeare.

Cartola, O Mundo é Um Moinho

Flávio Bauraqui interpreta muito Cartola (Foto: Vera Donato)

Resultou um grande sucesso a estreia do musical Cartola, O Mundo é um Moinho, quarta-feira, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. No elenco apenas deuses de ébano. Cartola é vivido por Flávio Bauraqui. Dona Zica por Virginia Rosa. O texto é de Arthur Xexeo, a direção de Roberto Lage e direção musical de Rildo da Hora. Além de oito baianas da Imperio Serrano, que fizeram uma lavagem simbólica do local, tivemos a cantora Alcione , mangueirense doente, cantando duas musicas do homenageado: O Sol Nascerá e As Rosas não Falam.

Isabelita dos Patins e Rosa Maria Murtinho foram reverenciar Cartola (Foto: Vera Donato)

A ideia do musical coube a Nilcemar Nogueira, atual secretária municipal de Cultura e neta de Cartola. Na platéia todas as tribos, quando citaríamos, entre outros, a secretária Municipal de Cultura Nilcemar Nogueira, Zuenir Ventura, Martinho da Vila, Rosa Maria Murtinho, Haroldo Costa, Cris Vianna, Eliana Pittman, Jane di Castro e Isabelita dos Patins. Terminado o espetáculo, todos foram para o salão nobre, do Carlos Gomes, para o coquetel com direito a uma animada roda de samba. O produtor Jô Santana anunciou está na sua agenda um musical sobre dona Ivone Lara e outro sobre Martinho da Vila.

 

Lady Francisco e Eliana Pittman estavam felizes do Carlos Gomes (Foto: Vera Donato)

Esquentando para o Carnaval

Olinda foi a primeira capital de Pernambuco. e foi fundada pelos portugueses em 1537, ocupada pelos holandeses de 1630 a 1654, e depois resgatada pelos portugueses. Olinda tem notáveis exemplos de arquitetura do século XVI, XVII, XVIII e XIX incluindo a Basílica e Mosteiro de São Bento, fundado pelos monges em 1582. Pois bem, é nessa linda cidade que o estilista e doublé de chef de cuisine Márcio Costa abriu uma casa de recepções.

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Márcio Costa (Foto: Fernando Machado)

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João Alberto, Sheila Wanderley e Carlos Augusto Lira (Foto: Fernando Machado)

O casario é do século XIX, no estilo colonial, todavia recebeu um look de gente tirar o chapéu. Rodeado mangueira, bananeiras, avencas, pau d’agua e cajazeiras. Um sagui ficou de longe fazendo acrobacias num galho de cajazeira. Como ninguém deu muita atenção ele se mandou, mas ficou seu charme ficou. A decoração do centenário casario foi do próprio Marcio Costa, que é dividida em cinco espaços, sem contar o primeiro andar.

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Jacy Salva de óculos Prada e Cesar Santos by Alexandre Herchcovitch (Foto: Fernando Machado)

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Flávia de Gusmão (Foto: Fernando Machado)

Tudo é aconchegante e bonito que serviria de cenário para filmes de época. Onde tudo aconteceu foi no quarto set, lembrando um jardim de inverno. O teto foi coberto de balaios. O lustre foi coberto com várias sombrinhas multicoloridas de frevo. Os banheiros são muito estilosos. Também tinha uma radiola de ficha, mas com nome ingl^s Juke Box. Os convidados podiam, escolher sem pagar, suas músicas. Como tinha várias tribos, o setlist foi muito variado.

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Eda Rocha e Leo Silva (Foto: Fernando Machado)

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Márcio Costa à côté Andeson Carlos (Foto: Fernando Machado)

Não sei quem escolheu Ê Baiana composta por Fabricio da Silva, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancracio, cantada por Clara Nunes, que soltou sua voz, que voz: “Ê baiana / Ê ê ê baiana, baianinha / Ê baiana / Ê ê ê baiana / Baiana boa / Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba / Baiana boa / Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba / Olha, toca a viola / Que ela quer sambar / Ela gosta de samba / Ela quer rebolar / Toca a viola / Que ela quer sambar / Ela gosta de samba / Ela quer rebolar”. Todavia o blog estende o tapete para esse virtuosi.

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Aurecilio Romão, Cesar Romão e Guiggo Cavalcanti (Foto: Fernando Machado)

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Leonardo Evedove, Salomão, Ana Telam e Caio Barros com Henrique da Fonte (Foto: Fernando Machado)

O encontro reuniu apenas os amigos de Márcio Costa para uma feijoada, que feijoada, remetendo para um esquente do Carnaval. A casa de recepção de Márcio Costa é realmente espetacular. E os detalhes da decoração são maravilhosos. Como tinha a turma da nouvelle vague colocaram na Juke Box, musicas que não tinham nada a haver com o babado do encontro. Não sei se disponibilizaram a musa do efêmero: Anita. Graças a Deus sai antes desse pecado musical.

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Thassio Basilio, Diogo Carvalho e Wbiratan Santos (Foto: Fernando Machado)

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Tibério Palmeira, Maxwell Patricio e Pedro Camboim (Foto: Fernando Machado)

Lá para 16 horas surgiram na Rua Prudente de Moraes, no Carmo, as baianas com jarras contendo água perfumadas para lavar as ladeiras da cidade alta. E então me lembrei da Clara Nunes cantando Iansã, / Cadê Ogum? / Foi pro mar! / Mas Iansã, Cadê Ogum? / Foi pro mar! / Iansã penteia / Os seus cabelos macios / Quando a luz da lua cheia / Clareia as águas do rio / Ogum sonhava / Com a filha de Nanã / E pensava que as estrelas / Eram os olhos de Iansã / Mas Iansã, Cadê Ogum? / Foi pro mar!” Sai de lá com aquele gostinho de quero mais.

A dor de uma saudade

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Renata quando era cumprimentada por Paulo Souto, da Bahia (Foto: Valter Pontes)

“A dor de uma saudade / Vive sempre em meu coração / Ao relembrar alguém que partiu / Deixando a recordação, nunca mais  / Hão de voltar os tempos/ Felizes que passei, em outros carnavais / Cantar! Oh, cantar! / Com expressão de uma emoção / Que nasce d’alma e vem dizer ao coração / Que a vida é uma canção”. Comecei com esta musica de Edgard Moraes esta matéria que não gostaria de escrever nunca. Todavia não podemos ser tão fracos. Temos, sim, o de ter emoção, mas temos que nunca deixar a fragilidade bater em nosso corpo.

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Leila Queiroz, Dilma Rousseff e João Lyra Neto (Foto: Paulo Sérgio Sales)

A missa de corpo presente, realizada diante do Palácio do Canmpo das Princesas, para Eduardo Campos, Alexandre Severo, Carlos Percol e Marcelo de Oliveira Lira, presidida pelo arcebispo Dom Fernando Saburido e concelebrada pelo arcebispo de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto e o bispo de Salgueiro, Dom Magnus Henrique, para citar apenas estes, foi linda, e emocionante. A homilia de Dom Fernando foi recheada de fé, esperança e caridade.

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Dom Fernando Saburido aspergindo água benta no caixão (Foto: Paulo Sérgio Sales)

Muitos foram reverenciar o grande estadista pernambucano. Além de políticos de várias tribos, o povão, esse sim é que deu o tom ao cenário. Vibrei ao ver torcedores do Santa Cruz levando seu acolhimento e sem mágoas, pois nos 100 anos do Santinha, o Governo do Estado não mandou uma mensagem de felicitações. A emoção cresceu mais ainda quando vi sobre o caixão do fotografo Alexandre Severo a bandeira do time de Dom Helder Câmara, claro, o Santa Cruz.

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ACM Neto, Aécio Neves e Paulo Souto chegando ao velório (Foto: Valter Pontes)

Estendo um tapete branco para Ana Lucia ArraesRenata Campos e seus filhos Maria Eduarda, João Henrique, Pedro Henrique, José Henrique e Miguel, unidos, fortes e acima de tudo guerreiros. Renata confesso minha covardia, não tive coragem de ir dá meus pêsames, sou chorão e o meu coração não permite essa dosagem de dor. Perdão!. Preferi Renata ficar em casa e rezar por todo vocês, e claro por Alexandre, Percol e Marcelo.

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A dor do filho João Henrique (Foto: Paulo Sérgio Sales)

Outro momento sem igual foi quando a diva do nosso teatro, Geninha Rosa Borges, do alto dos seus 92 anos declamou a poesia de Cecilia Meirelles, Último Andar. Geninha você arrasou. Imagine as famílias como não ficaram ao ouvir: “Cubra-me com seu manto de amor / Guarda-me na paz desse olhar / Cura-me as feridas e a dor me faz suportar / Que as pedras do meu caminho / Meus pés suportem pisar / Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar / Nossa Senhora, me dê a mão / Cuida do meu coração / Da minha vida, do meu destino”.]

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Alexandre Severo teve seu caixão  coberto com as bandeiras de Pernambuco e Santa Cruz (Foto: Cortesia)

E quando pensei nas famílias enlutadas cantei: “Com minha mãe estarei na santa glória um dia / Ao lado de Maria / no céu triunfarei / No céu, no céu com minha mãe estarei / No céu, no céu / com minha mãe estarei / Com minha mãe estarei / aos anjos se ajuntando / Do onipotente ao mando / hosanas lhe darei. O coral começou a cantar foi lindo demais”. E termino com  “Se as águas do mar da vida / Quiserem te afogar / Segura na mão de Deus e vai / Se as tristezas desta vida / Quiserem te sufocar / Segura na mão de Deus e vai”.

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Cristina de Mello, Lu e José Alkmin (Foto: Paulo Sérgio Sales)

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