Será que a crise acabou?

Quando esse blog informou, faz algum tempo, que a situação de Servilho Paiva e de José Lopes era insustentável ninguém acreditou. Tentaram até estragar meu furo, mas contra fatos não há argumentos. Viram que estávamos certos?

Bem que valeu o coronel Antônio Carlos Tavares Lira inventar uma doença para não assinar o documento que seus pares entregaram ao governador Eduardo Campos. By the way: Lira é o primeiro protestante a assumir o cargo de comandante geral da PMPE. Os oficiais-pastores agora vão deitar e rolar.

Ninguém pode negar que Pernambuco vem colecionando êxitos no combate à violência, principalmente aos homicídios, mas o mérito deve ser atribuído ao modelo de gestão implantado na SDS não pelo secretário, que pouco entende desse ramo, mas à empresa mineira que vem dando consultoria ao Governo do Estado e ao secretário Geraldo Júlio, que é o verdadeiro coordenador da política de segurança, com assessoria direta de Luiz Ratton, “pai” do programa estadual de segurança pública, mais conhecido como Pacto pela Vida.

Só falta o governador Eduardo Campos reestruturar a Secretaria de Defesa Social, que hoje é um monstrengo burocrático com cerca de 1.200 servidores, em sua maioria policial, que deveriam estar nas ruas reforçando a segurança da população. A SDS atingiu um estágio de centralização que contraria qualquer teoria moderna de administração. Para se ter uma idéia dessa centralização, o comandante da Polícia Militar não pode transferir um soldado de um batalhão para outro. E o que mais absurdo ainda: todos os documentos endereçados aos demais órgãos do Estado devem ser remetidos via SDS.