Fernando Machado

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João Caixero & Santa Cruz de Corpo e Alma

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João Caixero brilhou na noite tricolor (Fotos: Fernando Machado)

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Alfredo Santos, Cuica, Zito, Pedrinho e Luciano (Fotos: Fernando Machado)

Quando o compositor Sebastião Rosendo (1920/1995) lá pelos idos dos anos 30, compôs a música, Eu Sou Santa Cruz de Corpo e Alma, sabia que ia incendiar a torcida do seu time, todavia jamais poderia imaginar que viraria o titulo de livro, ou melhor, de uma enciclopédia para os amantes do tricolor do Arruda. Enquanto Rosendo passeou pelas notas musicais, João Caixero garimpou tudo do clube nestes 100 anos.

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O presidente Alirio Moraes e Fernanda Martins (Foto: Fernando Machado)

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André Rio e Cannibal (Foto: Fernando Machado)

“Eu sou Santa Cruz / De corpo e alma / E serei sempre de coração / Pois a cobrinha quando entra no gramado / Eu fico todo arrepiado grito com satisfação / Sai, sai Timbu / Deixa de prosa / O seu Leão / Periquito cuidado com lotação / Que matou pássaro preto / Tricolor é tradição”. A sede do Santa Cruz Futebol Clube, estava lotada. Cerca de 800 tricolores passaram por lá. Foi sem dúvida uma noitada apoteótica.

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Deusdedith Antônio, Lenivaldo Aragão, Claudemir Gomes, Humberto Araújo e José Neves Cabral (Foto: Fernando Machado)

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Antônio Neto e Alirio Moraes (Foto: Fernando Machado)

A sede estava mais tricolor do que nunca o decorador Guilherme, usou e abusou das cores do Santinha, via malhas tensionadas. Estava um “trimor”. Consegui ver antigos ídolos do clube, como Luiz Neto, Ramón, Alfredo Santos, Ricardo Rocha, Flávio Caça Rato, Dennis Marques, Rubem Salim, Fernando Santana, Cuíca, Pedrinho, Luciano, Betinho, Jadir, assim como o antigo técnico Carlos Alberto Silva.

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Alfredo Santos, Jadir e Ramon(Foto: Fernando Machado)

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Diógenes Neto, Neyde e Diógenes Moraes Junior (Foto: Fernando Machado)

Estavam dispostos à venda 600 exemplares, mas cerca de 300 foram vendidos no lançamento. Senti falta de Capiba, que lá do céu, estava cantando: “Santa Cruz! Santa Cruz! / Junta mais esta vitória / Santa Cruz! Santa Cruz! / Ao teu passado de glória / És o querido do povo / O terror do Nordeste no gramado / Tuas vitórias de hoje / Nos lembram vitórias do passado / Clube querido da multidão / Tu és o Supercampeão”.

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Dirceu Paiva (Foto: Fernando Machado)

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Edelson Neto, Uira, Judite e Edelson Barbosa (Foto: Fernando Machado)

Que bom, seria se os deuses atuais do futebol quisessem contemplar os antigos que estavam na sede do Santa Cruz, quinta-feira para testemunhar o nascimento da enciclopédia tricolor escrita por João Caixero e outros notáveis (jornalistas, radialistas, jogadores, etc). Aqueles atletas que levaram o time da maior torcida do nordeste, ao delírio.

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Flávio Caça Rato e Dennis Marques (Foto: Fernando Machado)

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Gabriel e André Albuquerque (Foto: Fernando Machado)

Essa torcida sem dúvida é a unção de uma conquista maior. O bacana do futebol é que o derrotado de hoje pode ser o vencedor de amanhã. “Um momento de infortúnio costuma ser a véspera de um renascer”, escreveu certa vez Armando Nogueira. Muitos torcedores viram eles jogarem e com certeza foi um dos prazeres de suas vidas. E cá estou eu, de volta à sede do Santa Cruz, para escrever sobre um assunto que não é minha alçada.

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Iuri Maia Leite e Ricardo Rocha (Foto: Fernando Machado)

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Leonardo Silva (Foto: Fernando Machado)

Todavia com um olhar de Sou Santa Cruz de Corpo e alma, consegui escrever esta reportagem. Porque o Santa Cruz para mim não é Ave Maria, mas sempre está cheio de graça. A memória falha, mas o amor pelo Santinha, não. E João Caixero saiu do clube tricolormente pois a lua cheia estendeu um tapete de estrelas para ele passar. Boato a favor não se desmente.

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Luiz Felipe Moura, Anélia e Betinho (Foto: Fernando Machado)

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Luiz Neto, Jadir, Ricardo Rocha e Alfredo Santos (Foto: Fernando Machado)

O cardápio da Blue Angel leia-se a Chef Karina Lima, estava de a gente rezar para o futuro santo tricolor, Dom Hélder Câmara. No cardápio saladas de folhas nobres, tabua que queijos, antepastos, escondidinho de charque e coquilles Saint Jacques. Não esquecer um bolo remetendo ao time presente de Geraldo Neves. E o fundo musical, por sinal muito bom, era do DJ Beto Karioca.

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Ricardo de Paula e Priscila Krause (Foto: Fernando Machado)

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Rubem Salim e Fernando Santana (Foto: Fernando Machado)

E encerro como hino oficial composto pelos Irmãos Valença: “Nos anais, nos calendários / Fiquem sempre por lembrança / Teus lauréis extraordinários / De bravura e de pujança / Nos esportes tua história / É orgulho a que faz jus / Este símbolo de glória / Que é teu nome Santa Cruz / Uma voz proclama e canta / É a voz das multidões / Santa Cruz, querido Santa! / Campeão dos campeões / Esta multidão tamanha / Gente pobre que te aclama / Lembra o ouro que se apanha / Nos cascalhos e na lama / Esse ouro é sangue, é vida / É delírio, raça, e amor / A bandeira tão querida / A bandeira tricolor”.

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Marcionilo Lins (Fotos: Fernando Machado)

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Renato e Francisco de Assis (Fotos: Fernando Machado)

Nos bastidores da Política

O deputado Aluisio Lessa está convocando a torcida tricolor para a reunião solene em homenagem ao bicampeonato pernambucano de futebol conquistado pelo Santa Cruz. O evento será na próxima segunda-feira, às 18h, no plenário de Assembléia Legislativa de Pernambuco. Será que algum atleta vai?

O deputado Daniel Coelho fez terça-feira, um balanço de sua trajetória política. O parlamentar ressaltou que há dez anos ingressou na vida pública, motivado pela manifestação da sociedade contra os problemas existentes. Coelho avaliou como importante a reivindicação por melhorias, e salientou que continua disposto a contribuir para a qualidade de vida da população.

Santa Cruz junta mais essa vitória

Hoje a partir das 18h foi festa no céu e na terra. Dom Helder Câmara e Frei Damião Bozzano deram aquela força ao Santa Cruz. Capiba, Nelson Ferreira, Luiz Bandeira e os Irmãos Valença também devem estar vibrando com o bicampeonato. A final de contas o tricolor estava desacreditado para vencer o Sport na Ilha do Retiro. Foi lindo ver a massa tricolor de bandeiras e faixas gritando: Bicampeão….

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Dom Helder e os anjos ainda estão vibrando (Lailson)

Aqui na terra o povão tomou conta do Recife e a terra do frevo e do maracatu se vestiu de vermelho, preto e branco. Primeiro agradeço a Jesus Cristo, por atender meu pedido. Fiquei a semana inteira recitando o Terço da Misericórdia. Ele acreditou na minha fé. Vencer o Sport na Ilha do Retiro e no dia do seu aniversário não é para qualquer um. Logo que terminou o jogo sai do Convento de Santo Antonio e fui até Igreja de Belém agradecer o grande feito a Nossa Senhora de Fátima.

O primeiro título do Santa Cruz

Há 80 anos, o Santa Cruz ao vencer o Torre por 2 x 0, no Campo da Jaqueira, era campeão pernambucano de futebol, pela primeira vez. Foi a 11ª edição do campeonato tendo sido disputado por 11 equipes em sistema de pontos corridos com turno único. Uma curiosidade: pela primeira vez foi disputado um “clássico Fla-Flu” válido pelo Campeonato Pernambucano. O Flamengo venceu o Fluminense por 5 x 2.

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Nesse time a gente podia confiar (Foto: Arquivo)

Participaram do torneio o América, A. A. Arruda, Encruzilhada, Náutico, Íris, Israelita, Santa Cruz, Sport, Flamengo, Torre e Fluminense. O vice campeão foi o Náutico. O Santinha jogou com Dadá, Sherlock e Fernando; J. Zezé, Julio e Dóia; Walfrido, Aluizio Cabral (Popó), Tará, Lauro e Estevão e o Torre com Xexéu, Pedro e Barreto; Miro, Arlindo e Hermes; Leleco, J. Dantas, Fanzi, Piaba e Valença I. Os gols foram de Walfrido e Estevão.

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