Fernando Machado

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O que restou da Usina José Rufino

O usineiro José Rufino (Foto: Divulgação)

O advogado José Rufino Bezerra Cavalcanti que nasceu em Vitória de Santo Antão em 16 de agosto de 1865, e morreu no Recife em 27 de março de 1922, foi ministro da Agricultura do Brasil entre 1915/1917 no Governo de Venceslau Brás, e governador de Pernambuco entre 1919/1923, morava na Usina José Rufino, no Cabo de Santo Agostinho. A casa-grande construída em 1912, era em estilo art nouveau, era tombada foi posta a abaixo. Esta mesma casa, foi sede do governo, por mais de um ano.

Ricardo Bandeira de Melo observando as ruínas do patrimônio (Fotos: Acervo RBM)

Pois o seu tataraneto Ricardo Bandeira de Melo teve a curiosidade de visitar casarão semana passada, tomou um susto, pois está em ruínas. Da igreja sobrou apenas a sua frente. Ricardo protolocou um pedido à Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, à Secretaria de Cultura do Estado, ao IPHAN, a FUNDAJ e a FUNDARPE, para que medidas sejam tomadas para a preservação do que restou do patrimônio histórico. José Rufino era casado com Hercília Pereira de Araujo e tiveram 11 filhos. Sua filha Hercília (Cilu) casou com Alfredo Bandeira de Melo.

O que restou do casarão de José Rufino (Foto: Ricardo Bandeira de Melo)

Noticias da Alemanha

O Museu Pergamon de Berlim está expondo a mostra Uruk: 5.000 anos da megalópole. As peças são formam a maior exposição mundial sobre a antiga cidade de Uruk. As ruínas da cidade estão localizadas no sul do Iraque. Há cem anos, os arqueólogos alemães iniciaram seus trabalhos em Uruk (atualmente Warka). Parte dsses objetos de Uruk encontram-se no Museu Pergamon, e em Heidelberg, onde está sediada a Coleção de Uruk-Warka do Instituto Arqueológico Alemão.

Depois que os ingleses sondaram o terreno no sul do Iraque em meados do século 19, os trabalhos foram iniciados, em 1912, pelos membros da Sociedade Oriental Alemã, fundada 15 anos antes. Eles necessitavam e obtiveram uma respectiva autorização do potentado osmanli e puderam levar consigo inúmeros objetos, como pagamento. Isto era o usual na época, ressaltam os promotores da exposição de Berlim.

Pernambuco e o Progresso

Em nome do progresso o Recife está perdendo suas referências. Em Nazaré da Mata o Engenho Morojó, o único do século XVIII, foi destruído. Desapareceram no Recife a Fábrica da Fratelli Vita, no bairro da Boa Vista, a Igreja do Corpo Santo no Recife Antigo, a Igreja dos Martírios, na Dantas Barreto e a Fábrica da Bacardi, no Pina.


A primeira sede do Clube Internacional e a Igreja do Corpo Santo no Recife Antigo (Foto: Desenho de Schlappriz e litografia de F. H. Carls)

O Forte do Buraco, no Istmo de Olinda, da década de 1950, está em ruínas. Parte do Colégio Marista, na Avenida Conde da Boa Vista, o Armazém 10, do final do século XIX, foi derrubado para virar o Museu Luiz Gonzaga, que poderia ter sido repaginado. E agora todos os armazéns do Porto do Recife até o Cabanga estão sendo derrubados, para se criar um novo Recife.