Fernando Machado

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Missa de Réquiem para Alex

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A casa onde morou Alex e em frente a Igreja do Bom Pastor (Foto: Fernando Machado)

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Uma visão do altar com o padre Francisco Demontier (Foto: Fernando Machado)

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Uma tela de Alex, diante do altar, foi rodeada pelos seus afilhados (Foto: Fernando Machado)

A Igreja do Bom Pastor, pertence a CNBB, e que já foi São Vicente, é século 18. Seus vitrais lindos são noruegueses e as imagens, devem ser datadas do século 18. Pois bem, foi nesse cenário espetacular que aconteceu, sexta-feira, às 19h30, a Missa de Sétimo dia do meu mestre de crônica social Alex, ou José de Sousa Alencar. A cerimônia foi presidida pelo Reitor do Santuário do Coração Jesus, Padre Francisco Demontier foi linda e teve como fundo musical, por sinal, nota 10, a voz e o violão de Arnaldo Andrade.

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Sheila Wanderley e o único colunista social da noite, João Alberto (Foto: Fernando Machado)

O canto de entrada foi Tudo é do Pai: Eu pensei que podia vier por mim mesmo/ Eu pensei ques as coisas do mundo /Não iriam me derrubar / O orgulho tomou conta de meu ser / E o pecado devasto o meu viver / Fui embora, e disse: ó Pai, dá-me o que é meu! / Dá-me a parte que me cabe da herança / Fui pro mundo, gastei tudo / Me restou só o pecado / Hoje sei que é meu / Tudo é do Pai”.

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Márcia Souto Carvalho e Marta Perez Dubeux (Foto: Fernando Machado)

A primeira leitura foi lida por Luciana Barros.  O Salmo Responsarial foi “Eu sei que tu me sondas / Sei também que me conheces /  Se me assento ou me levanto / Conheces meus pensamentos / Quer deitado ou quer andando / Sabes todos os meus passos / E antes que haja em mim palavras / Sei que em tudo me conheces / Senhor, eu sei que tu me sondas / Senhor, eu sei que tu me sondas / Senhor, eu sei que tu me sondas / Senhor, eu sei que tu me sondas”.

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Gracinha Guimarães Martinet e Iara Dubeux (Foto: Fernando Machado)

Depois o padre Demontier aclamou o Evangelho, e leu João (14, 1-6), assim como a homilia, e que homilia. Foi forte e linda demais. Foi um verdadeiro poema de valor à vida. E cantou O que é, O que é, de Gonzaguinha “Eu fico com a pureza das respostas das crianças: / É a vida! É bonita e é bonita! / Viver e não ter a vergonha de ser feliz, / Cantar, A beleza de ser um eterno aprendiz / Eu sei / Que a vida devia ser bem melhor e será, / Mas isso não impede que eu repita: / É bonita, é bonita e é bonita! / E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão?”.

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Jorge José Santana e Carmen Peixoto (Foto: Fernando Machado)

Depois desta aula de felicidade e alegria, tivemos a leitura dos fiéis lida por cinco afilhados do Alex. Arnaldo Andrade cantou Meu Coração é para, e ele começou assim “Alex é para Ti, Senhor. / Alex é para Ti, Senhor. / Alex é para Ti, Senhor  / Alex é para Ti / Porque Tu me deste a vida, / por que Tu me deste o existir / porque Tu me deste o carinho, / me deste o amor”.

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O arquiteto Elisio Moura (Foto: Fernando Machado)

O canto de comunhão foi A Oração de São Francisco: “Senhor, fazei-me / instrumento de vossa paz / Onde houver ódio, que eu leve o amor / Onde houver ofensa, que eu leve o perdão / Onde houver discórdia, / que eu leve a união / Onde houver dúvida, que eu leve a fé / Onde houver erro, que eu leve a verdade / Onde houver desespero, que eu leve a esperança / Onde houver tristeza, que eu leve a alegria / Onde houver trevas, que eu leve a luz”. “Ó mestre, fazei que eu procure mais / Consolar, que ser consolado / Compreender, que ser compreendido / Amar, que ser amado / Pois é dando que se recebe / É perdoando que se é perdoado/ E é morrendo que se vive para a vida eterna”.

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Padre Francisco Demontier quando aclamava o Evangelho (Foto: Fernando Machado)

E encerrou com Padre Zezinho: “Que nenhuma família comece em qualquer de repente / Que nenhuma família termine por falta de amor / Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente / E que nada no mundo separe um casal sonhador! / Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte / Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois / Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte / Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois / Abençoa, Senhor, as famílias! Amém! / Abençoa, Senhor, a minha também”.

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Fábio Fiorenzano à côté a vereadora Isabella de Roldão (Foto: Fernando Machado)

E como o Papa da Crônica Social gostava de escrever o elenco dos que estavam nos eventos. E vou fazer isso aqui. Entre outros,  anotamos Assis Farinha, Carmen Peixoto e Jorge José Santana, Cláudio Gurgel do Amaral, Cristina Guimarães, Dalva e Roldão Joaquim dos Santos, Dulcinha Gueiros Leite, Eliane Souto Carvalho, Elisio Moura, Eurípedes Salazar, Fernando Farias, Geralda Farias, Glória e Albuquerque Pereira.

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José David Gil Rodrigues e Muciolo Ferreira (Foto: Fernando Machado)

Ainda Gracinha Guimarães Martinet, Heliane e Geovane Tenório, Ielson Torres, Isabella de Roldão, Iara Dubeux, Jackson Matias, João Alberto e Sheila Wanderley, José David Gil Rodrigues Filho, Márcia Souto Carvalho, Moacir Freire, Muciolo Ferreira, Nilton Alves, Ricardo Guerra, Roberto Zaidan, Socorro Pinto, Telma Vasconcelos, Timoteo, Tutty e Sérgio Moury Fernandes.

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Moacir Feire e Ielson Torres (Foto: Fernando Machado)

Réquiem para Virginia e Shirley

Esta semana o mundo do entretenimento sofreu duas grandes baixas. A primeira, aconteceu segunda-feira, com a morte da vedete Virginia Lane, que nasceu no dia 28 de fevereiro de 1920, no Rio de Janeiro. Aos 15 anos, Virginia Lane, incursionou no mundo do teatro rebolado via o Cassino da Urca. Participou de 32 filmes e dezenas de peças no teatro de revista. Aos 34 anos estourou nas rádios com a música Sassaricando e recebeu a faixa de Vedete do Brasil do presidente Getúlio Vargas. Para quem não sabe, as vedetes eram figuras centrais nos teatros de revista. Suas pernas eram consideradas as mais belas do Brasil.

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Virginia Lane as mais belas pernas do Brasil (Fotos: Divulgação)

A segunda aconteceu ontem, quando faleceu Shirley Temple, que nasceu no dia 23 de abril de 1928, menina prodígio que incendiava as telas do cinemas do mundo. Estrelou 14 curtas-metragens e 43 longas. Ao abandonar o cinema, Shirley tentou a política mas, nunca conseguiu se eleger em nenhum cargo legislativo. Foi embaixadora em Gana entre 1989 e 1992 e na Republica Tcheca entre 1974 1976. Em 1935, Shirley faturou o primeiro baby Oscar. Era uma estatueta com metade do tamanho de um Oscar normal. A distinção era um prêmio especial dado a atores-mirins por seus papéis. As crianças não competiam com adultos nas várias categorias da premiação.

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Shirley Temple a garota prodígio de Hollywood (Fotos: AFP e Getty)

Réquiem para Lila Pereira

A neta da matriarca Lila Pereira, viúva do escritor Nilo Pereira, Cristiana Pereira Bentzen, fez esta homenagem para sua avó. “Escrever este texto não foi fácil. Não meramente pela escrita, mas pelo turbilhão de sentimentos e de lembranças que me vinham à cabeça. Lembrar de você, é pensar em pureza, em dedicação, em amor, em beleza.É lembrar do azul dos teus olhos, do teu rosto bonito, ainda com traços marcantes daquela menina loirinha do cabelo escorrido. Quisera eu ter horas pra falar de você, vó.

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A matriarca Lila Pereira (Foto: Cortesia)

Menina esta que vovô Nilo convidou pra dividir uma linda história de amor e companheirismo. Saudade da tua vaidade, dos conjuntos bem passados, das tuas unhas feitas e do cabelo sempre arrumado. Ai que saudade da tua voz doce! Saudade das mesas cheias nos almoços dominicais. O que nos conforta, é que pudemos dividir momentos lindos ao teu lado. Afinal, com você, todos nós aprendemos a ser pessoas melhores e mais fortes. Hoje fica essa saudade. E a saudade, é o amor que fica em nós …”

Réquiem a Capiba

A cidade se apresenta vestida de luzes e cores, povoada por grandes bonecos, sombrinhas multicoloridas, guizos, risos e sons dos mascarados, que surgem em cada esquina, enquanto passistas ansiosos aguardam os primeiros acordes de uma fanfarra de metais. Rostos pintados, a esconder semblantes antes tristonhos, desfilam apressados diante de mim, fazendo anunciar a volta do reino azul da folia de há muito esperado por endiabrados foliões.

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Capiba quando criança (Fotos: Arquivo)

Ao meu lado, no entanto, está faltando alguém… Está faltando ele, que por mais de trinta carnavais foi meu companheiro neste mesmo reino azul da fantasia. Carnavais em que juntos cantávamos, acompanhando a multidão, os seus sucessos. Tempos dos Bailes da Saudade, iniciados por mim em 1972, juntamente com Aldo Paes Barreto, e por dezoito vezes repetidos. Ao seu lado a vida parecia nunca ter fim e sua presença seria uma constante até o final de nossa caminhada.

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Capiba em tempo de galã

Ao contrário da regra geral, de que nos fala o poeta Carlos Pena Filho, o Recife não foi para ele a cidade ingrata. Muito pelo contrário, era ele festejado em qualquer parte onde estivesse por velhos e moços e, sobretudo, pelas crianças que por ele tinha um carinho todo especial. Nos últimos dias de 1997, Capiba, o meu companheiro de mais de trinta carnavais, começou a ensaiar o seu adeus. E eu que acreditava na sua eternidade senti, no último encontro, o sabor da despedida.

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Capiba tinha orgulho do nosso Santa Cruz

De mansinho ele se foi do meu convívio e hoje, quando começa mais um Carnaval sem a sua presença, é que eu sinto a falta que ele me faz. Hoje, com a cidade tomada por risos dourados e bocas pintadas a cantar as suas melodias, enchendo de sons os mais tristes recantos, vejo-me vagando pelas ruas, como um órfão perdido no meio dessa multidão, procurando enganar os meus próprios sentimentos. (Pelo jornalista e pesquisador Leonardo Dantas Silva)

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