Um nome que a história guardou

E porque hoje é sábado aproveitei para homenagear uma grande amiga. Estamos nos referindo à jornalista Edna Lúcia Pessoa Maciel, ou melhor, Edna Maciel, que faleceu no dia 12 de setembro deste ano. Durante quatro anos estudamos juntos no curso de Jornalismo da Unicap. Era uma figura tranquila e meiga incapaz de uma indelicadeza com os colegas da turma.

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Edna é última da primeira fila na comemoração dos 30 anos de jornalismo após a missa na Capela de Santa Terezinha, no Derby (Foto: Arquivo)

Minha admiração por Edna cresceu pela sua fé e religiosidade. Era Católica fervorosa devota do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora, não perdia uma benção de São Félix. Fez o curso primário e secundário no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Incursionou no jornalismo logo que saiu da faculdade como repórter. Primeiro na Compesa, depois no Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Rádio Clube, TV Tupi e TV Jornal do Commercio, Secretaria de Educação, Fundac e Secretaria de Infraestrutura.

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A jornalista Edna Maciel (Foto: Corteisa)

Edna que nasceu no Recife no dia 31 de março de 1948 foi uma brilhante repórter. Também se engajou no movimento sindical e um dia virou presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. Ela era vice de Eleomar Teixeira que renunciou ao cargo para se candidatar a vereador. Foi a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato e não decepcionou. Com muita garra lutou muito pela classe.

Edna Maciel casou duas vezes. A primeira com Cláudio com quem teve quatro filhos Cláudio Homero (que faleceu), Eveline, Rosário e Carolina. A segunda com o radialista Reginaldo. Ela foi uma guerreira depois de separada dedicou-se na tarefa de educar as filhas. Estive no casamento de Eveline com o norte-americano Blaine Stephenson, uma cerimônia simples mas muito bonita. Edna tinha um xodó também pela neta Kiara, que reside em Los Angeles. Sem dúvida, você foi um nome que a história guardou.