Fernando Machado

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Os novos Imortais da APLJ

Quinta-feira, às 19h, tivemos as posses da Defensora Pública Marta Maria de Brito Alves Freire, cuja patronesse é a professora doutora Maria Bernadete Neves Pedrosa, dos professores doutores Antônio Carlos Palhares Moreira Reis que tem como patrono doutor Luiz Pinto Ferreira e Roberto Carlos do Vale Ferreira, que tem como patrono doutor José Cavalcanti Neves. Os novos imortais foram saudados pela a acadêmica Margarida de Oliveira Cantarelli.

Marta Freire, Palhares Moreira Reis e Margarida Cantarelli (Foto: Fernando Machado)

A cerimônia aconteceu na Academia Pernambucana de Letras, na Avenida Ruy Barbosa. O palacete pertenceu ao barão João José Rodrigues Mendes (1827/1893), localizado no Sitio da Jaqueira, em Ponte Uchoa. Ele o adquiriu, em 1863, da viúva do Barão de Casa Forte, Dona Maria Francisca Marques de Amorim. E como todo comerciante português bem sucedido, fez uma repaginação que deixou a sociedade da época deslumbrada. É bom frisar que a Ponte Uchoa era o mais aristocrático dos subúrbios recifenses.

Inah e seu esposo Palhares Moreira Reis (Foto: Fernando Machado)

As paredes do casarão foram revestidas de azulejos vindos de Portugal, talvez de sua terra natal Braga. No piso foram colocados retângulos de mosaico inglês, e o teto ganhou lustres de Bacarat. O mobiliário de carvalho veio todo da Áustria e essa tarefa, de embelezar o palacete no estilo neoclássico, coube ao artista plástico francês que vivia perambulando pelas ruas do Recife, Eugene Lassailly.

Marcos e Marta Freire com os filhos Antonio e Gustavo (Foto: Fernando Machado)

Até 1966 aquele complexo pertencia aos herdeiros do Barão, quando foi desapropriado pelo governador Paulo Guerra. Pois bem, nesse cenário deslumbrante e histórico, para ser mais preciso, no Auditório Mauro Mota, lotado, que aconteceu a cerimônia. O mestre de cerimônia Eduardo Vaz que anunciou um momento de música erudita com o pianista Levi Guedes, o tenor Isaac Pedro, a contralto Keila Souza e a soprano Josi Emanuele. Antes tivemos a execução do Hino Nacional.

A advogada Eliane Andrade Neves Baptista (Foto: Fernando Machado)

No programa Um Hino À Arte da Música de Franz Schubert, uma ária da ópera La Bohème de Giacomo Puccini, uma ária da ópera Gianni Schichi de Giacomo Puccini, o coro da ópera La Traviata de Giuseppe Verdi e o coro do oratório de O Messias de Hanedel.  Na sequência foi composta a mesa com o presidente da APLJ, Luiz Andrade Oliveira, o vice-presidente do TJPE desembargador Frederico de Almeida Neves, o presidente da APL Lourival Holanda, o subprocurador geral da Republica Joaquim de Barros Dias, o secretário da APLJ Fernando Araujo, e os novos acadêmicos Palhares Moreira Reis e Marta Freire.

Lúcia e o marido Gabriel Bacelar (Foto: Fernando Machado)

Falaram o presidente da APLJ, Luiz Andrade Oliveira, os novos imortais Palhares Moreira Reis cujo discurso foi curto, e Marta Freire, que estava irrepreensível by Elie Tahari. Seu discurso foi magnífico. Foi um passeio pela história da patronesse Maria Bernadete Neves Pedrosa e da APLJ. Não esquecer que seu avô José Britto Alves, seu pai Antônio Britto Alves e seu tio Roque de Brito Alves pertenceram à APLJ. Lembrou os fundadores da Academia. Roberto Carlos do Vale Ferreira mandou uma mensagem via vídeo. Para encerrar a cerimônia foi executado o Hino de Pernambuco.

Leila Queiroz à côté João Lyra Neto (Foto: Fernando Machado)

Na seqüência aconteceu um coquetel by Casa Branca, nos jardins da Casa Carneiro Vilela. O cardápio sob o comando de Jorge Tomás e Lais Paula constou de folhado de frango com catupiri, massa filo de Filadélfia e damasco, mini quiche de alho poró, vol-au-vent com bacalhau, espeto capesa ao molho pesti, espeto de queijo do reino com tomate, folhados de salaminho, folhagem de gorgonzola com amoras, massa crocante com salpicão, entre outros itens.

O presidente da APLJ Luiz Andrade de Oliveira (Foto: Fernando Machado)

Impossível citar presenças, mesmo assim, lembraríamos Gina e José de Brito Alves, o clã Freire Marco Antonio e Tamise, Antonio Carlos e Manoella, Gustavo Henrique e Isabelle, Eliane Andrade Neves Baptista, Geralda Farias, Carmen Peixoto, Luciano e Nadja Dumaresq, Eliane Souto Carvalho, Sonia Freyre Pimentel, Diana Bezerra de Souza, Creusa Aragão, Eunice Couto, Nita Coutinho, Maria Clara Dubeux, Raimundo Barros e Rosa Grinberg, Maria Clara Dubeux,  os desembargadores Eurico de Barros Correia Filho, Jones Figueiredo Alves, e José Fernandes Lemos, Isis e Joaquim de Almeida NetoAna Pedulla e a filha Aufonella, Giselinha Maranhão Burle e Valéria Gesteira. Defensora Publica Geral da União Ana Cristina Erhard, o Defensor Publico Geral de Pernambuco Henrique da Costa Seixas, Presidente da OAB-PE Fernando Lins, Conselheiro Federal da OAB Bruno Batista, Ângela e Eustácio Vieira, Cinthya e Romero Maranhão, Cláudia e Gerson Lucena, Marcela e André Maranhão, Ângela e Armando Peixoto, Juliana e Romero Maranhão FilhoAna Maria César, Cecilia Brennand, cerimonialista Carlos Henrique Barbosa.

Padre Cosmo, um bom pastor

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O altar antes de começar a cerimônia (Foto: Fernando Machado)

A Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Afogados, estava tão lotada que muitos fiéis preferiam acompanhar a cerimônia pelo telão instalado na praça. A lua nova estava esplendorosa testemunhando aquela noite inesquecível. Estamos falando da posse de Padre Cosmo Francisco do Nascimento naquela paróquia. Marcada para 19h30 a solenidade atrasou um pouquinho afinal de contas mais de mil pessoas de aglomeravam na igreja e nos seus arredores.

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A igreja tomada de fiéis (Foto: Fernando Machado)

Foi uma das posses mais concorridas que já presenciei, aliás não foi nenhuma novidade para mim, afinal de contas Padre Cosmo é uma pessoa muito querida. O segredo são simplicidade e humildade. Quando o Santo Papa Francisco disse durante a Jornada da Juventude que “Os bispos devem amar a pobreza. Eles não devem ter o ‘pensamento de príncipes’. Padre Cosmo tem essa qualidade. Coisa rara, na nossa Igreja.

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Dom Fernando Saburido e padre Cosmo Francisco do Nascimento (Foto: Fernando Machado)

Foi uma daquelas noites mágicas como só ela. A igreja estava simples, a decoração foi o espetáculo dos fiéis. Tinha pessoas de várias comunidades. Acho que a noite de segunda-feira não será esquecida nunca mais pelo Padre Cosmo. A missa concelebrada foi precedida por uma procissão de entrada formada de sacerdotes, coroinhas e ministros da Eucaristia. Apesar de não ser amigo do Padre Cosmo, acho que ele não sabe que eu existo, fui prestigiar porque ele é um bom pastor.

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Tinane Almeida, Dom Fernando, Ana Vieira, padre Cosmo e Ricardo de Castro (Foto: Fernando Machado)

O ministério musical foi com o Coral da Igreja, regido pelo maestro Edisio Regis e com o Coral do Padre Silvio Milanez (1943/2013). A comentarista foi Rita de Cássia da Silva. A primeira leitura foi lida por Maria da Conceição Oliveira, o Salmo foi cantado por Maria da Glória Passos, a proclamação do Evangelho foi conduzida pelo diácono Mivacyr Meira Lima e a homilia por Dom Fernando Saburido.

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Padre Cosmo em tempo de meditação no altar (Foto: Fernando Machado)

Após a Santa Missa tivemos algumas falas, entre elas do Padre Fábio Paz Queiroz, que até aquele dia era o pároco da Igreja de Nossa Senhora da Paz, dom Fernando Saburido e o Padre Cosmo. Um dos gestos mais bonitos e sublimes da noite foi quando padre Cosmo pediu permissão a Dom Fernando para fazer dois agradecimentos especiais. O primeiro para sua mãe, dona Josefa, falecida recentemente, lembrando para Dom Fernando, que “minha mãe viveu os últimos três meses de vida na sua obra”, ele se referia à Santa Casa da Misericórdia.

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Padre Cosmo com sua irmã, Maria de Lourdes do Nascimento (Foto: Fernando Machado)

E a segunda ao Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho. Como a assembleia não se manifestou ele pediu palmas, “Foi dom José quem me ordenou padre”. Não precisa dizer que os fiéis foram ao delírio. E tome palmas. Lindo, não!

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Dom Fernando Saburido (Foto: Fernando Machado)