Fernando Machado

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PMPE & Patrulha dos Bairros

A Patrulha dos Bairros foi criada em setembro de 1985, no governo Roberto Magalhães, pela Polícia Militar de Pernambuco, na época comandada pelo coronel Nelson Lucena. A verba para compra do lote inicial de 33 kombis foi conseguida pelo coronel Nelson Lucena, em despacho com Fernando Lyra, então Ministro da Justiça. As kombis foram distribuídas para o 1º Batalhão (Olinda), 6º Batalhão (Prazeres) e 7º Batalhão (San Martin). Com o sucesso da patrulha, o número de kombis chegou a 108, beneficiando outros bairros do Recife e Região Metropolitana e até Caruaru.

Fernando Lyra e Nelson Lucena (Foto: Informativo da PMPE)

As patrullhas seguiram o modelo da Operação Polo, existente em São Paulo. Cinco PMs em uma kombi trabalhavam nos bairros, parando por duas horas em pontos de estacionamento determinados. Enquanto o motorista permanecia na viatura atendendo a população, os outros quatro PMs, divididos em duas duplas, faziam a ronda a pé, seguindo roteiros previamente estabelecidos. Cada kombi contava com três equipes, trabalhando em três turnos, de 10h da manhã às 4h da madrugada, sem sair do bairro, pois as substituições e as refeições eram feitas no local.

O governador Roberto Magalhães (Foto: Divulgação)

Ao ser informado do novo serviço da PMPE, o governador Roberto Magalhães teria dito que não iria simplesmente copiar uma ideia da polícia de um Estado governado por um adversário político (Franco Montoro) e mandou chamar Cecília Freitas e Giulianno Bianchi, da agência Gruponove, que ouviram atentamente o coronel Nelson Lucena sobre a dinâmica daquele novo tipo de policiamento. Assim surgiu a denominação Patrulha dos Bairros.

A PMPE & Patrulha dos Bairros III

Outra resistência foi verificada dentro da própria PMPE, com alguns coronéis não concordando com o fato de as kombis ficarem permanentemente nos bairros, sem atender ao centro de operações, para, em caso de necessidade, serem deslocadas para outros locais. No final do governo, por falta de verba, as Patrulhas foram definhando, e muitas andavam com pneus usados no compartimento destinado aos presos, para substituir os que não agüentavam, por estarem desgastados. Elas morreram definitivamente quando o outro governo assumiu e o novo comando da PMPE descaracterizou as patrulhas, com as kombis sendo transformadas em viaturas policiais comuns.

O Quartel General da Policia Militar de Pernambuco (Foto: Divulgação)

Alguns governos posteriores tentaram reativar as patrulhas, mas fizeram apenas marquetagem duvidosa, pois as coisas que criaram não tinham o mesmo conceito operacional das patrulhas originais e eram muito diferentes do serviço implantado pelo coronel Nelson Lucena, comandante-geral da Polícia Militar no governo Roberto Magalhães, verdadeiros criadores da Patrulha dos Bairros, considerada por muitos especialistas como a primeira política pública de segurança preventiva implantada em Pernambuco. (Fonte: Informativo PMPE)

Notícias da Bahia

Neste sábado vai ao ar a partir das 20h30, na Aratu/SBT, o último episódio da primeira temporada da Patrulha Salvadora, série escrita pela autora Iris Abravanel e com direção-geral de Ricardo Mantoanelli e Reynaldo Boury. Patrulha Salvadora estreou na emissora no dia 11 de janeiro e desde então se consolidou na vice-liderança de audiência. Na média dos 12 primeiros episódios, o SBT registrou 6 pontos, contra 5 pontos da terceira colocada. A série terá continuidade e a segunda temporada estreia no próximo dia 12.

A Bahiatursa, leia-se o diretor de Serviços Turisticos Weslen Moreira, realizou quinta-feira mais uma reunião preparativa para o III Salão Baiano de Turismo, que acontece de 8 a 10 de maio no Pavilhão do Centro de Convenções da Bahia. O encontro contou com a participação de Angélica Leahy (Senac) e Silvio Pessoa (Conselho Baiano do Turismo). Já estão negociados, até o momento, 80 estandes, com a participação garantida de 11 das 13 zonas turísticas e 47 municípios.

Patrulha dos Bairros (Final)

Com a saída do governador Roberto Magalhães e a mudança de comando da Polícia Militar de Pernambuco, o serviço foi descaracterizado. As patrulhas passaram a sair dos bairros e a atender todo tipo de ocorrência policial, além de ter seu efetivo por viatura reduzido. As kombis passaram a ser carros normais de polícia e antes de sua total extinção, os veículos estavam com problemas mecânicos e quebrando nas ruas por não terem sido substituídas por veículos novos.

Era lamentável ver as kombis com o xadrez da viatura cheia de pneus usados para substituírem os que fossem esvaziando durante o serviço. Dizer que o serviço recém-criado pela Secretaria de Defesa Social é semelhante à verdadeira Patrulha do Bairro é uma heresia política e uma violação da história.

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