Fernando Machado

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Um casamento de destaque: o Maria Digna e Ricardo

Há 65 anos subiam ao altar da Concatedral da Madre Deus a Diva Maria Digna, filha de Thereza e Ruy de Lima Cavalcanti, e Ricardo, filho de Lucila e José Adolfo Pessoa de Queiroz. A cerimônia religiosa foi presidida pelo Padre Antonio Abranches e o ministério musical com uma orquestra de violinos. Os homens usaram fraques e as mulheres, claro, vestidos longos. Sem dúvida um encontro de muita elegância.

Padre Abranches abençoando Ricardo e Maria Digna (Foto: Acervo de MDPQ)

Maria Digna estava deslumbrante num modelo de cetim drapeado by Dodô Santos Dias e mantilha assinada por Olga Asta from Italy. A noiva teve como padrinhos o príncipe e a princesa Marco Antonio Ruspli (ela Lúcia Pessoa de Melo), os casais Fernando Pessoa de Melo, Antonio Dourado Neto, e Valfrido Pessoa de Melo, Maria Ângela Monteiro Santos e Luiz Inácio Pessoa de Melo.

Maria Digna estava deslumbrante e a noiva com Ricardo numa foto clássica da época (Foto: Acevo de MDPQ)

O noivo, muito elegante de fraque made in Italy, teve como padrinhos Terezinha e José Pessoa de Queiroz, Dulce e José Vasconcelos, os casais Jaime Ferreira Santos e Arnaldo Magalhães, este último representado por Guiomar e Gustavo Adolfo Magalhães. A recepção para 150 convidados aconteceu no palacete dos pais da noiva, na Rua Confederação do Equador, nas Graças. O bufê foi do Restaurante Leite.

N. S. do Livramento, Laís & Romero

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Lais e o pai, José Laércio no átrio da Nossa Senhora do Livramento (Foto: Fernando Machado)

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O belo altar mor da Igreja de Nossa Senhora do Livramento (Foto: Fernando Machado)

A atual Igreja de Nossa Senhora do Livramento, em estilo neoclássico, está localizada no centro do Recife e foi inaugurada no dia 9 de dezembro de 1882. O prédio do templo vinha sendo alvo de reformas contínuas e em 1830, a Irmandade decidiu demoli-lo e, em seu lugar, construir um templo suntuoso. Para tanto, a obra foi confiada ao mestre pedreiro Francisco José da Paz. Ante, existia uma capela datada de 1694, cuja evocação era a Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos. A capela Mor foi pintada pelo artista plástico José Pinhão de Matos.

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Dom Bernardo Alves da Silva (Foto: Fernando Machado)

As torres da igreja são datadas de 1738 e foram obras do pedreiro Francisco José da Paz. Em 1743, Frei João Pedro batizou o sino com o nome de Martinho João do Livramento. Em 1832, colocou-se, no nicho da igreja, uma imagem de Nossa Senhora do Livramento, esculpida em pedra e em tamanho natural confeccionada por um santeiro pernambucano. Outro artista famoso, na época, Cândido Ribeiro Pessoa, foi encarregado, no ano de 1840, da douração do altar-mor e dos salientes laterais.

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Romero e sua mãe, Judith Marques da Costa Lima (Foto: Fernando Machado)

As talhas do templo atual foram grifadas pelo entalhador João da Costa Furtado, entre 1715 e 1717. Tudo indica que a porta da igreja foi entalhada em 1720. Na sua sacristia repousa um lavatório de pedra da Paraíba, uma obra de grande valor artístico. O teto é uma obra de arte em madeira, cobrindo toda a amplitude do salão, e apresenta traços que simulam os raios do Santíssimo.

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Dom Bernardo abençoando Romero e Laís (Foto: Fernando Machado)

No salão, pode-se apreciar dois grandes painéis sobre madeira, com um colorido queimado, que representam a Apresentação e o Desposório de Nossa Senhora. Também podemos admirar duas telas. A primeira retrata o mestre de Campo José de Vaz Salgado e, a segunda, um oficial desconhecido. Pois foi neste set repleto de tradição e história que aconteceu o casamento de Lais, filha de Arinêe Shamá Fulco Santos e José Laércio de Moura Santos com Romero, filho de Judith Marques da Costa Lima e Antônio de Pádua Guerra Moraes.

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Célia Bianchinni vei de São Paulo especialmente para o casamento (Foto: Fernando Machado)

A decoração da igreja foi grifada pela Dona da Casa, leia-se a arquiteta Ana Regina Carneiro Leão. Que usou tocheiros na nave central e arranjos no altar com rosas, orquídeas, lírios e lisiantos brancos. A cerimônia foi presidida por Dom Bernardo Alves da Silva, usando uma capa de harpeje dourada, cuja homilia foi linda. Leu a poesia Cântico das Núpcias, do beneditino mineiro Dom Marcos Barbosa (1915/1997), membro da Academia Brasileira de Letras. O poema começa com assim: “Nossos caminhos são agora um só caminho, nossas almas, uma só alma”.

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A antropóloga paulista Bernadete Moraes (Foto: Fernando Machado)

O ministério musical foi com o grupo Materia Prima, formado por músicos do Conservatório Pernambucano de Musica. Os 12 padrinhos da noiva atravessaram a nave central ao som de Primavera de Vivaldi e os 12 do noivo foram até o altar ouvindo Cine Paradiso. Romero by Aramis, entrou na igreja ao lado da mãe, Judith, ouvindo With or Without You. As portas do templo foram fechadas e abertas, com o repicar do sino, ao som da marcha nupcial e depois Ave Maria de Schubert, cantada pela soprano Randasse Rossiter, e surge Lais by Pro Nobias, ao lado do pai, Laércio.

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Maria Tereza Costa Lima com Dom Bernardo (Foto: Fernando Machado)

Na comunhão dos noivos ouviram a belíssima Oração de São Francisco. Lais e Romero saíram da igreja com destino a Arcádia de Boa Viagem, para receberam os cumprimentos, ao som de Accidentally in Love. O cerimonial impecável foi grifado por Luciana Brito. Lais e Romero seguem para lua de mel na Espanha. Amanhã escreverei sobre a recepção. A Igreja de Nossa Senhora do Livramento precisa ser descoberta para os futuros casamentos. Contatos pelo telefone 3224.5557.

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Maria Ana Andrade Lima e Maria Cecilia Guerra (Foto: Fernando Machado)

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Uma vista do coro da Igreja de Nossa Senhora do Livramento (Foto: Fernando Machado)

Amanda e Pedro sobem ao altar da Madre Deus

 

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O altar mor da Madre Deus em 1915 e agora (Fotos: Diário da Manhã e Fernando Machado)

A Igreja da Madre Deus com seu estilo Maneirista datada 1720, cujo altar-mor é deslumbrante to recheado de talhas barrocas do século XVIII, é a mais antiga do Recife. Quando a Igreja do Corpo Santo, a primeira instalada no Recife Antigo, foi demolida, todo seu acervo de imagens foram transferidos para a Madre Deus. O seu lavabo de mármore de Estremoz, é considerado um dos mais bonitos do Brasil. No seu retabulo o destaque fica para a imagem de Nossa Senhora Mãe de Deus também século XVIII.

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As jardineira na nave central (Foto: Fernando Machado)

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Amanda Basto chegando de Jaguar (Foto: Fernando Machado)

A Madre Deus nos leva a uma viagem pelo tempo. A igreja é tão majestosa que nem precisa de decoração. Todavia os decoradores, Fábio Reis e Silvio Medeiros, conseguiram realça-la ainda mais com uma decoração das mais bonitas. A nave central virou uma jardineira de gypsophilas, tendo ao meio uma passadeira de espelhos. Dois enormes arranjos de lisiantos e rosas brancos abria espaço para o cortejo dos pais, dos padrinhos e dos noivos até alcançar o altar.

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Carlos Antonio, Maria do Carmo e Pedro Farias Santos e Élida Basto (Foto: Fernando Machado)

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Padre Airton aguardando a chegada de Amanda e seu pai, Fernando (Foto: Fernando Machado)

Pois bem foi nesse cenário recheado de história que casaram, sexta-feira, Amanda Basto e Pedro Henrique Farias Santos. O ministério musical foi com a Orquestra Bravo, leia-se Alexandre Lemos, com 30 músicos. Nem precisava escrever, mas eu escrevo, estava magnífico. A orquestra tinha 17 instrumentos e foi regida pelo maestro Dielson Torres. O coral de 12 vozes e tinha como solistas Jadiel Gomes, Charles Santos, Ana Raquel do Monte e Anita Ramalho.

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Uma vista dos noivos no altar mor (Foto: Fernando Machado)

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Esse momento emocionou todos: Padre Airton no altar mor (Foto: Fernando Machado)

Os 44 padrinhos entraram no templo, ao som da Grande Valsa Brilhante nº 1. Pedro Henrique muito elegante by Ricardo Almeida, surgiu na nave central da igreja, ao lado de sua mãe, Maria do Carmo Gomes Farias Santos, em grande noite num modelo criado por Sônia Barros, tendo como fundo musical a Ave Maria de Schubert. Depois entraram Élida Wanuska Porciúncula Basto esplendorosa num degradée de branco até turquesa by Lucia Spessatto e Carlos Antônio de Andrade Farias Santos by Armani, caminharam pela nave central com o Coro das Freiras.

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A Orquestra Bravo posicionada no coro da Madre Deus (Foto: Fernando Machado)

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O desembargador Jovaldo Nunes e Darci (Foto: Fernando Machado)

Para alegria dos pais entram as damas, bem compenetradas, ao som de When You Wish Upon a Star, de Jesse McCartney. Então as portas da Madre Deus se fecharam, os sinos tocaram e os clarins anunciaram que a noiva, Amanda, ia surgir. Então os convidados se levantaram e os olhares se voltaram para a porta central. Ela, que estava linda num modelo do Lucia Spessatto, acompanhada pelo pai, Fernando Teixeira Basto Júnior, by Ricardo Almeida, ao som de Beauty and the Beast, trilha sonora do filme A Bela e a Fera, composta por Howard Ashman e Alan Menken.

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O médico Luciano Teixeira e Cleide (Foto: Fernando Machado)

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Márcia Nejaim, Francisco Trindade, Tatiana Marques, Flavia Grisoné e André Simões (Foto: Fernando Machado)

Padre Airton Freire, no altar esperava Amanda, para iniciar a Santa Missa. A primeira leitura foi aclamada pelo irmão, Caio Basto e a segunda por Rodrigo Numeriano. Ao som de Gloria da Missa Coroação de Mozart, Padre Airton Freire aclamou o Evangelho. A homília do Padre Airton levou não somente os noivos, mas muitas pessoas, às lágrimas. Somente quem tem muita afinidade com Ele poderia descrever o amor daquela forma. Foi lindo, demais.

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Pedro Henrique e Amanda diante de Padre Aírton (Foto: Fernando Machado)

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Cristina Albuquerque, Iara Rabelo e Manoela Gomes (Fotos: Fernando Machado)

Amanda e Pedro Henrique, à frente do cortejo, saíram da Madre Deus, nas nuvens, tendo como fundo musical Everlasting Love, de Buzz Cason e Mac Gayden. Informação importante: Amanda e o seu pai, o famoso cirurgião plástico, leia-se implante de cabelo, Fernando Bastos chegaram à Igreja de Madre de Deus  a bordo de um Jaguar verde escuro. Foi um casamento que marcou época no Recife. Amanhã, o blog escreverá como foi a recepção na Blu’Nelle.

d-ana-paula-cascão-bituAna Paula Cascão Bitu by Gloria Coelho (Foto: Fernando Machado)

 

Renata e Alexandre na São Francisco

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Alexandre e Renata diante o alta mor (Foto: Fernando Machado)

A Ordem Terceira de São Francisco inaugurada em 1804, continua linda. A decoração apenas acentuou ainda mais a beleza do local. Tita Medeiros sabiamente apenas colocou arranjos de gypsophilas, desde a nave central até o altar mor. Lá do teto da Igreja caia um lustre de Bacarat belíssimo, acho que do século XIX. Pois bem, foi nesse set de filme hollyodiano que Dom Marcelo, abençoou o casamento de Renata, filha de Sandra de Albuquerque Rocha e José Antônio Moreira Alexandre com Alexandre, filho de Maria Adélia e Carlos José de Sá Pereira.

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Sandra e José Antônio (Foto: Fernando Machado)

Os 12 padrinhos da noiva entraram na Ordem Terceira de São Francisco tendo como trilha sonora Pompa e Circunstancia e os 12 do noivo curtindo Jesus Alegria dos Homens, de Bach. Alexandre, muito elegante by Ricardo Almeida, ao lado da mãe, Maria Adélia, entrou pela nave central de igreja ao som da 9ª Sinfonia de Beethoven. Os pais preferiram a musica My Way como fundo musical.

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A arquiteta Ludovica Amblard (Foto: Fernando Machado)

De repente a banda de Jefferson Bento começa a tocar a Marcha Nupcial de Mendelssohn, antes, porém o trompetista tocou Clarins de Mahler, anunciando que a noiva iria surgir pela porta principal da igreja. Renata que esta linda num modelo linha princesa by Tulle, ao lado do pai, José Antonio, ao chegar no altar ela teve como fundo musical Ave Maria de Schubert. Lindo demais.

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A senhora Ana Maria Correia de Araújo (Foto: Fernando Machado)

O ministério musical, assinado por Jefferson Bento, conforme já frisei esteve impecável. O grupo proporcionou alguns momentos inesquecíveis, ao incluir na Aclamação ao Evangelho (Cantate Domino de Handel), na entrada das alianças (Over the Rainbow), na Benção (Ária 4ª Corda de Bach), na assinatura e fotos (All I ask of you, tema do Fantasma da Ópera; Perhaps Love, Every thing I do, Your song e My Girl – The Temptaions). Renata e Alexandre deixaram o templo embalados no Everlasting Love de George Harrison.

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Uma visão da nave central até o altar mor (Foto: Fernando Machado)