Fernando Machado

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Fatos Diversos

O Recife debruçou-se, no final da tarde de quarta-feira, para o Dia de Reis, quando tivemos a Queima da Lapinha, uma das mais tradicionais consagrações do ciclo natalino. A Lapinha saiu do Parque Dona Lindu e foi até o Sítio da Trindade, acompanhada pela Frevioca, de onde pastorinhas distribuíam a alegria azul e encarnada da cultura popular nordestina.

Uma Queima de Lapinha tem que ter um pastoril (Foto: Daniel Tavares)

Tecendo, pintando, trançando ou moldando, artistas e artesãos conferem à herança cultural de Trancoso formas e cores sempre atuais. Personagens do artesanato local contam à Casa Vogue como levam identidade para a região. A matéria está na Revista Casa Vogue que está nas bancas desde dezembro.

Anotações do Cotidiano

Como reza a tradição cultural nordestina, os festejos do Ciclo Natalino, promovidos pela Prefeitura do Recife desde o último dia 1º de dezembro, em vários locais da cidade, encerram nesta segunda-feira, com a Queima da Lapinha, que reunirá 11 pastoris no Pátio de São Pedro, às 17h. A Queima da Lapinha é uma tradição religiosa do século 19, trazida pelos jesuítas para o Brasil, cujo simbolismo está relacionado à manjedoura onde nasceu o Menino Jesus e ao dia em que ele foi visitado pelos três reis magos.

Amanhã, às 14h, a Troça Carnavalesca Mista Jurídica Causa Ganha, que está completando 4 anos de fundação, movimenta uma prévia carnavalesca em Olinda, intitulada a Grande Roda de Frevo. A animação fica por conta das orquestras dos maestros Carlos Rodrigues, do Homem da Meia Noite; Oséas, a frente do Ceroula e Boi da Macuca; e Lessa, da Pitombeira dos Quatro Cantos e Tá Maluco. A produção é da Já Deu Certo Produções, da produtora Tatá Tenório. Parte da renda vai para o Grêmio Henrique Dias, cuja coordenação é dos irmãos, Lucio e Luis Carlos Vieira.

A Lapinha

Há 60 anos, durante reunião no Cabanga, era fundada, A Lapinha. Presidiu o encontro Dulce Sampaio. Foi eleita presidente Dilia Henriques, Vice Angelita Perez Carvalho, secretárias Maria Helena Cabral da Costa e Ivanilda da Costa Barros, tesoureiras Cândida Campos Pires e Marina Drummond.

Nanie Siqueira Santos, Maria Helena Cabral da Costa, Dilia Henriques, Laís Cabral da Costa e Lucy Lapa, (Foto: Acervo do Blog)

Dilia Henriques, Laís Cabral da Costa, Lucy Lapa e Edna Aires (Foto: Acervo do Blog)

A diretora de propaganda foi Maria Helena Pessoa de Queiroz, e a diretora social Napier Nejaim. Comissão especial foi formada por Fernanda Pires, Miriam Guerra, Nanie Siqueira Campos, Nancy Collier e Carmem Cabral da Costa. Essa entidade filantrópica marcou época no Recife.

Queima da Lapinha

Quarta-feira, à noite, foi de celebração e pedidos no centro do Recife com a Queima da Lapinha. A festividade, que marca o fim do Ciclo Natalino, também celebra o início de uma nova etapa: o Ciclo Carnavalesco. Quinze pastoris, orquestras de frevo e agremiações participaram da noite. O Pátio de São Pedro estava lotado. A noite começou no Pátio do Carmo com a concentração dos pastoris para a realização do cortejo que conduziria a lapinha até o Pátio de São Pedro.

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Apesar do fotografo não registar o cordão azul fez muito sucesso nos pastoris (Foto: Inaldo Menezes)

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Ola lá o cordão azul, gente, durante a queima da lapinha (Foto: Inaldo Menezes)

Estas entoaram cânticos e dançaram durante todo o trajeto. Ao chegar ao Pátio de São Pedro, os grupos depositaram a Lapinha no centro do local e fizeram um círculo no entorno. Antes da queima, a bandeira com a imagem de Jesus Menino foi entregue à representante do Pastoril Rosa Mística, dos Torrões, D. Lurdes de 72 anos, não escondia a felicidade. Apagada a última chama, foi a vez do frevo tomar conta do local ao som de Mendes e sua Orquestra e do bloco lírico O Bonde.