Fernando Machado

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Réquiem para Suzy Korn

Suzy num encontro do Women’s Club em 2011 (Foto: Fernando Machado)

Ontem, foi um dia muito triste para mim. Morreu uma grande amiga. Estou falando da pernambucana Suzy Korn, viúva do norte-americano Alden Korn. Era uma pessoa incapaz de ferir alguém e adorava animais. Dividia seu tempo entre o Recife e os Estados Unidos. E quando viajava para lá levava seus gatos e seus cães. Por muito tempo morou nos Montes Guararapes. Quando vendeu sua linda casa foram residir no Tennessee, onde sua filha Suzy Lee, estudava belas artes.

Suzy e Alden Korn com a filha Suzy Lee (Foto: Acervo da Família)

Depois se transferiam para a Florida. Numa das vezes que fui até Miami, eles fizeram questão de sair de Fort Lauderdale para curtir minha companhia. Foi uma tarde inesquecível. Gostavam tanto do Brasil, que não se adaptarem na terra de Lincoln e voltaram a morar no Recife e tivemos encontros sensacionais. Foi uma das fundadoras do Women’s Club of Recife. Em junho de 2013, Alden faleceu e Suzy muito só. Não esquecer que ela adorava Areia, na Paraíba, onde passou grande parte de sua infância. E assim caminha a humanidade.

Suzy Korn em noite de elegância (Foto: Acervo da Família)

Carnaval e Música Inesquecíveis (Último)

A executiva Geralda Farias que foi responsável pelos mais bonitos bailes municipais do Recife, quando era a primeira dama da cidade, englobou todos os do Clube Internacional, onde as orquestras tocavam magnificamente os frevos de Levino Ferreira e os foliões dançavam até a madrugada, ao som de Última Hora. A sua música inesquecível é Máscara Negra de Zé Keti e a mais triste É de Fazer Chorar de Luiz Bandeira que diz “É de fazer chorar / Quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar / Oh quarta feira ingrata / Chega tão depressa / Só pra contrariar / Quem é de fato um bom pernambucano / Espera um ano e se mete na brincadeira / Esquece tudo quando cai no frevo / E no melhor da festa chega a quarta feira”. Ouça É de Fazer Chorar  https://www.letras.mus.br/luiz-bandeira/e-de-fazer-chorar/

Geralda Farias e sua filha Marcelle (Foto: Fernando Machado)

O historiador e jornalista Leonardo Dantas Silva explica que o melhor Carnaval de sua vida foi aquele que o Jornal do Commercio o encarregou para escrever a matéria sobre todo Carnaval para a edição de quarta-feira de cinzas. E sua música inesquecível é o frevo Último Dia de Levino Ferreira, “tanto que a escolhi para abertura do Frevança de 1979, que coordenei”, completou Leonardo Dantas. Ouçam o Último Dia  https://www.facebook.com/socarnavaldeolinda1/videos/1766996643570641

Leonardo Dantas Silva e Capiba (Foto: Divulgação)

O cerimonialista e jornalista Wilton Condé recorda com saudades dos Carnavais do Lança Perfume Rodouro e do Corso na Semana Pré Carnavalesca (a bordo de um Jipe com amigos circulando pelas Ruas da Concórdia, Nova, Imperatriz, Manoel Borba, Avenida Conde da Boa Vista, Ponte Duarte Coelho e Avenida Guararapes). Seus carnavais inesquecíveis foram os do tempo dos tablados nas esquinas das Ruas Nova e Palma com orquestra de Frevo para os foliões pularem o frevo rasgado. Idem na Pracinha do Diário.

Wilton Condé relembra seus carnavais (Foto: Fernando Machado)

No Cabanga com a prévia Preto e Branco, o primeiro da temporada Carnavalesca. Do Bal Masqué só para sócios e convidados especiais. Minhas musicas preferidas são os frevos de Nelson Ferreira, de Capiba, de Ademir Araújo, de Guedes Peixoto, de Duda e de Clovis Pereira. E especialmente o Último Dia de Levino Ferreira.

Carnaval e Música Inesquecíveis III

A Defensora Pública Marta Brito Alves Freire (Foto: Fernando Machado)

A Defensora Pública Marta Freire née Brito Alves – Meu Carnaval inesquecível foi o de 1971 e a minha musica favorita é Valores do Passado de Edgard Moraes e Hino do Bloco da Saudade. Para quem não sabe Marta gravou um CD de musicas de carnavais em 2007, por sinal maravilhoso.

O dermatologista Tancredo Albuquerque (Foto: Face)

O dermatologista Tancredo Albuquerque frisa que o seu carnaval inesquecível foi o de 1972. Ano que passei no vestibular. Tínhamos o corso da Conde da Boa Vista com paradas no Edf. Pirapama e as 4 noites de bailes no  Clube Português (domingo e terça), a segunda era no clube internacional, isso tudo sem falar das prévias que começavam 4 semanas antes. À música de sucesso mais tocada foi Uma Pequena Notável da Império serrano do pernambucano Fernando Pinto, o nosso querido Fernando Carcará, falecido tragicamente em acidente automobilístico vindo do barracão da império.

A imortal e presidente do IAHGPE Margarida Cantarelli (Foto: Fernando Machado)

A Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, desembargadora federal e imortal Margarida de Oliveira Cantarelli nos conta “eita, amigo! Abriu o baú das boas lembranças. O carnaval inesquecível foi o de Máscara Negra, de Zé Keti. Penso que é o de 1967! E especialmente o baile do Clube Português. Mais detalhes? …. hum…. não devo! Rsrsrs”.

Carnaval e Música Inesquecíveis – II

Continuamos divulgando aquele Carnaval que marcaram a vida de pessoas ligadas a Pernambuco. Também procuramos saber qual a musica inesquecível. Hoje temos os depoimentos da cônsul dos Estados Unidos Maria Sanchez-Carlo, o professor de Educação Física Tarcisio Miranda Cavalcante e a Miss Brasil Mundo de 1959 Dione Oliveira Brach.

Maria Sanchez-Carlo é uma pernambucana de coração (Foto: Fernando Machado)

A diplomata norte-americana Maria Sanchez-Carlo – confessa que o primeiro a gente não esquece. Foi aquele ao lado de Débora e Jorge Pinho, em 1992. E o que mais lembro foi o de 1995, que minha irmã, Vanessa foi me visitar e até botamos adornos na cabeça e caímos no passo. Quanto a música não podia ser outra: Vassourinhas de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos e claro Voltei Recife de Luiz Bandeira.

O técnico de basquetebol Tarcísio Miranda Cavalcante adora carnaval (Foto: Face)

O professor de Educação Física Tarcisio Miranda Cavalcante – respondeu que gostava muito dos carnavais de clube, principalmente os do Português. Eram maravilhosos. Em 1978 e 1979 participei da Banda de Pau e Cordas, tocava nos jardins do clube e uma vez na abertura do baile. Salão inesquecível! As musicas são Ultimo Dia de Levino Ferreira e o Hino de Elefante, de Claudio Nigro e Clóvis Pereira é uma homenagem a Olinda.

Miss Brasil Mundo de 1959 Dione Oliveira Brach (Foto: Divulgação)

Miss Brasil Mundo de 1959, Dione Oliveira Brach, reside na Alemanha com o marido Wolfgang Brach – “O meu carnaval inesquecível foi aquele brinquei quanto tinha 10 anos de idade e minha fantasia era de cigana. Nunca esqueci este Carnaval”. Quanto a música não poderia ser outra Vassourinhas, de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos. “Como sinto saudades do Carnaval do nosso Brasil, principalmente o de Pernambuco, mas os de antigamente”, concluiu Dione.

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