Fernando Machado

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Dia do Exercito na Alepe

Muito bonita e concorrida a reunião solene em homenagem aos 371 anos do Exército Brasileiro, realizada terça-feira à noite, na Assembleia Legislativa, por proposição do deputado Marco Aurélio. A data se refere à primeira Batalha dos Guararapes, travada em 19 de abril de 1648, quando portugueses, negros e índios – povos que deram origem à nação brasileira – venceram o Exército holandês no Monte dos Guararapes, na então Capitania de Pernambuco.

O general Marco Antonio Gomes entre os deputados Marco Aurélio e Eriberto Medeiros (Foto: Breno Laprovitera)

O Hino Nacional foi executado pela Banda de Música do Exército. A Orquestra Criança Cidadã apresentou Lamento Sertanjeo de Dominguinhos e um Medly Brasileiro. O cerimonial foi conduzido pelo competente coronel Franklin Bezerra. O Comandante Militar do Nordeste, general Marco Antônio Freire Gomes, recebeu uma placa comemorativa em alusão à data. A cerimônia foi presidida pelo deputado Eriberto Medeiros.

 

A Marcha da Família

Uma avenida remetendo a brasilidade (Foto: Divulgação)

A Avenida Boa Viagem virou, ontem, um mar de gente, de verde e de amarelo, fazendo um contraponto com o verde do mar. Foi sem dúvida uma tarde consagradora para os coordenadores do Vem Prá Rua e do Movimento Brasil Livre. A Marcha #PTNão, remeteu ao amor pelo país, que está sem rumo e sem respeito à família. Tivemos um momento de prece, com a citação do Padre Nosso. A estimação dos lideres da marcha era que cerca de 150 mil manifestantes, entre crianças, adolescentes, mulheres e homens, prestigiaram o ato cívico.

Essa tribo acredita num novo Brasil (Foto: Divulgação)

No final às 17h, no II Jardim, foi cantando o Hino Nacional que os petistas odeiam, por coral de 100 mil vozes, pois muitos tinham deixado o local. A manifestação deu uma demonstração clara de apoio ao Bolsonaro e de amor ao Brasil. Sem qualquer incidente, com muita paz e alegria. Três trios elétricos fizeram a animação. Edu Cabral em cima do primeiro trio puxava palavras de ordem como Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, Eu Vim de Graça, etc. O Capitão impossibilitado de sair de casa por conta uma facada dada por mineiro, recebeu imagens ao vivo da ação e se emocionou. E mandou uma mensagem do Rio de Janeiro.

Uma visão da Marcha pelo Brasil Livre (Foto: Divulgação)

Entre outras coisas frisou, Bolsonaro: “Só estou nessa porque acredito em vocês e vocês acima de tudo acreditam no nosso Brasil. Um só povo, uma só raça e é, muito importante, uma só bandeira verde e amarela. Amigos do Nordeste, juntos colocaremos o Brasil no seu devido lugar. Sem distinção, sem preconceitos, sem divisões entre nós. Acredito no povo brasileiro e acredito em Deus acima de tudo. O Nordeste, Pernambuco, Recife, um grande abraço e, juntos, se Deus quiser, seremos vitoriosos no próximo domingo e começaremos a escrever uma nova história em nosso querido Brasil”.

Essa visão é do Segundo Jardim (Foto: Divulgação)

De volta para o passado

Mário Melo e Nelson Ferreira no concurso do Hino da Federação Carnavalesca (Fotos: Divulgação)

Há 80 anos, acontecia na Radio Clube de Pernambuco, o concurso do Hino da Federação Carnavalesca. O júri foi formado por Francisco Picado, tenente João Cícero, Mario Melo, Carlos Coelho Rodrigues e Zumba (José Gonçalves). Venceu José Mariano Barbosa com a letra de Aníbal Portela. Em 2º lugar ficou Nelson Ferreira.

Há 70 anos, acontecia o campeonato estadual de natação, na Escola de Aprendizes de Marinheiros. Nos 100 metros rasos venceu Moacir dos Passos (Sport), nos 100 metros peitos venceu Joel de Araujo Soares (Sport), nos 800 metros livre venceu Manoel Rodrigues Laranjeiras Filho (Barroso), nos 100 metros costas venceu Dardano de Andrade Lima (Sport), nos 400 metros venceu José Arsenio Macedo Junior (Náutico), nos 200 metros costa venceu Dardano de Andrade Lima (Sport), nos 200 metros livres venceu Moacir dos Passos (Sport), nos 1.500 metros venceu Orlando Breno de Araujo (Barroso), nos 400 metros peito venceu Pedro Otoni de Melo (Sport), no 4 x 100 venceram Moacir dos Passos, Eligio de Araujo, João Ferreira Mulatinho e Damião Oliveira (Sport). No geral o Sport teve 108 pontos, o Barroso 72 e o Náutico 61.

Assis Chateaubriand e Djanira da Motta e Silva (Fotos: Cruzeiro/Divulgação)

Há 50 anos, Assis Chateaubriand trazia até o Recife, uma delegação do sul, para a inauguração do Museu de Arte Contemporanea, em Olinda. Entre eles, José Maria Bardi e a pintora Djanira.

Há 20 anos, morria no Rio de Janeiro, o musico Fernando Lobo, que nasceu no dia 26 de julho de 1915.

Há 20 anos, Frei Franklin Diniz se ordenava padre.

Há 20 anos, acontecia no Mar Hotel, o chá beneficente, Sociedade na Passarela, com renda para o Hospital Correia Picanço.

João Caixero & Santa Cruz de Corpo e Alma

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João Caixero brilhou na noite tricolor (Fotos: Fernando Machado)

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Alfredo Santos, Cuica, Zito, Pedrinho e Luciano (Fotos: Fernando Machado)

Quando o compositor Sebastião Rosendo (1920/1995) lá pelos idos dos anos 30, compôs a música, Eu Sou Santa Cruz de Corpo e Alma, sabia que ia incendiar a torcida do seu time, todavia jamais poderia imaginar que viraria o titulo de livro, ou melhor, de uma enciclopédia para os amantes do tricolor do Arruda. Enquanto Rosendo passeou pelas notas musicais, João Caixero garimpou tudo do clube nestes 100 anos.

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O presidente Alirio Moraes e Fernanda Martins (Foto: Fernando Machado)

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André Rio e Cannibal (Foto: Fernando Machado)

“Eu sou Santa Cruz / De corpo e alma / E serei sempre de coração / Pois a cobrinha quando entra no gramado / Eu fico todo arrepiado grito com satisfação / Sai, sai Timbu / Deixa de prosa / O seu Leão / Periquito cuidado com lotação / Que matou pássaro preto / Tricolor é tradição”. A sede do Santa Cruz Futebol Clube, estava lotada. Cerca de 800 tricolores passaram por lá. Foi sem dúvida uma noitada apoteótica.

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Deusdedith Antônio, Lenivaldo Aragão, Claudemir Gomes, Humberto Araújo e José Neves Cabral (Foto: Fernando Machado)

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Antônio Neto e Alirio Moraes (Foto: Fernando Machado)

A sede estava mais tricolor do que nunca o decorador Guilherme, usou e abusou das cores do Santinha, via malhas tensionadas. Estava um “trimor”. Consegui ver antigos ídolos do clube, como Luiz Neto, Ramón, Alfredo Santos, Ricardo Rocha, Flávio Caça Rato, Dennis Marques, Rubem Salim, Fernando Santana, Cuíca, Pedrinho, Luciano, Betinho, Jadir, assim como o antigo técnico Carlos Alberto Silva.

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Alfredo Santos, Jadir e Ramon(Foto: Fernando Machado)

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Diógenes Neto, Neyde e Diógenes Moraes Junior (Foto: Fernando Machado)

Estavam dispostos à venda 600 exemplares, mas cerca de 300 foram vendidos no lançamento. Senti falta de Capiba, que lá do céu, estava cantando: “Santa Cruz! Santa Cruz! / Junta mais esta vitória / Santa Cruz! Santa Cruz! / Ao teu passado de glória / És o querido do povo / O terror do Nordeste no gramado / Tuas vitórias de hoje / Nos lembram vitórias do passado / Clube querido da multidão / Tu és o Supercampeão”.

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Dirceu Paiva (Foto: Fernando Machado)

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Edelson Neto, Uira, Judite e Edelson Barbosa (Foto: Fernando Machado)

Que bom, seria se os deuses atuais do futebol quisessem contemplar os antigos que estavam na sede do Santa Cruz, quinta-feira para testemunhar o nascimento da enciclopédia tricolor escrita por João Caixero e outros notáveis (jornalistas, radialistas, jogadores, etc). Aqueles atletas que levaram o time da maior torcida do nordeste, ao delírio.

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Flávio Caça Rato e Dennis Marques (Foto: Fernando Machado)

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Gabriel e André Albuquerque (Foto: Fernando Machado)

Essa torcida sem dúvida é a unção de uma conquista maior. O bacana do futebol é que o derrotado de hoje pode ser o vencedor de amanhã. “Um momento de infortúnio costuma ser a véspera de um renascer”, escreveu certa vez Armando Nogueira. Muitos torcedores viram eles jogarem e com certeza foi um dos prazeres de suas vidas. E cá estou eu, de volta à sede do Santa Cruz, para escrever sobre um assunto que não é minha alçada.

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Iuri Maia Leite e Ricardo Rocha (Foto: Fernando Machado)

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Leonardo Silva (Foto: Fernando Machado)

Todavia com um olhar de Sou Santa Cruz de Corpo e alma, consegui escrever esta reportagem. Porque o Santa Cruz para mim não é Ave Maria, mas sempre está cheio de graça. A memória falha, mas o amor pelo Santinha, não. E João Caixero saiu do clube tricolormente pois a lua cheia estendeu um tapete de estrelas para ele passar. Boato a favor não se desmente.

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Luiz Felipe Moura, Anélia e Betinho (Foto: Fernando Machado)

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Luiz Neto, Jadir, Ricardo Rocha e Alfredo Santos (Foto: Fernando Machado)

O cardápio da Blue Angel leia-se a Chef Karina Lima, estava de a gente rezar para o futuro santo tricolor, Dom Hélder Câmara. No cardápio saladas de folhas nobres, tabua que queijos, antepastos, escondidinho de charque e coquilles Saint Jacques. Não esquecer um bolo remetendo ao time presente de Geraldo Neves. E o fundo musical, por sinal muito bom, era do DJ Beto Karioca.

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Ricardo de Paula e Priscila Krause (Foto: Fernando Machado)

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Rubem Salim e Fernando Santana (Foto: Fernando Machado)

E encerro como hino oficial composto pelos Irmãos Valença: “Nos anais, nos calendários / Fiquem sempre por lembrança / Teus lauréis extraordinários / De bravura e de pujança / Nos esportes tua história / É orgulho a que faz jus / Este símbolo de glória / Que é teu nome Santa Cruz / Uma voz proclama e canta / É a voz das multidões / Santa Cruz, querido Santa! / Campeão dos campeões / Esta multidão tamanha / Gente pobre que te aclama / Lembra o ouro que se apanha / Nos cascalhos e na lama / Esse ouro é sangue, é vida / É delírio, raça, e amor / A bandeira tão querida / A bandeira tricolor”.

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Marcionilo Lins (Fotos: Fernando Machado)

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Renato e Francisco de Assis (Fotos: Fernando Machado)