Fernando Machado

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Nos bastidores da política

A análise trimestral da conjuntura econômica brasileira, divulgada  quinta pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, aponta recuperação da atividade econômica. Os pesquisadores revisaram a previsão de queda de 6% para 5% no PIB deste ano, em razão do bom desempenho, melhor do que esperado para o terceiro trimestre. As estimativas para agosto são de crescimento da produção industrial (+6,1% em relação a julho), serviços (+7,6%), vendas no varejo ampliado (+7,5%) e vendas no varejo restrito (+5,6%). Para 2021, foi mantida a projeção de crescimento de 3,6% do PIB. A intensidade da recuperação depende da evolução da pandemia de Covid-19.

O impacto fiscal das medidas de combate aos efeitos da pandemia da Covid-19 deve atingir R$ 607,2 bilhões em 2020, sendo R$ 20,6 bilhões relativos a reduções de receita e R$ 586,6 bilhões a aumentos de despesa. Mais da metade desse valor (R$ 321,8 bilhões) é relativo ao pagamento do Auxílio Emergencial. Os dados foram apresentados pelo secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, durante audiência da Comissão Mista do Congresso Nacional destinada a acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas à Covid-19.

Parabéns

Hoje, 27, Dia das São Gabriel das Dores, do Agente Fiscal, do Idoso e Nacional do Livro Didático, aniversariam a executiva Carmen Sofia Sampaio, o delegado Roberto Bruto,

Padre Roberto Nogueira do Nascimento (Foto: Fernando Machado)

Nos bastidores da política

A primeira dama de Pernambuco, Ana Luiza Câmara, está com duas frentes de ações para atuar. A primeira é a Fenearte e a segunda o Mutirão Fiscal. A primeira todo mundo sabe o que significa e a segunda é uma ação para sensibilizar cerca de 50 mil contribuintes a pagarem suas dividas junto ao Governo. A inadimplência neste campo é bastante.

O governador Paulo Câmara estará seguindo neste domingo até São Paulo, para a posse de Luciana Santos, como presidente de um partido que somente existe no Brasil: PCB. Até na Rússia isso é coisa do passado.

O Baile que derrubou a Monarquia

Há 125 anos Dom Pedro II oferecia o Baile da Ilha Fiscal, em torno do comandante Bannen e oficiais do encouraçado chileno Almirante Cochrane. Nos jardins, repousavam 10 mil lanternas venezianas clareando todo o ambiente e o entorno, o espelho d’água da Baía da Guanabara dava aquela visão de esplendor; no interior, o palácio iluminado com 700 lâmpadas elétricas para impressionar os cerca de 4.500 convidados. Sem dúvida foi o baile que derrubou a monarquia brasileira.

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O Baile da Ilha Fiscal pelos pinceis do artista plástico Aurélio Figueiredo

E, para bem servi-los, foram mobilizados 90 cozinheiros e 150 garçons, que prepararam 500 perus, 64 faisões, 800 quilos de camarão, 800 latas de trufas, 1.200 latas de aspargos, 1.300 frangos e 12 mil sorvetes. No cardápio creme à la Richelieu et purée à La Reine; merlan (badejo) à la façon du chef; chartreuse de caille (codorniz); pigeons sauvages (pombos) etc. E, de sobremesa, crême au chocolat et aux violettes, charlotes, marrons glacées et bonbons fondants. Além de 2.900 doces variados e 18 mil frutas brasileiras.

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Uma vista da Ilha Fiscal (Foto: Divulgação)

Tudo isso regado a champanhes Cristal, Veuve Clicquot, Heidsièch, Chambertin e Pommard. A parte musical ficou por conta de seis orquestras. Dom Pedro II compareceu com toda a família, mas retirou-se cedo. Todavia não suspeitava que perto do cais, no Clube Militar, um punhado de conspiradores acertava os detalhes do assalto ao poder. Oito dias depois uma lancha do arsenal da Marinha levou a família imperial para o vapor Paraíba, ainda de madrugada. Ao meio-dia a embarcação zarpou para a Ilha Grande, onde estava o Alagoas. E na manhã do dia 18 de novembro, Dom Pedro seguiu para a Europa para nunca mais voltar.