Fernando Machado

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Réquiem para Genilda

Ontem, à tarde quando soube do falecimento da minha amiga Genilda Occenstein fiquei muito triste. Não uma tristeza amarga, mas uma tristeza de saudades. Genilda era uma figura humana sensacional. Era solidária. Era acolhedora. Era uma amiga certa nas horas incertas. Têm noticias de morte, e como também ultimamente, que nos toca. Sei que essa nuvem de tristeza é momentânea, pois Genilda você sempre será lembrada e existe coisa melhor do que ser lembrada?

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Genilda Occenstein está novamente ao lado do marido, Israel (Foto: Fernando Machado)

Não sabia que ela estava doente, somente depois que soube que foi bater o ponto no céu, senti falta do seu telefonema pelo Natal. A saudade vai continuar por muito tempo. Ontem virei mais uma página da minha vida. Genilda já estou sentindo falta de suas palavras carinhosas e da sua preocupação por morar sozinho. Encerro lembrando Santo Agostinho: “A morte não é nada. / Eu somente passei para o outro lado do Caminho.”

Flashes

Excelente o artigo da acadêmica Marly Mota publicada ontem, na página de Opinião do Diário de Pernambuco.

A jornalista Aline Feitosa à côté o fotografo Beto Figueiroa anotados jantando no Azú Comedoria, no Cabanga, de Acácio Santos, Linda e Lou Melo, sexta-feira.

O estilista Jan Souza está nas páginas da Revista Véu &  Grinalda de maio, onde temos parte da coleção Entre Pérolas e Beijos.

Heliana Coutinho e Paulo Maranhão foram prestigiar o lançamento do livro do Zeppelin, no Museu da Cidade do Recife.

Ao ligar para uma poetisa quem atendeu perguntou quem era, e ao dizer, que pensa ser imortal, diga que estava com dor e foi dormir.

Engraçado quem está doente nega e quem não está afirma ao contrário. Já não acreditava nas suas doenças e agora mais ainda.

Excelente a reportagem da Veja da blindagem de Lula para ele não ser preso. Um pobre se prende por roubar carne para matar a fome.

Esquecimento

O ex jogador do Santa Cruz, Cuíca, não esconde a tristeza com a diretoria do tricolor. E tem motivo. Não foi convidado para nada até agora pelo centenário do Santinha.

Quem também está triste com Antônio Luiz Neto e Cia, é a Musa do frevo, Zezita Barbosa, viúva do grande Capiba. Não foi convidada para nada também. E olha que Capiba era tricolor doente.

Requiem a Consuelá

O blog não é babalorixá, não recebeu nenhum santo, e nem tão pouco cruel a tal ponto, de informar sábado passado, que minha amiga Consuelá tinha sido assassinada por um travesti brasileiro na Alemanha. Tudo que escrevi por conta da noticia que rolava numa sauna do Recife. Pois foi o Pai de Santo de Consuelá confidenciou para uma  amiga de Olinda chamada Patricia. E tinha detalhes que nos levava a crer que essa versão era verdadeira. Pois bem, recebi um email de Ricardo Sobral, da Alemanha, nos relatando o fato como aconteceu.

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Consuelá no seu apartamento da Rua do Riachuelo, no Recife (Foto: Arquivo)

– A Consul, era assim que Ricardo a chama, veio a falecer aos 72 anos de idade, vitima de insuficiência respiratória. Ela andava nos últimos meses bastante doente, mas tendo total assistência médica. Sendo inclusive acompanhada em casa periodicamente por um corpo de enfermagem do governo. Ela faleceu na sua própria residência, sendo encontrada pelo enfermeiro no dia seguinte”, ou seja há oito dias.

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Consuelá à Madame Porcina (Foto: Arquivo)

E prossegue Ricardo: “Ainda não sabemos o que vai acontecer com o corpo, se será enterrado ou cremado. (Porque até a data que ele me escreveu nenhum parente do Brasil tinha se manifestado). E o governo aqui que responde, por ela, prossegue: “Como já havia fazendo há muito tempo. Pagava aluguel da sua casa e dava também assistência médica total”.

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Consuelá e o amigo Mucio Catão devem estar trocando ideias (Foto: Arquivo)

E Ricardo Sobral encerra o email “O Governo Alemão custeava também sua  alimentação, pois há alguns anos a Consul era cidadã alemã. Então jamais houve assassinato. Espero ter ajudado, pois ela foi um grande ser humano e não devemos no fim da vida deixar sua memória arranhada por falsas declarações”. E encerro lembrando uma frase que ela me disse num dos Bailes dos Artistas: “Fernando quando morrer eu vou virar purpurina”. E soltou aquela gargalhada.