Fernando Machado

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Um coração grande e mole

Se estivesse viva, minha mãe, Merí Barbosa de Oliveira, completaria hoje, 92 anos de idade. Mas faleceu em 3 de novembro de 1989, aos 68 anos, portanto. Morreu em conseqüência da insuficiência cardíaca que prejudicou o funcionamento dos pulmões. Quando foi me dar a notícia, o médico que a tratou durante anos, Dr Brivaldo Markemann, fez, sem querer, a maior e mais verdadeira descrição de dona Merí: “Sua mãe tinha o coração grande e mole”, ele disse. Assim era ela. Aparentemente, brava que nem uma arara, mas na realidade, um enorme coração; e mole que nem manteiga derretida. E mais: era uma pessoa feliz e bem humorada. Dava grandes gargalhadas, que a vizinhança adorava. “Como vamos viver sem a gargalhada de dona Memê!?”, dizia a vizinha Cinete.

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A senhora Merí Barbosa de Oliveira aos 27 anos (Foto: Arquivo)

Ela e o nosso pai, Alfeu Gomes de Oliveira, tiveram oito filhos: Zenaide, Alfeu, Jônatas, Davi, Mary, Marselha, Elba e Sergio Paulo. Desses, dois já foram encontrá-la no andar de cima: a jornalista Mary de Sena (assim como eu, que herdou dela a alegria e a capacidade de ser feliz); e Jônatas. Dos seus irmãos – dez ao todo – filhos do casal Amaro e Maria Barbosa, ele alto comerciante em Palmares, somente quatro estão vivos: Rubenita, Jônatas, Vandete e Ester. Até 1989, a data de hoje marcava uma grande reunião da família. Todos traziam presentes, comidas e bebidas e o dia se passava entre risos, música e poesia. Tempo bom aquele. (Texto da jornalista Zenaide Barbosa)

Flashes

Anotados jantando no Jalan Jalan, Maria Euthymia e Tacito Pimentel, Isis Santini e Carlos Lundgren, Nadja e Luciano Carvalho.

Casam-se no dia 11 de março, na Usina Dois Irmãos, Roseana Porto e João Monteiro Neto.

Hoje, às 12h30, no Teatro do Sesi, do Rio de Janeiro, pelo projeto Samba & Outras coisas, temos o show da cantora Doris Monteiro com a produção de Haroldo Costa.

Muita gente ligando e mandando emails parabenizando pela matéria sobre o I Baile Municipal que publicamos ontem. Merci.

O jornalista Leonardo Dantas está em fase final para o seu livro Holandeses no Brasil patrocinado pelo Instituto Ricardo Brennand.

Na Usina Dois Irmãos, hoje às 20h, acontece Uma Noite para Levar no Coração, em torno dos 35 anos de fundação do Unicordis.

Cirurgia Cardíaca

O Hospital Dom Helder, no Cabo de Santo Agostinho, realizou sexta-feira, a primeira cirurgia cardíaca de alta complexidade. O paciente, um senhor de 70 anos, aguardava há meses pelo procedimento. A equipe médica formada por Carlos Moraes, Fernando Moraes e Rodrigo Mezzarila, está de parabéns pelo sucesso da ação.

Inaugurado há um mês, o setor de Hemodinâmica do HDH já realizou mais de 60 procedimentos cirúrgicos, entre angioplastia, implantação de marcapasso e cateterismo. Segundo o médico Rodrigo Mezzalira, a partir de janeiro, o HDH deve realizar cerca de 20 cirurgias desse porte. Com isso, a fila de espera de pacientes deve diminuir sensivelmente em Pernambuco, principalmente na Região Metropolitana Sul.

Que tipo de coração?

No café da manhã de lançamento do programa dos 185 anos de fundação da PMPE, que se encerra hoje, o comandante Tavares Lira mostrou uma camisa amarela que todos pensaram tratar-se da seleção brasileira, mas era da campanha institucional da corporação, destacando que por trás de um distintivo pulsa um coração. O lema é bom e deve servir para discutir que tipo de coração deve ter um profissional de segurança.

Com certeza não será aquele dos PMs que revistaram as partes íntimas de duas moças na Zona Norte do Recife a procura de drogas, nem o coração do coronel Tavares Lira que, pelo simples fato de ser Protestante, mandou retirar o Crucifixo que estava no gabinete de trabalho do comandante geral, como se a sala fosse sua propriedade particular. Ainda bem que a PMPE é muito maior do que isso e com certeza os bons corações prevalecem.