Fernando Machado

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Esquentando para o Carnaval

Olinda foi a primeira capital de Pernambuco. e foi fundada pelos portugueses em 1537, ocupada pelos holandeses de 1630 a 1654, e depois resgatada pelos portugueses. Olinda tem notáveis exemplos de arquitetura do século XVI, XVII, XVIII e XIX incluindo a Basílica e Mosteiro de São Bento, fundado pelos monges em 1582. Pois bem, é nessa linda cidade que o estilista e doublé de chef de cuisine Márcio Costa abriu uma casa de recepções.

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Márcio Costa (Foto: Fernando Machado)

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João Alberto, Sheila Wanderley e Carlos Augusto Lira (Foto: Fernando Machado)

O casario é do século XIX, no estilo colonial, todavia recebeu um look de gente tirar o chapéu. Rodeado mangueira, bananeiras, avencas, pau d’agua e cajazeiras. Um sagui ficou de longe fazendo acrobacias num galho de cajazeira. Como ninguém deu muita atenção ele se mandou, mas ficou seu charme ficou. A decoração do centenário casario foi do próprio Marcio Costa, que é dividida em cinco espaços, sem contar o primeiro andar.

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Jacy Salva de óculos Prada e Cesar Santos by Alexandre Herchcovitch (Foto: Fernando Machado)

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Flávia de Gusmão (Foto: Fernando Machado)

Tudo é aconchegante e bonito que serviria de cenário para filmes de época. Onde tudo aconteceu foi no quarto set, lembrando um jardim de inverno. O teto foi coberto de balaios. O lustre foi coberto com várias sombrinhas multicoloridas de frevo. Os banheiros são muito estilosos. Também tinha uma radiola de ficha, mas com nome ingl^s Juke Box. Os convidados podiam, escolher sem pagar, suas músicas. Como tinha várias tribos, o setlist foi muito variado.

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Eda Rocha e Leo Silva (Foto: Fernando Machado)

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Márcio Costa à côté Andeson Carlos (Foto: Fernando Machado)

Não sei quem escolheu Ê Baiana composta por Fabricio da Silva, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancracio, cantada por Clara Nunes, que soltou sua voz, que voz: “Ê baiana / Ê ê ê baiana, baianinha / Ê baiana / Ê ê ê baiana / Baiana boa / Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba / Baiana boa / Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba / Olha, toca a viola / Que ela quer sambar / Ela gosta de samba / Ela quer rebolar / Toca a viola / Que ela quer sambar / Ela gosta de samba / Ela quer rebolar”. Todavia o blog estende o tapete para esse virtuosi.

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Aurecilio Romão, Cesar Romão e Guiggo Cavalcanti (Foto: Fernando Machado)

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Leonardo Evedove, Salomão, Ana Telam e Caio Barros com Henrique da Fonte (Foto: Fernando Machado)

O encontro reuniu apenas os amigos de Márcio Costa para uma feijoada, que feijoada, remetendo para um esquente do Carnaval. A casa de recepção de Márcio Costa é realmente espetacular. E os detalhes da decoração são maravilhosos. Como tinha a turma da nouvelle vague colocaram na Juke Box, musicas que não tinham nada a haver com o babado do encontro. Não sei se disponibilizaram a musa do efêmero: Anita. Graças a Deus sai antes desse pecado musical.

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Thassio Basilio, Diogo Carvalho e Wbiratan Santos (Foto: Fernando Machado)

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Tibério Palmeira, Maxwell Patricio e Pedro Camboim (Foto: Fernando Machado)

Lá para 16 horas surgiram na Rua Prudente de Moraes, no Carmo, as baianas com jarras contendo água perfumadas para lavar as ladeiras da cidade alta. E então me lembrei da Clara Nunes cantando Iansã, / Cadê Ogum? / Foi pro mar! / Mas Iansã, Cadê Ogum? / Foi pro mar! / Iansã penteia / Os seus cabelos macios / Quando a luz da lua cheia / Clareia as águas do rio / Ogum sonhava / Com a filha de Nanã / E pensava que as estrelas / Eram os olhos de Iansã / Mas Iansã, Cadê Ogum? / Foi pro mar!” Sai de lá com aquele gostinho de quero mais.

Parabéns, Bruno Albertim!

O ateliê da artista plástica Tereza Costa Rego localizado em Olinda, é no estilo colonial e é datado do século XVIII. É a casa mais importante da Rua do Amparo, porque não sofreu nenhuma repaginação na sua fachada, apenas no interior. Ali Tereza reina para criar suas telas. Lá apenas os quadros que Tereza ama de paixão e não os vende. É um verdadeiro santuário das artes. E a gente nem se dá conta que estamos flertando com a história da primeira capital de Pernambuco.

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Flávia de Gusmão, Bruno Albertim e Tereza Costa Rego (Fotos: Fernando Machado)

Na parte de trás temos um terraço, onde as pessoas se rendem à beleza da natureza. Possui uma vista linda do Recife, apesar do verde tentar escondê-la. Pois foi nesse cenário bucólico que o cardeal da imprensa gastronômica de Pernambuco, Bruno Albertim comemorou seu aniversário, quarta-feira. Ele que estava em grande noite de camisa e sapatos da Zoomp e os jeans by Colt, recebia os convidados ao lado da mãe, dona Ionalda.

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Cesar Santos, Emilio Santiago e Claudio Manoel

Nas paredes as telas de Tereza Costa Rego testemunhavam o entra-e-sai e os flûtes de prosseco dos convidados. Parte do alto clero da gastronomia recifense bateu o ponto, apesar das chuvas, que teimava em não parar. O cantor Emilio Santiago fisgou um cardume de participante no seu redor. Tereza passeava sua majestade entre os amigos de Bruno num modelo cuja estamparia era dela própria.

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Bruno beija a mãe, Ionalda ao lado de Marcilio Almeida

E como tinha muitos jornalistas, o vírus da noticia perpetuava em todos os lugares. Nesse mix de convidados tínhamos alguns chefs como Cesar Santos, Jeff Colas à côté Lu Melo, e Claudio Manoel, que preparou a mesa de queijos. A pièce de resistance foi um risoto de bacalhau, by Jeff Colas, de se comer rezando. Quem ia prepará-lo era o próprio aniversariante mas devido as tarefas jornalísticas não deu tempo. E logo na noite que ia promove-lo a Papa. Fica para a próxima.

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Mona Lisa Dourado, Edgar Homem e Bruna Cabral

Outro item do cardápio que fez muito sucesso foi o Ceviche, grifado por Biba Fernandes, um prato originário da cozinha peruana e estava uma maravilha. A jornalista Mona Lisa Dourado que passou um mês pesquisando a gastronomia Azteca não poupou elogios para o Ceviche. Outra que recomendava o prato era a jornalista Bruna Cabral. Flávia de Gusmão, a diva que não tropeça na fama, elogiava tudo. Foi uma noitada, apesar das chuvas, onde as estrelas brilharam e como.