Fernando Machado

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Hoje temos o Mr. Supranacional dos EUA

Hoje, à noite no Plaza Hotel & Cassino in Downtown, em Las Vegas temos a escolha do Mister Supranacional dos Estados Unidos da América de 2021. Estarão participando 20 candidatos. O vencedor receberá a faixa do Mister Supranacional dos EUA de 2019, Nate Crnkovich, que representou a Califórnia.

Jay Mobson, Joshua Long, Anthony Jirouschek, Cayman Cardiff e Kendall Jo (Fotos: Concurso)

Os candidatos são Chad Michael Hagan (Arizona), Brennan Johnson (Arkansas), Kendall Jo (Califórnia), Dun Myroradoff (Colorado), Marc Mansour (Distrito de Colômbia), Felix Martin II (Flórida), Joshua Long (Geórgia), Joseph Benshimon (Illinois), Michael Yurkovskiy (Massachusetts).

Felix Martin II, Corbin Parker, Chad Michael Hogan e Canice Okereke (Foto: Concurso)

E Traf Tucker (Missouri), Hector Mosqueda (Nevada), Jay Mabson (Novo Mexico), Corbin Parker (New York), Mitchell Mayes (Oklahoma), Ben Lins (Oregon), Canice Okereke (Pennsylvania), Anthony Jirouschek (Texas), Cayman Cardiff (Utah), Paul Valenzuela (Virginia) e Luke Bergner (Wisconsin).

Michael Pelletier é o Mister Suíça de 2020

Mikael Castelli, Michael Pelletier e Anel Mehic (Foto: Concurso)

Ontem, no Cassino Barrière de Montreux, aconteceu a final do Mister Suíça Francophone de 2020. Participaram do evento 25 rapazes, onde foram selecionados 12 candidatos. O eleito, o modelo Michael Stefan Pelletier tem 26 anos e 1m85, e foi coroado pelo Mister Suíça Francophone de 2019, Kenan Murseli. No 2º lugar ficou Anel Mehic de 25 anos e 1m86 de altura e no 3º lugar ficou o mais bonito Mikael Castelli tem 26 anos e 1m90 de altura. Michael vai representar a Suíça no Mister Supranacional.

Mikael Castelli, Kennan Murseli, Michael Pelletier e Anel Mehic (Foto: Concurso)

Os candidatos foram Kevin Bligny (26 anos e 1m86), Mikael Castelli (26 anos e 1m90), Micael Cardoso (29 anos e 1m83), Michael Pelletier (26 anos e 1m85), Anel Mehic (25 anos e 1m86), Thimotee Nicod (25 anos e 1m86), Samuel Ramos (26 anos e 1m87), Jacques Romain (27 anos e 1m87), Tristan Di Potalivo (23 anos e 1m81), Carmine David Potalivo (21 anos e 1m87), Marco Salvatore (25 anos e 1m80) e Jerome Brönniman (26 anos e 1m75).

Michael Pelletier e seu antecessor Kennan Murseli (Foto: Concurso)

De volta para o passado

Há 155 anos, nascia no Mato Grosso, o Marechal Cândido Rondon, que morreu no dia 19 de janeiro de 1959.

Há 120 anos, a companhia Moreira de Vasconcelos, apresentava no Teatro de Santa Isabel, pela primeira no Brasil, o drama de sua autoria Descoberta do Brasil. A direção era de Luiza Leonardo.

Há 120 anos, nascia em Pernambuco, o tenor Vicente Cunha, que morreu em 1990.

Há 95 anos, nascia em Pernambuco, o engenheiro químico Aécio Antunes Duarte, que morreu no dia 15 de junho de 2014.

Há 75 anos, morria em Pernambuco, o jornalista Guilherme Araujo, que nasceu no dia 25 de junho de 1887.

Há 70 anos, no Cassino Americano, em Boa Viagem, acontecia, meia noite, um show do travesti Jean Gran.

Há 55 anos, morria em Pernambuco, o escritor Ascenço Ferreira, que nasceu no dia 9 de maio de 1895.

Carmen Miranda: A Pequena Notável

“Taí, eu fiz tudo p’rá você gostar de mim / Ah! meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração! / Meu amor não posso esquecer / Se dá alegria faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não têm fim / Essa história de gostar de alguém / já é mania que as pessoas têm / Se me ajudasse Nosso Senhor / eu não pensaria mais no amor”. Parece que foi ontem, que  a gente ouvíamos a Pequena Notável, ao vivo cantando esta musica de Joubert de Andrade, mas não foi.

O que é Carmem Miranda tem (Foto: Divulgação)

Há 110 anos nascia em Portugal, a cantora que colocou o Brasil no mapa musical do mundo. Estamos no referindo a cantora portuguesa radicada no Brasil Carmen Miranda, (Maria do Carmo Miranda Cunha), que aos 46 anos nos deixou para se tornar imortal. Tai, de Joubert de Carvalho, em 1930 bateu todos os recordes de vendas, ultrapassando a marca de 36 mil cópias. A música alcançou uma popularidade tão grande que, em menos de seis meses, Carmen Miranda era a cantora mais famosa do Brasil. Em 1939, na comédia musical Banana da TerraCarmen Miranda surge pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente.

Carmen na sua casa de Hollywood e numa clássica pose para os fãs (Fotos: Divulgação)

O filme apresentava clássicos como O que é que a baiana tem, de Dorival Caymmi. “O que é que a baiana tem? / O que é que a baiana tem? / Tem torso de seda tem / Tem brinco de ouro tem / Corrente de ouro tem / Tem pano da Costa tem / Tem bata rendada tem / Pulseira de ouro tem / E tem saia engomada tem / Tem sandália enfeitada tem / E tem graça como ninguém…! / Como ela requebra bem…! / Quando você se requebrar caia / por cima de mim / Só vai no Bonfim quem tem… / Ai, quem não tem balangandãs / não vai no Bonfim / O que é que a baiana tem?”

Essa baiana portuguesa conquistou o Brasil e o mundo (Fotos: Divulgação)

Quando em temporada no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, foi contratada pelo o magnata do show business norte-americano Lee Shubert, para ser uma das atrações do espetáculo The Streets of Paris, na Broadway. E ao cantar “Mamãe, eu quero, mamãe, eu quero / Mamãe, eu quero mamar! / Dá a chupeta, ai, dá a chupeta / Dá a chupeta pro bebê não chorar! / Dorme, filhinho do meu coração / Pega a mamadeira e vem entrar no meu cordão / Eu tenho uma irmã que se chama Ana / De piscar o olho já ficou sem a pestana”, se transformou The Brazilian Bombshell.

Alice Faye, Don Ameche e fantástica Carmen Miranda (Foto: Divulgação)

Em 1940, Carmen estreia no cinema com o filme Serenata Tropical, ao lado de Don Ameche e Betty Grable. Seu guarda-roupa exótico e o sotaque latino tornaram-se suas marcas registradas. No mesmo ano, foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, além de ser convidada para se apresentar o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt. E quanto interpretou: “Tico-tico / Tico-tico / O tico-tico tá / Tá outra vez aqui / O tico-tico tá comendo meu fubá / O tico-tico tem, tem que se alimentar / Que vá comer umas minhocas no pomar”, com seus trejeitos, seus adereços, seus balangandãs, incendiaram a Casa Branca.

Carmen Miranda vestida de baiana estilizada e dando adeus ao Brasil (Fotos: Divulgação)

Em junho de 1946, Carmen Miranda foi considerada a mulher mais bem paga na terra de Barack Obama, para alguns do mundo. Atuou em 14 filmes em Hollywood entre 1940 e 1953. Somente a II Guerra Mundial tirou um pouco da sua popularidade. Foi ela quem abriu caminho para a cultura latina. Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a imprimir suas mãos e pés no pátio do famoso Grauman’s Chinese Theatre, em 1941. E não ficou por ai, foi a primeira sul-americana a ter uma estrela na Calçada da Fama.

Essa sabia dar pinta como ninguém (Foto: Divulgação)

Carmen que é considerada a precursora do tropicalismo no Brasil. Em 20 anos de carreira gravou 279 discos no Brasil e mais 34 nos EUA. Em setembro de 1998 um trecho de Hollywood, virou Carmen Miranda Square, e não é por acaso que até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela. Este blog estende o tapete vermelho para Carmen Miranda um icone e uma musa gay. E encerro com “Vestiu uma camisa listrada / E saiu por aí / Em vez de tomar chá com torrada / Ele bebeu Parati / Levava um canivete no cinto / E um pandeiro na mão / E sorria quando o povo dizia / Sossega, Leão, sossega Leão”. Carmen foi cantar no céu no dia 5 de maio de 1955.