Fernando Machado

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Réquiem para Carlos Ivan

“Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes / Camponeses, Apôis Fum / e o Bloco Um Dia Só / Os Corações Futuristas, Bobos em Folia / Pirilampos de Tejipió / A Flor da Magnólia / Lira do Charmion, Sem Rival / Jacarandá, a Madeira da Fé / Crisântemos Se Tem Bote e / Um Dia de Carnaval / Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé / Os Queridos Batutas da Boa Vista / E os Turunas de São José / Príncipe dos Príncipes brilhou / Lira da Noite também vibrou / E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou”.

Carlos Ivan durante recital da Professora Dolores Maia e Silva no Santa Isabel em 1966 (Foto: Acervo da família)

Começo essa homenagem evocando Valores do Passado de Edgard Moraes, porque ontem Pernambucano perdeu um grande carnavalesco. Estamos nos referindo a Carlos Ivan Vieira de Melo o primeiro a criar as fantasias do Bloco da Saudade, desde 1973. Ainda criança enveredou na pintura, decoração e música, com especialidade em piano. É viúvo de Silvia onde viveram por 19 anos. Olindense, nascido na Rua Coronel João Lapa n° 138 em 20 de julho de 1942 nos arredores do Varadouro.

Amilcar Barbosa, José Adolfo (presidente do Homem da Meia Noite), Isabel Bezerra, Carlos Ivan e Claudia Melo (Foto: Acervo da Família)

Coordenou as fantasias do Pitombeira dos Quatro Cantos nas décadas de 1970 à 2000 como Carnavalesco. Colaborou com seus desenhos a Zebra de Olinda, o Bloco Flor da Lira,  a troça Barnabés de Olinda, troça dos Funcionários da Prefeitura de Olinda e a troça Dona Sinhá que também era de Olinda. Confeccionou o estandarte do Peru do Poço da Panela do Recife, criou os estandartes da troça Ta-Maluco. Criou a roupa do Homem da Meia Noite em 2018, quando mostrou toda sua Olinda no referido traje.

Carlos Ivan e sua esposa Sylvia (Foto: Acervo da Família)

Atualmente era carnavalesco do Bloco da Saudade, do Recife, mas, a sua primeira apresentação era em Olinda, o referido bloco em 2018 mostrou Olinda através de suas criações, recentemente celebrou seu Jubileu de Prata no Palácio dos Governadores de Olinda com um grandioso desfile, onde deu ênfase a história de Olinda mostrando os personagens da fundação da Cidade Século  XVI, Jerônimo de Albuquerque,  a Índia Arcoverde, Duarte Coelho e Dona Brites, depois voltou-se para o século XIX mostrando o farol de Olinda e os acendedores de lampiões por meio de suas criações.

Carlos Ivan diante do Flabelo do Bloco da Saudade (Foto: Bloco da Saudade)

Carlos Ivan Vieira de Melo era do sagrado e do profano. Criou via sua arte os célebres andores de Olinda fazendo atualmente o dos Passos da Marim dos Caetés, durante 35 anos arquitetou os andores de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade do Recife. Em 1972 criou a festa (Olinda no tempo das sinhazinhas) revivendo o passado da Cidade, o evento chegou até ao guia turístico brasileiro. Foi fundador do Colégio de São Bento de Olinda, na época era Ginásio de São Bento da Restauração Pernambucana. Criou a logomarca do Colégio Estadual de Olinda e a sua primeira bandeira pintada à mão. Dirigiu por muito tempo o cerimonial do Palácio dos Governadores e era membro da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda.

Carlos Ivan e seu amigo Paulo Teles (Foto: Face)

Sua maior honra como olindense foi ter recebido do poder legislativo de Olinda em 2008 a Medalha Aloísio Magalhães, indicada na época pelo vereador Carlos Alberto Regueira de Castro e Silva. E encerro com Saudade de Aldemar Paiva: “Saudade, é isso que a gente sente / Saudade, é feita que faz a gente / Alguém que partiu / Alguém que morreu/ Alguém que  coração não esqueceu / Podem tocar os clarins / As notas do prazer e da exaltação / Podem passar arlequins / Pierrôs e colombinas no salão / Podem dançar e cantar / Não levam não, / A saudade do meu coração”.

Concurso de Música Carnavalesca

Levino Ferreira o vencedor (Foto: Divulgação)

Há 70 anos, acontecia o concurso carnavalesco de musica de Pernambuco. Em Frevo de Rua no 1º lugar ficaram empatados Último Dia e Lágrimas de Folião de Levino Ferreira e Frevo do Meio Dia de Carnera; no Frevo Canção no primeiro lugar ficou É Frevo Meu Bem de Capiba. No 2º lugar ficou Tá Sobrando Mulher de Carnera; no 3º lugar Você faz que não Sabe de Capiba.

Os irmãos João e Raul Valença (Foto: Diário da Manhã)

Capiba brilhando no concurso (Foto: Divulgação)

No 4º lugar ficou Não me suje de batom de Paulo Duarte; no 5º lugar ficou Teu Lencinho dos Irmãos Valença; no 6º lugar ficou Durmo Devagar de Marambá e Tudo Sobe de Alberto Lopes e Ernane Seve; no 7º lugar ficou Bicho não é de Gildo Moreno e no 8º lugar ficou Touradas e Castanholas de Sebastião Lopes.

Os compositores Carnera e Marambá (Fotos: Diário da Manhã)

De Volta para o Passado

Há 325 anos, morria em Pernambuco, o escravo Zumbi dos Palmares, que nasceu em 1665.

Há 110 anos, morria na Rússia, o romancista Leon Tolstoi, que nasceu no dia 9 de setembro de 1828.

Há 95 anos, nascia nos Estados Unidos, o líder político Robert Kennedy, que morreu no dia 5 de junho de 1968.

Há 80 anos, acontecia no Teatro de Santa Isabel, o recital da cantora Cacilda Ortigão (1888/1956).

Há 75 anos, nascia em Pernambuco, a advogada Moiselita Souza e Souza, que morreu no dia 23 de junho de 2017.

Há 45 anos, morria em Pernambuco, o jornalista Adeth Leite, que nasceu no dia 3 de janeiro de 1918.

Há 20 anos, morria em Pernambuco, o carnavalesco Paulo Lima, que nasceu no dia 14 de junho de 1943.

De Volta para o Passado

Há 115 anos, a atriz Sarah Bernhardt, cai do palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e 10 anos depois tem a perna amputada.

Há 90 anos, morria no Rio de Janeiro, o político João Suassuna, que nasceu no dia 19 de janeiro de 1886.

Há 80 anos, nascia na Inglaterra, o musico John Lennon, que morreu no dia 8 de dezembro de 1980.

Há 75 anos, nascia no Uruguai, o cantor Taiguara Chalar da Silva, que morreu no dia 14 de fevereiro de 1993.

Há 65 anos, Albenia Pessoa de Queiroz do Clube do Sargento Wolff, era eleita Miss Objetiva de Pernambuco de 1955, nos salões do Nautico. Participaram Edilza Amaral (Clube das Leitoras), Valdete Agra (Náutico), Azanant Felix Damasceno (Olinda), Aibenia Pessoa de Queiroz (Clube do Sargento Wolf), Maria do Socorro Dino Pereira (Recife Foto Clube) e Leda Maria Dourado (Líbano).

Há 15 anos, morria no Rio de Janeiro, o carnavalesco Clóvis Bornay, que nasceu no dia 10 de janeiro de 1916.

Há 15 anos, morria em Pernambuco, o professor Aluísio Sales, que nasceu no dia 25 de março de 1944.

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