Fernando Machado

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Fatos Diversos

“Registro nosso agradecimento pela linda homenagem prestada pela partida do nosso querido Artista do sagrado e Carnavalesco do nosso amado Bloco da Saudade, Carlos Ivan Vieira de Melo, uma despedida de um inestimável amigo e companheiro da Alegria! EVOÉ” nos enviou essa mensagem foi à pastora do Bloco da Saudade, Maria Claudia Guerra Cabral de Melo.

A Casa da Criança Marcelo Asfora, de Casa Forte, está em dificuldades desde o início da pandemia da Covid-19, pois suas atividades foram interrompidas em março de 2020 e as doações das quais sobrevive caíram. A Casa continua distribuindo cestas básicas para ajudar as famílias que atende. Para colaborar com a essa atividade, o Plaza Shopping transformou o seu drive thru em um ponto de coleta de alimentos não perecíveis em benefício da instituição.

Réquiem para Carlos Ivan

“Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes / Camponeses, Apôis Fum / e o Bloco Um Dia Só / Os Corações Futuristas, Bobos em Folia / Pirilampos de Tejipió / A Flor da Magnólia / Lira do Charmion, Sem Rival / Jacarandá, a Madeira da Fé / Crisântemos Se Tem Bote e / Um Dia de Carnaval / Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé / Os Queridos Batutas da Boa Vista / E os Turunas de São José / Príncipe dos Príncipes brilhou / Lira da Noite também vibrou / E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou”.

Carlos Ivan durante recital da Professora Dolores Maia e Silva no Santa Isabel em 1966 (Foto: Acervo da família)

Começo essa homenagem evocando Valores do Passado de Edgard Moraes, porque ontem Pernambucano perdeu um grande carnavalesco. Estamos nos referindo a Carlos Ivan Vieira de Melo o primeiro a criar as fantasias do Bloco da Saudade, desde 1973. Ainda criança enveredou na pintura, decoração e música, com especialidade em piano. É viúvo de Silvia onde viveram por 19 anos. Olindense, nascido na Rua Coronel João Lapa n° 138 em 20 de julho de 1942 nos arredores do Varadouro.

Amilcar Barbosa, José Adolfo (presidente do Homem da Meia Noite), Isabel Bezerra, Carlos Ivan e Claudia Melo (Foto: Acervo da Família)

Coordenou as fantasias do Pitombeira dos Quatro Cantos nas décadas de 1970 à 2000 como Carnavalesco. Colaborou com seus desenhos a Zebra de Olinda, o Bloco Flor da Lira,  a troça Barnabés de Olinda, troça dos Funcionários da Prefeitura de Olinda e a troça Dona Sinhá que também era de Olinda. Confeccionou o estandarte do Peru do Poço da Panela do Recife, criou os estandartes da troça Ta-Maluco. Criou a roupa do Homem da Meia Noite em 2018, quando mostrou toda sua Olinda no referido traje.

Carlos Ivan e sua esposa Sylvia (Foto: Acervo da Família)

Atualmente era carnavalesco do Bloco da Saudade, do Recife, mas, a sua primeira apresentação era em Olinda, o referido bloco em 2018 mostrou Olinda através de suas criações, recentemente celebrou seu Jubileu de Prata no Palácio dos Governadores de Olinda com um grandioso desfile, onde deu ênfase a história de Olinda mostrando os personagens da fundação da Cidade Século  XVI, Jerônimo de Albuquerque,  a Índia Arcoverde, Duarte Coelho e Dona Brites, depois voltou-se para o século XIX mostrando o farol de Olinda e os acendedores de lampiões por meio de suas criações.

Carlos Ivan diante do Flabelo do Bloco da Saudade (Foto: Bloco da Saudade)

Carlos Ivan Vieira de Melo era do sagrado e do profano. Criou via sua arte os célebres andores de Olinda fazendo atualmente o dos Passos da Marim dos Caetés, durante 35 anos arquitetou os andores de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade do Recife. Em 1972 criou a festa (Olinda no tempo das sinhazinhas) revivendo o passado da Cidade, o evento chegou até ao guia turístico brasileiro. Foi fundador do Colégio de São Bento de Olinda, na época era Ginásio de São Bento da Restauração Pernambucana. Criou a logomarca do Colégio Estadual de Olinda e a sua primeira bandeira pintada à mão. Dirigiu por muito tempo o cerimonial do Palácio dos Governadores e era membro da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda.

Carlos Ivan e seu amigo Paulo Teles (Foto: Face)

Sua maior honra como olindense foi ter recebido do poder legislativo de Olinda em 2008 a Medalha Aloísio Magalhães, indicada na época pelo vereador Carlos Alberto Regueira de Castro e Silva. E encerro com Saudade de Aldemar Paiva: “Saudade, é isso que a gente sente / Saudade, é feita que faz a gente / Alguém que partiu / Alguém que morreu/ Alguém que  coração não esqueceu / Podem tocar os clarins / As notas do prazer e da exaltação / Podem passar arlequins / Pierrôs e colombinas no salão / Podem dançar e cantar / Não levam não, / A saudade do meu coração”.

Uma Carreata Estrondosa

Um mar verde e amarelo desfilando na Avenida Boa Viagem (Foto: Face)

Os brasileiros, domingo, deram uma prova de que o povo não está querendo ver o país continuar nesta situação. Nas grandes cidades saímos à rua para protestar, contra o Lockdown, contra o STF, contra os políticos que formaram um bloco de ditadores. O povo enfrentou a policia em alguns estados, e a Covid-19 para mostrar que não podemos ficar refém da esquerda. Foi emocionante respirar a coragem dos idosos, segurando uma bandeira do Brasil e gritar “nosso país jamais será vermelho”. Na verdade tudo isso que estamos fazendo é pelo Brasil. É atmosfera de liberdade que tocou no nosso coração.

Pelo Brasil ninguém foge à luta (Foto: Face)

Todos juntos pelo Brasil livre (Foto: Face)

E encerro pinçando o Hino da Independência: “Já podeis, da Pátria filhos / Ver contente a mãe gentil / Já raiou a liberdade / No horizonte do Brasil / Já raiou a liberdade / Já raiou a liberdade / No horizonte do Brasil / Brava gente brasileira! / Longe vá, temor servil / Ou ficar a pátria livre / Ou morrer pelo Brasil / Ou ficar a pátria livre / Ou morrer pelo Brasil”. E agora um pouco do Hino do Exército: “A paz queremos com fervor, / A guerra só nos causa dor / Porém, se a Pátria amada / For um dia ultrajada / Lutaremos sem temor / A paz queremos com fervor, / A guerra só nos causa dor / Porém, se a Pátria amada / For um dia ultrajada / Lutaremos sem temor”.

Olha a Avenida Boa Viagem como ficou e Giovanni Pontes estava lá com seu recado (Fotos: Face)

 

De Volta para o Passado

Há 110 anos, o prefeito do Recife Archimedes de Oliveira, lançava o I Congresso Carnavalesco de Pernambuco, encaminhando à câmara o projeto. Prêmios para os melhores que se exibirem durante o Carnaval.

Há 105 anos, nascia em São Paulo, o atleta Tim (Elba de Pádua Lima), que morreu no dia 7 de julho de 1984.

Há 85 anos, nascia na Paraíba, a psicóloga e poetisa Esther Sterenberg, que morreu no dia 20 de dezembro de 2016.

Há 56 anos, se casavam na Igreja das Graças, Carmem Valença Ferreira e Marcello Araujo Costa.

Há 45 anos, o secretário Sérgio Higino proibia o mela-mela no carnaval.

Há 45 anos, saia pela primeira vez da Livro 7, o bloco Nóis Sofre mas Nóis Goza, comandado por Tarcisio Pereira (1948/2021).