Fernando Machado

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Baile Municipal de 1976

Jesus Henrique com Sonhar com Rei da Leão e Marlene Paiva com Pompa e Circunstância (Fotos: Manchete)

Há 45 anos, acontecia no Português, o maravilhoso Baile Municipal de 1976, coordenado pela primeira dama Geralda Farias. Vieram os atores Paulo Gracindo, Carlos Alberto, Denis Carvalho, José Augusto Branco, Milton Gonçalves, Luiz Armando Queiroz, Sandra Barsotti, Aracy Balabanian, Vera Gimenez, Leila Crespi, Rose di Primo e Jece Valadão, a cronista Danusa Leão, o relações publicas Zacharias do Rego Monteiro, a promoter Loretta e a socialite carioca Maria Eudóxia Cunha Bueno.

Almir da Paixão com Velhos Carnavais (Fotos: Manchete)

Para as danças tocaram as Orquestras Nelson Ferreira e José Menezes. A apresentação foi de Aldemar Paiva. No concurso de Fantasia Categoria Pernambucana ganhou Almir da Paixão com Ressurreição do Carnaval, Prêmio Cidade do Recife foi para Jaime Melo com Dança Guerreira. Em Originalidade feminina venceu Ivete Garrido com Maria do Pátio de São Pedro e no 2º lugar ficou Pinah Maria de Fátima Ferreira com Filha de Netuno. Em originalidade Masculina venceu Darley Frazão com Trovador do Rei Balduino.

Isabela Dantas com Teia do Amor e Isidoro Santos com Homenagem a Zacarias (Fotos: Manchete)

Na categoria Luxo Feminino venceu Isabela Dantas com Teia do Amor e no luxo Masculino venceu Isidoro Santos Homenagem a Zacharias, em 2º lugar ficou Jesus Henrique com Sonhar com Rei dá Leão e no 3º lugar Danton Jardim com Ifar, o pássaro divino. Tivemos um Hors Concours para Mucio Catão com O Carrossel da Vida. Um Prêmio Especial para Marlene Paiva com Pompa e Circunstância e o vestido mais bonito foi o da senhora Anginha Hazin.

Carnaval e Música Inesquecíveis (Último)

A executiva Geralda Farias que foi responsável pelos mais bonitos bailes municipais do Recife, quando era a primeira dama da cidade, englobou todos os do Clube Internacional, onde as orquestras tocavam magnificamente os frevos de Levino Ferreira e os foliões dançavam até a madrugada, ao som de Última Hora. A sua música inesquecível é Máscara Negra de Zé Keti e a mais triste É de Fazer Chorar de Luiz Bandeira que diz “É de fazer chorar / Quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar / Oh quarta feira ingrata / Chega tão depressa / Só pra contrariar / Quem é de fato um bom pernambucano / Espera um ano e se mete na brincadeira / Esquece tudo quando cai no frevo / E no melhor da festa chega a quarta feira”. Ouça É de Fazer Chorar  https://www.letras.mus.br/luiz-bandeira/e-de-fazer-chorar/

Geralda Farias e sua filha Marcelle (Foto: Fernando Machado)

O historiador e jornalista Leonardo Dantas Silva explica que o melhor Carnaval de sua vida foi aquele que o Jornal do Commercio o encarregou para escrever a matéria sobre todo Carnaval para a edição de quarta-feira de cinzas. E sua música inesquecível é o frevo Último Dia de Levino Ferreira, “tanto que a escolhi para abertura do Frevança de 1979, que coordenei”, completou Leonardo Dantas. Ouçam o Último Dia  https://www.facebook.com/socarnavaldeolinda1/videos/1766996643570641

Leonardo Dantas Silva e Capiba (Foto: Divulgação)

O cerimonialista e jornalista Wilton Condé recorda com saudades dos Carnavais do Lança Perfume Rodouro e do Corso na Semana Pré Carnavalesca (a bordo de um Jipe com amigos circulando pelas Ruas da Concórdia, Nova, Imperatriz, Manoel Borba, Avenida Conde da Boa Vista, Ponte Duarte Coelho e Avenida Guararapes). Seus carnavais inesquecíveis foram os do tempo dos tablados nas esquinas das Ruas Nova e Palma com orquestra de Frevo para os foliões pularem o frevo rasgado. Idem na Pracinha do Diário.

Wilton Condé relembra seus carnavais (Foto: Fernando Machado)

No Cabanga com a prévia Preto e Branco, o primeiro da temporada Carnavalesca. Do Bal Masqué só para sócios e convidados especiais. Minhas musicas preferidas são os frevos de Nelson Ferreira, de Capiba, de Ademir Araújo, de Guedes Peixoto, de Duda e de Clovis Pereira. E especialmente o Último Dia de Levino Ferreira.

I Baile do Caboclinho

Há 45 anos, acontecia no Clube Português do Recife, promovido pelo Diário de Pernambuco, o primeiro e único Baile do Caboclinho. A comissão julgadora foi presidida pelo colunista social carioca Fernando Zerlottini. Tivemos desfile de fantasias nas categorias pernambucana, originalidade (masculino e feminino) e luxo (masculino e feminino).

Almir da Paixão e a sua Arunaçu da Tribo Carajá (Foto: Divulgação)

No desfile da categoria Pernambucana venceu Almir da Paixão com o Grande Chefe Arunaçu de Tribo Carajá e no 2º lugar ficou Jaime Melo com Omulu de Umbanda. Em originalidade feminino venceu Hailye Bergamasco com Por quem os Sinos Dobram e na masculino venceu Isidoro Santos com Feiticeiro do Lago dos Cisnes.

Jesus Henrique e a Ressurreição de Ataualpa (Foto: Divulgação)

Na categoria Luxo feminino venceu Judite Bueno com O Sol de Kilimanjaro e na de Luxo Masculino o vitorioso foi Jesus Henrique com Ressurreição de Ataualpa. Também tivemos um Hors Concours para Mucio Catão com Navio Fantasma.

I Baile Municipal do Recife

Vista de decoração de Lula Cardoso Ayres (Foto: Fundaj)

Há 60 anos, acontecia no Clube Internacional, o I Baile Municipal do Recife. A ideia da prévia partiu do secretário de Imprensa da Prefeitura Alexandrino Rocha com o objetivo de disputar com o Baile do Galo, que era realizado no Clube Português de Salvador, e que as revistas O Cruzeiro e Manchete, davam o maior destaque. O então prefeito do Recife, Miguel Arraes, ficou meio receoso com a ideia, mas aceitou o desafio desde que fosse para divulgar o frevo. A prévia, a rigor, resultou num sucesso colossal com a participação do nosso high society.

Ana Maria Ramiro Costa Caldas como Rainha Elizabeth I (Foto: Manchete)

O anfitrião do Baile foi o vice-prefeito Arthur Lima Cavalcanti, que na ocasião lançou em parceria com Maximiliano Campos, o frevo Serpentina Partida. O motivo da ausência de Miguel Arraes ao evento foi a doença da primeira-dama Célia Arraes, née Souza Leão (1924/1961). Uma presença linda foi a da Rainha do Carnaval, Zayra Pimentel de baiana. A decoração do Baile foi assinada pelo notável artista plástico Lula Cardoso Ayres e para as danças tocou a inesquecível orquestra de Nelson Ferreira.

A Rainha do Carnaval Zayra Pimentel, com as atrizes Lourdes de Oliveira e Lea Garcia (Foto: Manchete)

Tivemos um concurso de fantasias e a mais rica foi a Rainha Elizabeth I desfilada por Ana Maria Ramiro Costa Caldas confeccionada pelo seu irmão Marcelo Costa Caldas. O segundo lugar ficou com Mirna Botelho vestida de Princesa de Bagdá. Em originalidade ficou o grupo Canibais Guerreiros. Vieram para o Baile Municipal, no I Vôo do Frevo, do Rio de Janeiro, com o apoio da Vasp: Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, José Condé, Vinicius de Moraes, Nora Nei, Marlene, Jorge Goulart, Luiz Delfino, Lea Garcia, Zélia Hoffman, Lourdes de Oliveira e Tônia Carreiro.

A atriz Tonia Carrero homenageou o frevo (Foto: Mundo Ilustrado)