Fernando Machado

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Morre Ruddy, a Maravilhosa

Ruddy Pinho (Foto: Face)

Ruddy Pinho, a Maravilhosa, morreu quinta-feira, no Rio de Janeiro. A cabeleireira trans nasceu em Minas Gerais no dia 31 de janeiro de 1944. Nos anos 70 e 80 ela reinava na Cidade Maravilhosa. Seu salão é ponto de encontro de muitas artistas e colunáveis. Incursionou no mundo das drogas, teve depressão e fez analise. Seguiu até a Europa, e na Dinamarca fez a cirurgia de mudança de sexo. Optou pelo nome de Ruddy porque seu avô chamava-se Ulisses Rudolf e para homenagear o bailarino Rudolf Nureyev. Publicou nove livros e atuou em três filmes. Chegou a tentar uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas obteve sucesso.

Ruddy Pinho e o filho Ivan (Foto: Face)

Ruddy participou de três filmes, entre eles Navalha na Carne, de Neville de Almeida, ao lado de Vera Fischer. Seu último trabalho como atriz foi na peça Divinas Divas, com Jane di Castro e Rogéria. Era fã de Carmen Miranda, durante o Carnaval se fantasiava de baiana em sua homenagem. Marilyn Monroe fazia também parte do seu mundo. Ruddy estava casada há três anos com Risonildo Silva e tem um filho, Ivan, atualmente com 43 anos, que o adotou quando tinha seis dias de nascido. Ele é policial civil, casado com Renata e tem uma filha Maria Fernanda de 8 anos e mora em Rondônia. Ruddy causou muito rebu no Rio.

Rudy Pinho no da carreira de coiffeur (Foto: Manchete)

Martha Vasconcellos vence o Miss Universo de 1968

A foto oficial das candidatas (Foto:  O Cruzeiro)

Hoje faz 52 anos, que a baiana Martha Maria Cordeiro Vasconcellos, representando o Brasil, era eleita no Miami Beach Auditorium, na Flórida, Miss Universo de 1968. Quando o apresentador   Bob Baker anunciou o resultado Martha tomou um susto, pois não estava acreditando. Martha, que foi a segunda brasileira vencer o concurso, disputou o titulo com mais 65 candidatas. A produção do concurso colocou a Bossa Nova como tema central e as candidatas no palco cantaram em português Mas que Nada, de Jorge BenMartha foi coroada pela Miss Universo de 1967, a norte-americana Sylvia Hitchcock.

As 15 semifinalistas (Foto: O Cruzeiro)

A comissão julgadora foi composta pelo jornalista japonês Hideo Den, pela embaixatriz da Guiana nos Estados Unidos Sara Carter, pelo fotografo canadense Yousuf Karsh, pelo o coordenador do concurso de Miss Brasil Cid Varela, pela Miss Universo de 1954 Miriam Stevenson Upton, pelo o jornalista norte-americano Earl Wilson, pelo publicitário venezuelano Edwin Acosta Rubio, pela atriz israelense Orna Porat e pelo o artista plástico sino-americano Dong Kingman. Depois dos desfiles de traje típico e de noite saiu o Top 15, que desfilaram de maiô.

O desfile de trajes típicos (Foto: Manchete)

No Top 15 ficaram Martha Vasconcellos (Brasil), Nancy Wilson (Canadá), Danae Monserrat(Chile), Anne Marie Braafheid (Curaçao), Dorothy Anstett (Estados Unidos), Leena Brusin (Finlândia), Elizabeth Cadren (França), Miranta Zafiropoulou (Grécia), Jennifer Summers (Inglaterra), Miriam Fridman (Israel), Daliborka Stojsic (Iugoslávia), Tone Knaran (Noruega), Anne Marie Hellqvist(Suécia), Apantree Prayutsenee (Tailandia) e Peggy Arenas (Venezuela).

Bob Baker entrevistando Martha by Gerson e ela de maiô Catalina (Fotos: O Cruzeiro)

Na seqüência foram chamadas as cinco finalistas Dorothy Anstett, dos Estados Unidos, em quinto lugar; Peggy Arenas, da Venezuela, em quarto lugar; Leena Brusin, da Finlândia em terceiro lugar; Anne Marie Braafheid, de Curaçao em segundo e Martha Vasconcellos do Brasil, em primeiro lugar. Também tivemos Yasuyo Iino, do Japão, como Miss Simpatia; Daliborka Stojsic, da Iugoslávia, como Miss Fotogenia e Luz Elena Restrepo, da Colômbia, como o melhor traje típico. Miss Curaçao, Anne Marie Braafheid, quebrou um tabu e primeira vez uma negra chegava ao Top 5.

Peggy, Anne, Martha, Leena e Dorothy, as cinco finalistas (Foto: Manchete)

Participaram do concurso: Monica Fairel (África do Sul), Lilian Atterrer (Alemanha), Maria Del Carmen Vidal (Argentina), Sandra Croes (Aruba), Lauren Jones (Austrália), Brigitte Kruger (Áustria), Brenda Fountain (Bahamas), Sonia Commen (Bélgica), Victoria Martin (Bermudas), Roxana Chávez (Bolivia), Ilse de Jong (Bonaire), Martha Vasconcellos (Brasil), Nancy Wilson  (Canadá), Sheila Jayatilleke (Sri Lanka), Danae Monserrat Sala Sarradell (Chile), Yasmin Saif (Cingapura), Luz Elena Gonzalez (Colômbia), Elizabeth Tavares (Congo), Kim Yoonjung (Coreia do Sul), Ana Maria Rivera (Costa Rica), Anne Marie Braafheid (Curaçao), Gitte Broge (Dinamarca).

Miss Curaçao, Anne Marie Braafheid, de maiô, traje de noite e maiô (Foto: O Cruzeiro)

Também Priscila Gonzalez (Equador), Helen Davidson (Escócia), Yolanda Urquijo (Espanha), Dorothy Catherine Anstett (Estados Unidos), Rosario Zaragoza (Filipinas), Leena Brusin   (Finlandia), Elizabeth Cadren (França), Miranta Zafiropoulou (Grécia), Arlene Chaco (Guam), Claudie Paquin (Haiti), Nathalie Heyl (Holanda), Nora Guillén (Honduras), Tammy Yan-Yan (Hong Kong), Sadie Sargeant (Ilhas Virgens), Anjum  Barg (India), Jennifer Summers (Inglaterra), Tiffany Scales (Irlanda), Helen Knuttsdóttir (Islandia), Miriam Fridman (Israel),  Cristina Businari (Itália), Daliborka Stojsic (Iugoslavia), Marjorie Bronfield (Jamaica).

Dorothy Anstett, Leena Brusin e Peggy Arenas (Fotos: O Cruzeiro)

Ainda Yasuyo Iino (Japão), Sonia Faris (Líbano), Lucienne Krier (Luxemburgo), Maznah Ali (Malásia), Kathleen Farrugia (Malta), Perla Muñoz (México), Margine Morales (Nicarágua), Tone Knaran(Noruega), Christine Antunovic (Nova Zelândia), Sachie Kawamitsu (Okinawa), Judith Radford (Pais de Gales), Maria Brambilla (Peru), Marylene Carrasquillo (Porto Rico), Ana Maria Perez (Republica Dominicana), Anne Marie Hellqvist (Suécia), Jeannette Biffiger (Suiça), Apantree Prayutsenee(Tailandia), Rekaia Dekhil (Tunisia), Zumal Aktan (Turquia), Graciela Minarrieta (Uruguai) e Peggy Arenas (Venezuela).

O grito de espanto de Martha ao ser anunciada Miss Universo de 1968 (Foto: O Cruzeiro)

Emilia Correa Lima vence o Miss Brasil de 1955

Ingrid Schmidt, Annete Stone, Emilia, Ethel Chiaroni e Gilda Medeiros (Foto: O Cruzeiro)

Ingrid, Annete, Marta Rocha, Martha Rocha, Emlia Correia Lima, Ethel Chiaroni e Gilda Medeiros (Foto: O Cruzeiro)

Hoje, faz 65 anos que acontecia o Miss Brasil de 1955, realizado no Hotel Quitandinha em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A Miss Brasil de 1954, a baiana Martha Rocha, coroou a sua sucessora ao Emília Correa Lima, do Ceará, que nos representou no concurso de Miss Universo de 1955, realizado em Long Beach, na Califórnia, Estados Unidos. Os apresentadores foram Paulo Porto e Lourdes Mayer. Participaram do concurso 19 candidatas.

Alagoas, Bertini Mota e Amazonas, Annete Stone (Fotos: O Cruzeiro)

Bahia, Eunice Dias e Distrito Federal, Elvira Wilberg (Fotos: O Cruzeiro)

O resultado final ficou assim A Miss Brasil de 1955, Emília Correa Lima do Ceará, em grande noite num modelo azul. No 2º lugar empatadas Annete Stone do Amazonas, Ingrid Schmidt do Estado Rio (que usou um dos vestidos mais bonitos da noite), Ethel Chiaroni de São Paulo, e no terceiro lugar ficou Maria Gilda de Medeiros do Pará.

Espirito Santo, Joselina Cyprianno e Estado do Rio, Ingrid Schmidt (Fotos: O Cruzeiro)

Goiás Adellyt Vieira da Silva e Maranhão Simei Ribeiro Bílio (Fotos: O Cruzeiro)

O júri foi formado pelo presidente o presidente da ABI Herbert Moses, a sociliate Tereza de Souza Campos, Ministro Cândido Mota Filho, Francisco Olímpio de Oliveira da Cinzano, acadêmico Austregésilo de Athayde, João Calmon dos Diários Associados, Antônio Accioly Neto de O Cruzeiro, o escultor Leão Veloso, crítico teatral Bricio de Abreu, Romeu Buomínio do Leite de Rosas, Fábio Ramos e Edgard Prado da Distribuidora Brasileira de Filmes, Guilherme Figueiredo dos Tecidos Corcovados, Alfredo Brum dos maiôs Catalina e o senador Auro Moura Andrade.

Mato Grosso, Zuleida Assaí e Minas Gerais, Aparecida Benz (Fotos: O Cruzeiro)

Pará, Gilda Medeiros e Paraíba, Bernadete Silva (Fotos: O Cruzeiro)

Participaram do concurso Bertini Mota (Alagoas), Annete Stone (Amazonas), Maria Eunice Dias (Bahia), Emilia Correia Lima (Ceará), Elvira da Veiga Wilberg (Distrito Federal), Joselina Cyprianno (Espírito Santo), Ingrid Schmidt (Estado Rio), Adellyt Vieira da Silva (Goiás), Simei Ribeiro Bílio (Maranhão), Zuleida Assaí de Mello (Mato Grosso).

Paraná, Wilma Soxxi e Pernambuco, Alba Souza Leão Carneiro (Fotos: O Cruzeiro)

Rio Grande do Norte, Maria José Varela e Rio Grande do Sul, Rosa Alamon (Fotos: O Cruzeiro)

Ainda disputaram o titulo Maria Aparecida Benz (Minas Gerais), Maria Gilda Rodrigues Medeiros (Pará), Maria Bernadete Silva (Paraíba), Wilma Sozzi (Paraná), Alba Souza Leão Carneiro (Pernambuco), Maria José Varela (Rio Grande do Norte), Rosa Lucia Alamon (Rio Grande do Sul), Maria Heusi (Santa Catarina) e Ethel Chiaroni (São Paulo).

Santa Catarina, Maria Heusi e São Paulo, Ethel Chiaroni (Fotos: O Cruzeiro)

Miss Brasil-Europa de 2020

A baiana Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, que está em Lisboa, convidada do concurso Miss Brasil-Europa, que acontece hoje, no Casino Estoril e tem como tema o combate à violência contra a mulher. Participam do evento 18 brasileiras e filhas de brasileiros que vivem no Velho Continente. Ontem, Martha foi recebida na Embaixada do Brasil pelo titular Luiz Alberto Figueiredo Machado e pelo adido cultural Igor Trabuco Bandeira.

Martha Vasconcellos e Roberto Macedo em Portugal (Foto: Instagram)

Ali, fez uma palestra sobre a sua experiência como psicóloga em Boston, EUA, trabalhando quase uma década com mulheres vítimas de violência doméstica. O Miss Brasil-Europa é organizado por Márcia Damasceno e Ana Paula Schwartz e as candidatas usarão trajes de noite do estilista baiano Elcimar Badu. Com Martha, viajou o jornalista Roberto Macedo, que também fará parte do júri no concurso e profere palestra sobre A importância dos concursos de beleza para o fortalecimento do papel da mulher na sociedade.

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