Fernando Machado

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Nos bastidores da Política

A natação paralímpica brasileira consolidou na Ilha da Madeira, em Portugal, um rito de passagem. Oficialmente, a modalidade saltou de uma era em que super atletas concentravam muitas medalhas para uma fase em que o país conta com um time forte e consistente, capaz de subir ao pódio em diversas classes, seja no masculino ou no feminino. No Mundial encerrado sábado, o primeiro sem a presença do multimedalhista Daniel Dias no elenco, o Brasil conquistou o melhor resultado de sua história. Foram 53 medalhas e a terceira colocação geral.  Ao todo, foram 19 ouros, 10 pratas e 24 bronzes.

Levando em conta provas individuais e revezamentos, 26 dos 29 atletas subiram ao pódio (89% dos atletas). O evento reuniu cerca de 500 atletas de 59 países. À frente do Brasil no quadro oficial de medalhas, apenas a Itália, com 27 ouros, 24 pratas e 13 bronzes (64 no total), além de Estados Unidos, com 24 ouros, nove pratas e sete bronzes (40). Na contabilidade por total de medalhas, o Brasil ficou em segundo. Antes, o melhor resultado do país em número de ouros tinha sido em 2017, no México, quando o Brasil obteve 18. No quantitativo, a melhor competição registrada era em Montreal, no Canadá, em 2013, com 26 pódios.

Nos Bastidores da Política

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, receberam segunda-feira atletas brasileiros que conquistaram medalhas nas Surdolimpíadas. O evento, realizado em Caxias do Sul (RS) entre os dias 1 e 15 de maio, reuniu mais de cinco mil atletas, de 77 países, e o Brasil registrou o maior número de conquistas de sua história. Foram seis medalhas, todas de bronze.

Uma foto oficial do presidente, da primeira dama e o ministro com os altetas (Foto: Divulgação)

Essa foi a sétima participação do Brasil no evento destinado a atletas surdos. As duas medalhas no judô (com Rômulo Crispim e Alexandre Fernandes), as duas na natação (ambas com Guilherme Maia), e as conquistas no futebol e no handebol feminino fizeram com que o país superasse em termos quantitativos a campanha de Samsun, na Turquia, em 2017. Naquele ano, foram cinco medalhas, sendo um ouro de Guilherme Maia (200m livre) e quatro bronzes.

Abertura da Surdolimpíada

A abertura da Surdolimpíada em São José dos Campos promoveu uma inversão simbólica e conceitual da hierarquia linguística. Os cerca de 740 atletas presentes no ginásio Teatrão, na Vila Industrial da cidade paulista, vivenciaram um momento de protagonismo da língua de sinais em suas versões brasileira e internacional. Em vez da fórmula habitualmente imposta aos surdos, em que ouvintes falam em português e uma intérprete traduz na sequência para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), o evento foi conduzido em Libras e na língua de sinais internacional e, depois, adaptado ao português. A perspectiva trouxe para o primeiro plano os surdo atletas de 18 Unidades Federativas.

A primeira dama do Brasil, Michelle Bolsonaro é a madrinha do para desporto para surdos (Foto: PR)

Outros dois momentos deram evidência à língua de sinais: o Hino Nacional foi interpretado em Libras no palco, acompanhado nos gestos por dezenas de atletas na arquibancada. Houve ainda a apresentação de um grupo de 27 alunos, entre surdos e ouvintes, da Escola Municipal Maria Aparecida dos Santos Ronconi. A performance retratou a trajetória de luta e reconhecimento da língua de sinais. A escola é referência na área em São José dos Campos. As competições em 15 modalidades mobilizam 11 instalações esportivas do município paulista de sábado até hoje. O evento tem suporte de R$ 1,2 milhão do Governo Federal, com R$ 800 mil do orçamento da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania e o restante em emendas parlamentares.

Anotações do Cotidiano

Com o avanço da vacinação e a retomada das atividades esportivas, a TIM vem reforçando seu apoio a algumas ações sociais no Estado. Este mês, a operadora está patrocinando o Duelo das Estrelas, com foco na inclusão por meio do esporte. O projeto, criado pelo Instituto de Desenvolvimento Social, tem como meta viabilizar oficinas e escolinhas gratuitas de futevôlei para alunos de escolas da rede estadual de ensino e crianças de áreas mais vulneráveis da cidade. As aulas acontecem no Parque e Centro Esportivo Santos Dummont até 5 de dezembro. A iniciativa também prevê competições como a Copa Pernambuco de Futevôlei, o Campeonato Misto de Futevôlei e o duelo entre atletas pernambucanos e de outros Estados do Nordeste. O evento é aberto ao público. Informa a gerente de Trade Marketing da TIM Nordeste, Nathalia Cimi.

Zé Roberto e Ney Silva (Foto: Fernando Veras)

Movimentando o cenário esportivo, o Desafio 1×1 promete uma edição histórica no Geraldão, amanhã e quarta-feira. O novo nome confirmado da competição é o ex-jogador profissional Zé Roberto, que está no Recife desde o dia 22 de novembro para encontrar com o digital influencer Ney Silva. Zé Roberto está aposentado desde 2007 dos campos, após 23 anos de carreira. Entre as grandes conquistas estão: os títulos de campeão da Champions League com o Real Madrid, em 1998, campeão espanhol em 1997 e tetracampeão da Bundesliga com o Bayern de Munique. Já no Brasil, o ex-jogador foi campeão do Campeonato Brasileiro em 2016 e da Copa do Brasil em 2015, com o Palmeiras. Sobre o Desafio 1×1, Zé Roberto participará contra os jogadores com idades acima de 40 anos. A disputa será pelo Cinturão Lendários.