Fernando Machado

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Passagem de comando do CMNE

Os pássaros não quiseram gorjear nem exibir sua sinfonia, sexta-feira pela manhã, durante a passagem de comando do CMNE, naquele santuário que é o Quartel General do Comando Militar do Nordeste. No céu nenhum deles voava. Pareciam que estavam solidários às vitimas da chacina de Realengo, no Rio de Janeiro. As chuvas teimavam em cair, mas o sol não deixava. No espelho de água, que fica na entrada do prédio principal, os peixes alheios a tudo e a todos dançavam como verdadeiros bailarinos aquáticos.

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O pelotão da Caatinga desfila diante das autoridades (Foto: Antônio Pedro)

Naquele espaço deslumbrante, da Mata Atlântica, onde repousam árvores imponentes e bem cuidadas, assim como alguns animais em extinção foi o cenário para a cerimônia. A Banda de Música do CMNE apenas executou os toques regulamentares, tendo em vista ao decreto da presidente Dilma Rousseff, concedendo três dias de luto, pela a chacina na escola do Rio de Janeiro. Apenas cornetas, clarins e bombos deram o tom. Nem o Hino Nacional foi executado em respeito às vitimas.

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General Salvador à côté Janeth ao lado do general Enzo e o ministro Nelson Jobim (Foto: Fernando Machado)

Às 10h55 as autoridades militares e civis, à frente o Ministro da Defesa Nelson Jobim, se deslocaram para o palanque. Coube ao comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, presidir a cerimônia de transmissão de cargo do general Américo Salvador de Oliveira para o general Odilson Sampaio Benzi. Então o mestre de cerimônias Cícero Moraes, avisou que estava entrando no pátio a tropa formada por vários pelotões. Entre eles os da Guarda-Bandeira (composta da bandeira nacional e dos estandartes históricos do EB e do CMNE) e do Grupamento de Bandeiras históricas.

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General Odilson e Dayse Benzi, Larry e Francisca Almeida com Pedro Mota (Foto: Fernando Machado)

Não esquecer o 4º Batalhão de Polícia do Exercito, o 4º Batalhão de Comunicações, o 14º Batalhão de Infantaria Motorizado (representando o destacamento da Força Guararapes, as missões de Forças de Paz e as tropas da Caatinga do CMNE), ainda o Grupamento Misto composto pela Companhia de Comando do CMNE, CPOR e Colégio Militar do Recife. Coube ao coronel José Antônio Sá apresentar a tropa para as autoridades.

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General Américo Salvador de Oliveira discursando (Foto: Antônio Pedro)

Na sequencia tivemos as palavras de despedidas do general Salvador. O discurso dele foi muito bonito. Começou citando um trecho do hino à Guararapes, de autoria do coronel William da Rocha que diz: “Fusão de raças, forte semente, em Guararapes pujante surgiu, a presença nacional no continente. É a Força Terrestre do Brasil”. Também lembrou o mestre Gilberto Freyre aquele que se refere à Batalha dos Guararapes: “Escreveu-se a sangue o endereço do Brasil.” Então o general enfatizou orgulhosamente que o “endereço original do CMNE não é a zona militar do Norte, nem o IV Exercito, mas sim o vitorioso Exército Patriota de 19 de abril de 1648.”

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As senhoras Sandra Melo, Janeth Salvador de Oliveira e Rose Blanc (Foto: Fernando Machado)

O brilhante oficial que passava as funções não se esqueceu de agradecer a Deus e a família, a mulher Janeth, os filhos Caíque e Carolina, pela força que deram para o sucesso de sua carreira. Depois foi lida a nomeação do general Benzi e na seqüência aconteceu a transmissão do cargo. O general Enzo, acompanhado dos comandantes sucedido e sucessor ocuparam o local nos supedâneos voltados para a Bandeira Nacional, onde aconteceu o evento de transmissão. E encerrando o evento ele agradeceu aos convidados e os chamou para o coquetel, dos mais elogiados, que aconteceu no pátio interno do QG, no Curado.

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