Fernando Machado

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Parabéns, Mariza Johnson!

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Elyanna Caldas e Mariza Johnson (Foto: Fernando Machado)

O Teatro de Santa Isabel, projetado pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, no estilo neoclássico, representou a obra de maior vulto no projeto de modernização do Recife, idealizado pelo governador Francisco do Rego Barros (Conde da Boa Vista). Foi inaugurado em 18 de maio de 1850, com o drama O Pajem D’Aljubarrota, de Mendes Leal, escritor português dos mais encenados na primeira metade do século. Sofreu um grande incêndio em 19 de setembro de 1869 e foi reinaugurado em 16 de dezembro de 1876, com a Ópera Baile de Máscaras, de Verdi.

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Alaide Rodrigues, Alexande Lemos e Lulu Aguiar (Foto: Fernando Machado)

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Anita Ramalho, Neneu Liberalquino e a Orquestra de Violoncelos (Foto: Fernando Machado)

O Santa Isabel, o mais belo teatro do Império, já se recebeu nomes como Arthur Rubinstein, Isaac Stern, Villa-Lobos, Tito Schipa, Bidu Sayão, Italia Fausta, Arthur Moreira Lima, Magdalena Tagliaferro, José Iturbi, Isadora Duncan, Josephine Baker, Margot Fonteyn, George Sandor, Jacques Klein. Pois bem, foi nesse palco, onde se respira história e que história, que aconteceu o recital pelos 80 anos da violoncelista pernambucana Mariza Johnson.

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Antônio Silva (Foto: Fernando Machado)

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Danielle e Filipe Johnson (Foto: Fernando Machado)

O cenário do palco da casa em homenagem a Princesa Isabel, que estava simples, mas muito original e bonito, foi grifado por Djalma Junior. O mestre de cerimônia foi o pianista Deneil Laranjeira. A primeira a entrar nele foi a homenageada que apresentou a suíte para violencelo nº 1, de Bach (1685/1750). Na sequencia veio a pianista Elyanna Caldas que tocou O Cisne de Saint-Säens (1935/1921). Depois o pianista Fernando Müller que executou Canção para Mariza, composta pelo marido da aniversariante, Benny Wolkoff (1921/1995).

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Neneu Liberalquino regendo a Orquestra de Violoncelos (Foto: Fernando Machado)

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O clã Johnson Olga, Iris, Narelly, Mariza, Regina e Wilma (Foto: Fernando Machado)

Também tivemos Deneil Laranjeira ao piano apresentando Valsinha de Chico Buarque de Holanda, o maestro e violonista Nenéu Liberalquino tocando Vou Vivendo de Pixinguinha (1897/1973). Tivemos um intervalo e aconteceu a parte mais emocionante, com uma orquestra de violoncelos formada dos seus alunos: Antonio Almeida, Diego Dias, Fabiano Menezes, Fernando Junior, Gabriel David, Jader Santos, João Carlos, Pedro Huff, Pierre Gonçalves, Jalvanez Guedes, Amanda Lopes, Diana Oliveira, Herlane Franciele, Rozilda Vasconcelos e Valquiria Janie.

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Rodrigo Diniz e Elyanna Caldas (Foto: Fernando Machado)

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Vera Portela e César Barros (Foto: Fernando Machado)

A Orquestra, regida pelo maestro Nenéu Liberalquino, acompanhou a soprano Anita Ramalho, nas Bachianas Brasileira Nº 5 de Heitor Villa-Lobos (1887/1959). Antes tivemos Tudo Caravana, um frevo, porém muito diferente dos atuais, de Alfredo Gama (1867/1932) e A Dama do arco de Deneil Laranjeiras. Quero agradecer a Mila Portela e Antônio Silva, por terem facilitado a este cronista ter acesso para fotos e informações. E o mais importante o TSI estava lotado, com o marco da musica erudita de Pernambuco. Bravo, Mariza!

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Welder Fabiano e Pedro Portela (Foto: Fernando Machado)

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