Fernando Machado

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O show dos Caboclinhos


Tarcisio Ferreira de Melo, Francisco José da Silva e Tarciano Ferreira de Melo do Pavão Misterioso (Foto: Fernando Machado)

Sábado a Avenida Nossa Senhora do Carmo anoiteceu gloriosa e mítica. Tudo por conta do desfile dos Caboclinhos (lança e de pena). Aquelas tribos que passam o ano inteiro se preparando para enfrentar os juízes em busca de seus troféus, nos rendem devido à beleza de sua musica. Aquele barulho das flechas ressuscita nossa fé de que a história dos nossos antepassados continua viva.


Wilson Alexandre Nascimento Filho é o Porta Estandarte do Sete Flexa (Foto: Fernando Machado)

É um verdadeiro carnaval tecnicolor devido aos seus vistosos cocares coloridíssimos. Suas danças fingem atirar num hipotético inimigo, acionando sua ilusória arma de guerra. Para quem não sabem, os primeiros caboclinhos ou cabocolinhos surgiram em 1889. Sua orquestra é constituída de apenas três ou quatro instrumentos: pífano, tarol, maracá e, às vezes, um surdo.


José Cosmo é o Porta Estandartre do Kapinawá (Foto: Fernando Machado)

Na categoria Caboclinhos tivemos quatro grupos. No Grupo 1, os Caboclinhos Cahetés de Goiana e União Sete Flexas de Goiana faturam o primeiro lugar. No segundo ficou Os Carijós também de Goiana. No Grupo 2, venceu o Flecha Negra da Tribo de Truká, no segundo Tupinambá de Goiana. No Grupo Especial venceu o Caboclinho Tupã e no segundo lugar ficou o Caboclinho Kapinawa. E no Grupo de Acesso os vencedores foram Tupynae e Iraguara, ambos de Goiana.


Felipe Silva da Tribo Kapinawá (Foto: Fernando Machado)

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