Fernando Machado

Blog

Categoria Sociedade

Parabéns, Nadja Gomes Pena!

Nadja Gomes Pena, Adriana Penna Ornaghi e José dos Santos (Foto: Fernando Machado)

O casal José dos Santos movimentou quarta-feira, um almoço en petit comité, na sua bonita casa de veraneio, em Porto de Galinhas, para comemorar o aniversário de Nadja. A residência é em estilo moderno da mais autêntica escola da arquitetura pernambucana. A pérgula da piscina debruça para a areia da praia e tem uma vista linda demais. Foi ai que Nadja serviu o almoço de a gente comer de joelhos para Santo Antônio.

Vera Costa e Carlos Eduardo da Cunha Barreto (Foto: Fernando Machado)

Nadja Gomes Pena e Beth Araruna (Foto: Fernando Machado)

E quando os dos Santos recebem é saiam da frente. O cardápio foi de fazer inveja a Apicius constou de filé de agulha, camarão ao alho e óleo, medalhão de lagosta, salada de feijão, arroz branco, farofa, churrasco de picanha, moqueca de frutos do mar. E para sobremesa bolo de mandioca, bolos de chocolate e frutas. Antes de ser servido o almoço foi servido um drinque de Espumante Chandon.

 

Claudio Manoel, Beth Ithamar e José dos Santos (Foto: Fernando Machado)

Vitória Cavalcanti e Nadja Gomes Pena (Foto: Fernando Machado)

No encontro anotamos Ana e Carlos Lucena, a antiquária Vera Costa, as arquitetas Beth Araruna e Vitória Cavalcanti, os chefs Claudio Manoel e Beth Ithamar, Carlos Eduardo Cunha Barreto, Lindinalva, Maria José dos Santos, Adriana Penna Ornaghi, que veio de São Paulo para o encontro e ficará até o almoço do aniversário do pai, José dos Santos, no próximo mês.

Carlos e Ana Lucena com Maria José dos Santos (Foto: Fernando Machado)

Réquiem para Suzy Korn

Suzy num encontro do Women’s Club em 2011 (Foto: Fernando Machado)

Ontem, foi um dia muito triste para mim. Morreu uma grande amiga. Estou falando da pernambucana Suzy Korn, viúva do norte-americano Alden Korn. Era uma pessoa incapaz de ferir alguém e adorava animais. Dividia seu tempo entre o Recife e os Estados Unidos. E quando viajava para lá levava seus gatos e seus cães. Por muito tempo morou nos Montes Guararapes. Quando vendeu sua linda casa foram residir no Tennessee, onde sua filha Suzy Lee, estudava belas artes.

Suzy e Alden Korn com a filha Suzy Lee (Foto: Acervo da Família)

Depois se transferiam para a Florida. Numa das vezes que fui até Miami, eles fizeram questão de sair de Fort Lauderdale para curtir minha companhia. Foi uma tarde inesquecível. Gostavam tanto do Brasil, que não se adaptarem na terra de Lincoln e voltaram a morar no Recife e tivemos encontros sensacionais. Foi uma das fundadoras do Women’s Club of Recife. Em junho de 2013, Alden faleceu e Suzy muito só. Não esquecer que ela adorava Areia, na Paraíba, onde passou grande parte de sua infância. E assim caminha a humanidade.

Suzy Korn em noite de elegância (Foto: Acervo da Família)

As Bodas de Ametista de Suely e Ricardo

Há 48 anos, Sueli Pittigliani , filha de Augusta Belletti Pittigliani e Alberto Pittigiliani, e Ricardo Stambowsky, filho de Nieta e Mauricio Stambowsky, se casavam na Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, por sinal uma das preciosidades da arquitetura barroca do Rio de Janeiro. A noiva surgiu deslumbrante, na nave central da igreja, num modelo de Guilherme Guimarães. Detalhe: Sueli não quis véu e nem buquê. Os brincos e a pulseira de coral peau d’ange com brilhantes, foram criados pelo joalheiro Armando Garcia. A cerimônia foi conduzida pelo frei dominicano Pierre Secondi.

Frei Pierre Secondi e na outra foto Ricardo e Sueli (Fotos: Jacques Aavadis)

Ricardo estava muito elegante by Savile Row, from Londres, usou uma gravata borboleta de veludo bem Carnaby Street. A recepção aconteceu na casa dos pais do noivo, no Cosme Velho. A decoração da igreja como a da recepção foi grifada por Lucia Sabóia. Entre os padrinhos estavam o irmão do noivo Alexandre Stambowsky, Therezinha Morango Pittigliani (segunda esposa de Alberto), e a prima do noivo Suzanna de Sousa Leão. Este ano devido à pandemia, Sueli e Ricardo vão comemorar a data com um jantar petit comité, para oito pessoas.

Sueli e o pai Alberto Pittigliani e na outra foto Sueli e Ricardo (Fotos: Jacques Avadis)

Informação importante: Nieta Stambowsky é pernambucaníssima. Sua família é da aristocracia canavieira, tataraneta do Viscondes de Utinga, do Engenho Matapiruma, e bisneta de Antônia e Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti do Engenho Gaipió. Nieta por parte de pai, Urbano Pires Gonçalves da Silva, é descende Gervásio Pires, um dos lideres da Revolução Pernambucana de 1817. Os bisavôs maternos de dona Nieta são João Augusto de Sousa Leão do Rego Barros, sobrinho dos Barões de Vila Bela, de Cairá, do Conde da Boa Vista e do Barão de Ipojuca.

Therezinha Morango Pittigliani, Alexandre Stambowsky e Suzanna de Souza Leão (Foto: Jacques Avadis)

Réquiem para Dona Suçu

Uma nuvem de tristeza encobriu minha quarta-feira quando me contaram que a ex-primeira dama de Pernambuco, Maria Margarida Krause Gonçalves de Moura Cavalcanti, ou Suçu, como era carinhosamente chamada pelos mais íntimos, tinha ido bater o ponto no céu. Dona Suçu casou com o ex-governador do Amapá e de Pernambuco José Francisco de Moura Cavalcanti (1925/1994), em 15 de maio de 1945, na Igreja das Graças. A cerimônia foi conduzida pelo Padre Lamego e a noiva usou um modelo do Parque da Moda.

No casamento de Dona Suçu com Moura Cavalcanti sozinha (Fotos: Divulgação)

Dona Suçu tinha 16 sobrinhos que os presenteavam nos seus aniversários e no Natal. Adorava fazer caridade, mas no anonimato, doava paes para creches e orfanatos, despachava as receitas médicas dos pobres e doava cadeiras de roda para os necessitados. Tinha como hobby pintar com lápis de cores, livros cadernos e até telas. Sua música preferida era Carinhoso de Pixinguinha. Quando presidente da Cruzada de Ação Social coordenou quatro bailes de debutantes, nos jardins do Palácio do Campo das Princesas, eram festas lindas, com renda para as obras assistenciais da entidade.

Dona Suçu presidente da CAS (Foto: Serviço de Imprensa)

Devota de Nossa Senhora de Fátima, inclusive foi enterrada com a imagem da santa em suas mãos. Dona Suçu era muito educada, uma dama, na verdadeira acepção do termo. Ela cozinhava muito bem, e mensalmente reunia a família para almoçar com ela no seu apartamento. A deputada Priscila Krause, sua sobrinha neta, adorava degustar afelô, “que nunca comi em outro lugar”. Com a morte de Dona Suçu, aos 92 anos, a sociedade pernambucana perde um pouco da sua história. Este blog, fiel aos rituais do futebol, pede um minuto de silencio.