Fernando Machado

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Categoria Esportes

Jordan Windle um vitorioso

Jordan e o pai Jerry Windle (Foto: Acervo de JW)

O atleta Jordan Pisey Windle fez parte da delegação dos Estados Unidos para o salto ornamental nas Olímpiadas de Tóquio, mas poucos sabem que ele talvez não tivesse chegado tão longe se não fosse pelo norte-americano Jerry Windle que decidiu adotá-lo em um orfanato no Camboja quando ele tinha um ano. Jordan nasceu no dia 13 de novembro de 1998. Windle fez parte da equipe olímpica dos Estados Unidos de 2021, em Tóquio, ficou no nono lugar.

Jerry Windle e o filho Jordan (Foto: Acervo de JW)

Jerry Windle sempre desejou ser pai, mas sabia que nunca conseguiria passar pelos trâmites da adoção nos Estados Unidos, já que estava na década de 1990 e ele era um homossexual e solteiro. O pequeno Jordan estava desnutrido e lutava contra uma grave infecção, mas o homem se apaixonou por ele e o adotou. Jordan aos 16 anos voltou ao Camboja para incentivar crianças órfãs e pobres na prática do esporte, e foi recebido como um grande herói da nação.

O atleta Jordan Pisey Windle sofreu muito bulling_(Foto: Divulgação)

Gabriel Bandeira é ouro nas Olimpíadas de Tóquio

O primeiro dia da natação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio terminou com quatro brasileiros subindo ao pódio e com direito a bandeira hasteada e Hino Nacional tocado no Centro Aquático de Tóquio. O primeiro pódio do país no Japão veio com o mineiro Gabriel Geraldo, de 19 anos. Atleta da classe S2, ele disputou a prova dos 100m costas no Centro Aquático de Tóquio e faturou a prata. O ouro ficou com Alberto Abarza, do Chile, enquanto Vladimir Danilenko, do Comitê Paralímpico Russo, ganhou o bronze.

O nadador Gabriel Bandeira foi ouro (Foto: Helano Stuckert)

O paulista Gabriel Bandeira se tornou o primeiro campeão do Brasil nas Paraolimpíadas no Japão ao vencer a prova dos 100m borboleta da classe S4, para atletas com deficiência intelectual, ao levar a medalha de ouro. Reece Dunn, da Grã-Bretanha, ficou com a prata, e o australiano Benjamin Hance com o bronze. O maior atleta paraolímpico do Brasil, o nadador Daniel Dias conquistou a medalha de bronze nos 200 metros livre na classe S5. O ouro foi para o italiano Francesco Bocciardo e a prata para o espanhol Antoni Ponce Bertran. O pernambucano Phelipe Rodrigues também conquistou a medalha de bronze nos 50m livre da S10.

Viva o Bolsa Atleta

Martine Grael e Kahena Kunze (Foto: Reuters)

O Brasil conquistou 21 medalhas durante os Jogos Olímpicos de Tóquio. Na melhor campanha do País na história do evento, foram 13 modalidades diferentes, com sete ouros, seis pratas e oito bronzes, um resultado que significou a 12ª colocação no quadro de medalhas. Em 19 desses pódios, receberam medalhas competidores brasileiros bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Ao todo, são seis ouros, cinco pratas e oito bronzes com a presença de atletas contemplados pelo programa do Governo Federal, executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

Herbert da Conceição (Foto: COB)

Outro destaque foi à intensa presença feminina, com três desses seis ouros, conquistados por quatro medalhistas: Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Martine Grael e Kahena Kunze (vela) e Rebeca Andrade (ginástica artística). A campanha seria suficiente para transformar a Nação Bolsa Atleta na 15ª no quadro de medalhas, à frente de todos os países da América do Sul (com exceção do Brasil) e de países como Coreia do Sul, Noruega, Suécia, Bélgica e Jamaica (país com grande tradição nas provas de velocidade do atletismo).

Rebeca Andrade (Foto: EFE)

A delegação brasileira como um todo em Tóquio contou com 302 titulares, inscritos em 35 modalidades. Desses 302, 242 são atualmente integrantes do Bolsa Atleta, ou 80% da delegação. Se o futebol masculino, que não integra o programa, for retirado da conta, o percentual sobe para 86%. Em 19 das 35 modalidades com representantes nacionais em Tóquio, 100% dos atletas pertencem ao Bolsa Atleta. Além da seleção de futebol masculino, a outra exceção foi à prata de Rayssa Leal, no skate street. A jovem de 13 anos ainda não tem idade suficiente para integrar o programa, que é de 14 anos.

Ana Marcela Cunha (Foto: Divulgação)

Ítalo Ferreira o surfista dourado

O surfista Italo Ferreira ao superar o japonês Kanoa Igarashi se tornou o primeiro a ganhar uma medalha de ouro. E isso aconteceu, terça-feira, na Olimpíada de Tóquio. A competição aconteceu em Tsurigasaki Beach, em Chiba. Italo tem 27 anos, nasceu no dia 5 de maio de 1994, em uma família humilde, mas atualmente tem a mais bonita casa em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte. Foi um presente que ele deu aos pais Katiana e Luisinho Pereira, que continuam morando lá, já Italo mora no mundo e passeia em casa.

O surfista Ítalo Ferreira no pódio (Foto: Instagram)

Começou a surfar usando como prancha uma tampa de isopor onde seu pai, na época, pescador, guardava os peixes. Seu pai notou seu amor pelo esporte e comprou uma prancha de verdade para ele. É nessa cidade que a empresária Geralda Farias tem a Destilaria Baía Formosa. Graças a esse empreendimento a cidade cresceu. Geralda estava muito feliz pela conquista de Italo Ferreira. O surfista dourado faz um trabalho assistencial de grande alcance social em Baía Formosa. Criou um instituto para assistir crianças e idosos da terra.

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