Fernando Machado

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Categoria Carnaval

O Nosso Carnaval começa com Capiba

O boneco gigante de Capiba e Zezita Barbosa (Foto: Fernando Machado)

Ontem os salões da AABB, graças a Capiba, lembravam que era Carnaval, mas não era. O presidente do clube Euler Araújo prestou uma homenagem ao grande compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa, todavia conhecido como Capiba (1904/1997). O evento constou da inauguração de uma estatua feita pelo escultor Genésio de Iputinga, e também um pequeno show em cima dos seus sucessos.

Maestro Spok, a imagem de Capiba e Rose Paes Barreto (Foto: Fernando Machado)

O host do encontro foi o diretor social Antonio Xavier. Tivemos as falas do compositor Luiz Guimarães, do historiador Leonardo Dantas da Silva e do próprio presidente do clube. Leonardo exaltou que ao lado de Capiba curtiu mais de 30 carnavais. Não esqueceu falar dos 18 Bailes da Saudade, criado por ele e pelo jornalista Aldo Paes Barreto. Que foram maravilhosos. Inesquecíveis.

Os pastores do Bloco da Saudade (Foto: Fernando Machado)

A viúva de Capiba, Zezita Barbosa prestigiou o encontro e foi muito festejada. Depois subiram ao palco o Maestro Spok e seu quinteto que começaram cantando Serenata Suburbana. Também fez parte do repertório Recife, Cidade Lendária; De Chapéu de Sol Armado; Cala Boca Menina e Juventude Transviada. Também participaram do show o Coral Canto Livre da AABB e por fim um pequeno grupo de pastoras e pastores do Bloco da Saudade, tendo a frente a presidente Isabel Bezerra.

Euler Araujo, Carlos Eduardo Carvalho dos Santos e Luiz Felipe Moura (Foto: Fernando Machado)

E o Bloco da Saudade deu uma pequena mostra do seu esplendor. Começou cantando Evocação Nº 1, de Nelson Ferreira e depois Madeira que Cupim Não Rói, do Mestre Capiba. Ouvir o Bloco da Saudade é algo extraordinário. E pinçando um trecho de Recife, Cidade Lendária “Recife dos maracatus/ Dos tempos distantes de Pedro I / Responda o que vou pergunta / O que é feito dos teus lampiões? / Onde outrora os boêmios cantavam/ Suas lindas canções”. Não esquecer que os salões da AABB tem o nome do maior compositor de frevo pernambucano.

Leonardo Dantas, o boneco de Capiba e Luiz Guimarães (Foto: Fernando Machado)

Ângelo Castelo Branco, Francisco José e a imagem de Capiba (Foto: Fernando Machado)

II Baile Municipal do Recífe

Há 60 anos, acontecia no Clube Português, o Baile Municipal do Recife de 1962. A decoração foi de Abelardo da Hora. A comissão julgadora foi formada por Zacharias do Rego Monteiro, Marcilio Campos, Alfredo Vieira, Almeida Castro, Wilma Lima Cavalcanti, Ladjane Bandeira. O ponto alto da prévia foi o desfile de fantasia.

Evandro Castro Lima venceu com Pedro II (Foto: Reprodução da Revista do Rádio)

No luxo feminino venceu Ana Maria Ramiro Costa Caldas com a Princesa das Mil e Uma Noites by Marcelo Ramiro Costa Caldas. E no 2º lugar ficou Judite Bueno com as Neves de Kilimanjaro. No luxo masculino venceu Evandro de Castro Lima com Pedro II e no 2º lugar ficou Mucio Catão com Morte em Férias.

Ana Maria Ramiro Costa Caldas e Judite Bueno (Fotos: Reprodução da Revista do Rádio)

Em originalidade venceu Aloisio Queiroz com Feiticeiro Inca e no 2º lugar ficou Paulo Melo com o Espantalho. Em grupo venceu as Mumias com Jorge Tavares, Martins Arruda, Armando Arruda Sampaio, Rodan Silveira e Antonio Lopes Mousinho.

Bal Masqué de 1982

Há 40 anos, acontecia no Clube Internacional do Recife, o Bal Masqué. No tradicional desfile de fantasias de Máscaras venceu Silvana Gomes com O Voo do Beija Flor criada por Múcio Catão, em 2º lugar ficou Ranúsia Melo de Andrade com Deusa Guerrera da Valhal e o 3º lugar ficou com Virginia Helena com o Paraíso Azul.

Virginia Helena Gomes, Consuelá e Mucio Catão (Fotos: Divulgação)

Em Originalidade Masculina venceu Edson Carneiro de Andrade com Rainha do Carnaval, no 2º lugar ficou Orlando Barbosa com O Caipora e em 3º Walter Queiroz com Eva Braun, a Favorita de Hitler. E em Originalidade Feminina venceu Diva Pacheco com Apocalipse da Seca criação de Victor Moreira.

Rose Paes Barreto e José Carlos Barros Carvalho (Foto: Divulgação)

Na categoria Luxo Masculina venceu Luiz Bezerra de Sá com Triunfo Onirico da Saudade e no 2º lugar ficou com Jorge Danel com Katachuan, o Guerreiro da 7ª Lua. No Luxo Feminino venceu Isabela Dantas com Rainha do Samba e em 2º lugar ficou Silvinha Pinheiro com Pássaro Silvestre. Em Hors Concours ficou com Mucio Catão de Matusalém. A comissão julgadora foi composta apenas por mulheres: Valeria Acyoman Secco, Carmen Peixoto, Zaira Pimentel, Helena Pessoa de Queiroz, Rose Paes Barreto, Anita Malta e Maria do Carmo Vilaça.

Baile Municipal de 1972

Há 50 anos, acontecia no Clube Português, o Baile Municipal do Recife, que há dois anos não acontecia. Vieram a prévia o figurinista Dener, Pedrinho Aguinaga, Marisa Raja Gabaglia, Carlos Imperial, Taigura, Jece Valadão, e Zacharias do Rego Monteiro. No desfile de fantasias em luxo venceu Jesus Henriques com O Grande Guerreiro Contra o Dragão da Maldade e no 2º lugar ficou Demoir com Ciro, o Rei Persa.

Os desfilantes Carlos Queiroz e Múcio Catão (Foto: Manchete)

No Luxo feminino venceu Dina Mara Oliveira com a Princesa Encantada e no 2º lugar ficou Francis Marinho com Dama da Corte Real. Em Originalidade masculina venceu Paulo Varella com Festival de Lanterna e no 2º lugar ficou Paulo Melo com Esse Rio Moleque. O Premio Natan foi para Ivanete Paashaus com Liu Y, a Princesa Celeste Imperial de Dorgival Zelaquete. E foi o Hors Concours foi para Mucio Catão com Abraham Lincoln.